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Celso Amorim

Diplomata brasileiro, assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República desde 2023

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Celso Luiz Nunes Amorim GCM • GCMM • GCIH (Santos, 3 de junho de 1942) é um professor, acadêmico e diplomata brasileiro filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ministro das Relações Exteriores durante os governos Itamar Franco e Lula, e da Defesa durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff.

Diplomata de carreira do Itamaraty, fez pós-graduação na Academia Diplomática de Viena. Influenciado pelo trabalho de Ulysses Guimarães, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), embora não teve militância partidária. Foi cotado pelo partido para disputar o cargo de Governador do Rio de Janeiro nas eleições de 2018, mas o PT acabou desistindo da candidatura dele. Dirigentes petistas também estudaram lançar Amorim como vice na chapa de Lula.

Em 7 de outubro de 2009, David Rothkopf, um comentarista da revista estadunidense Foreign Policy indicou Amorim como "o melhor chanceler do mundo".

No dia 5 de março de 2015, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual da Paraíba.

Em 12 de Julho de 2019, participou da fundação do Grupo de Puebla, órgão tido como o sucessor do Foro de São Paulo.

No dia 21 de junho de 2024, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Estadual Paulista.

Celso Amorim formou-se pelo Instituto Rio Branco em 1965, obtendo título de pós-graduação em relações internacionais pela Academia Diplomática de Viena, na Áustria, em 1967. Como aluno de Ralph Miliband passou três anos na London School of Economics. Em seguida, foi enviado à Organização dos Estados Americanos (OEA), Washington DC, antes da apresentação de sua tese, cuja qualidade seu autor julgara suficiente para um doutorado. Seu tutor, Ralph Miliband, que morreu em uma idade avançada, não teve a oportunidade de ler sua tese de 500 páginas.[carece de fontes?]

Amorim foi professor de Língua Portuguesa do Instituto Rio Branco, professor de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e foi nomeado membro permanente da Área de Assuntos Internacionais do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.

Antes de entrar na diplomacia, Amorim teve uma breve carreira cinematográfica. Trabalhou com Ruy Guerra, fazendo edição e continuidade do filme Os Cafajestes, e com Leon Hirszman em na edição de "Pedreira de São Diego", um dos episódios de Cinco Vezes Favela.

Em 1979 foi convidado por Eduardo Portela, Ministro da Educação e Cultura, com o apoio da classe cinematográfica para assumir a Embrafilme, por sugestão do colega diplomata, escritor e cineasta Edgard Telles Ribeiro.[carece de fontes?] Ocupou o cargo até 1982, ano em que foi demitido da empresa depois de liberar financiamento para o filme Pra frente, Brasil, de Roberto Farias, que exibe cenas de tortura de presos políticos durante a ditadura militar.

De sua vida política precoce como diretor-geral da Embrafilme, entre 1979 e 1982, e sua carreira ainda mais precoce, como cineasta, deixou para os filhos a carreira que nunca abraçou completamente: com exceção da filha Anita, seus filhos Vicente Amorim, Pedro Amorim e João Amorim estão no cinema.

A história de Celso Amorim no serviço público iniciou em 1977, quando foi promovido conselheiro e chefe da Divisão de Difusão Cultural do Itamaraty. Em 1979, foi diretor-geral da Embrafilme, permanecendo no cargo até 1982. Foi então selecionado para o cargo de assessor de Cooperação de Programas Especiais do Ministério da Ciência e Tecnologia, sendo nomeado, dois anos depois secretário especial para Assuntos Internacionais do mesmo, desempenhando tal posição até o ano de 1989.

Assumiu nova posição em 1990, sendo nomeado diretor-geral para Assuntos Econômicos. Em 1991 assumiu pela primeira vez a chefia de uma missão no exterior, ao tornar-se representante do Brasil no Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT). Nesse período foi o negociador chefe do Brasil na Rodada Uruguai, que culminou posteriormente no GATT-1994 e na criação da Organização Mundial do Comércio.

Ministro das Relações Exteriores (1993-1995)

Em maio de 1993, durante o governo de Itamar Franco, Celso Amorim foi chamado pelo então chanceler José Aparecido, que substituiria Fernando Henrique Cardoso, para ser secretário-geral do Itamaraty. Porém, em decorrência de problemas de saúde, Aparecido não tomou posse, e Amorim assumiu interinamente o ministério até, em agosto daquele mesmo ano, ser efetivado chanceler.

Admitido à Ordem do Mérito Militar em 1991 no grau de Grande-Oficial especial pelo presidente Fernando Collor, Amorim foi promovido em agosto de 1993 por Itamar Franco ao último grau da ordem, a Grã-Cruz. A 7 de dezembro de 1993 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.

Embaixador brasileiro no exterior (1995-2003)

Entre 1995 e 2003 Celso Amorim atuou como representante do Brasil no exterior em diversos países e Organizações Internacionais, em áreas que variavam entre o sistema multilateral de comércio e a cooperação humanitária internacional.

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