Neste Dia

Caroline De Toni

Política brasileira

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Caroline Rodrigues De Toni (Chapecó, 1 de setembro de 1986) é uma advogada e política brasileira atualmente filiada ao Partido Liberal (PL) .Nas eleições 2018 foi eleita deputada federal de Santa Catarina, pelo Partido Social Liberal (PSL), com 109 363 votos — a maior votação entre as mulheres eleitas em Santa Catarina e o menor custo por voto de todos os eleitos a deputado federal. Em fevereiro de 2026, ameaçou deixar o Partido Liberal (PL), após o partido cogitar não apoiá-la na disputa ao Senado por Santa Catarina (SC).

No dia 25 do mesmo mês através de um anúncio em coletiva de imprensa, através de um vídeo nas redes sociais, o nome da deputada foi confirmado como pré- candidata ao senado por SC pelo Partido Liberal juntamente com Carlos Bolsonaro em chapa pura.

O anúncio aconteceu após uma reunião entre a deputada, e outros parlamentares membros do partido com o presidente nacional Valdemar Costa Neto, o governador Jorginho Mello e o pré candidato à presidência, o senador Flávio Bolsonaro.

Carol De Toni, como é mais conhecida, nasceu em Chapecó, SC. Graduou-se em Direito pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) no ano de 2009 com monografia intitulada "Existência e Execução da Duplicata Virtual" e concluiu mestrado em Direito público pelo Centro Universitário Estácio de Santa Catarina no ano de 2011, com dissertação intitulada "Paradoxo dos Direitos Humanos e Fundamentos para sua Universalização".

Em 2016 concorreu a vereadora de Chapecó pelo Partido Progressista (PP), tendo alcançado a 1º suplência do partido no município com 1589 votos. Neste mesmo período, ela fez parte do Movimento Brasil Livre, com o cargo de coordenadora do MBL na cidade de Chapecó, e foi uma das principais representantes do movimento no estado de Santa Catarina.

Em 2018 migrou do PP para o PSL e tornou-se a vice-presidente de seu novo partido no estado de Santa Catarina, sendo eleita deputada federal representando o estado no mesmo ano.

No início da sua atuação parlamentar, em 2019, foi vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, terceira Vice-Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJC) e relatora da PEC da Prisão em 2ª Instância.

Em 2022 foi reeleita deputada federal, pelo Partido Liberal (PL).

Caroline se define como parte da direita política, especificamente como conservadora liberal, declarando Olavo de Carvalho como sua maior influência. Dentre as pautas políticas da deputada, destacam-se a oposição aos seguintes tópicos: cotas de gêneros em eleições, Movimento dos Sem Terra, aborto, ideologia de gênero, descriminalização das drogas, marxismo cultural e doutrinação em escolas. Caroline defende: o relaxamento da regulamentação sobre venda, posse e porte de armas de fogo, a manutenção e expansão do agronegócio brasileiro, dentre outros princípios conservadores.

Atuação na Câmara dos Deputados

Entre os projetos de lei mais conhecidos protocolados pela deputada estão:

A obrigatoriedade do ensino da norma culta da Língua Portuguesa nas escolas brasileiras, excluindo-se, assim, a chamada linguagem neutra (PL 5385/20);

O voto direto e facultativo nas eleições da OAB (PL 3612/20);

O fim da reserva de 30% das candidaturas políticas para mulheres nas eleições proporcionais (PL 4213/20);

A descriminalização do homeschooling (PL 3262/19) - já aprovado na CCJ, aguardando próximos passos da tramitação;

O fim da imunidade civil das redes sociais quando estas classificam, rotulam ou censuram publicações de seus usuários (PL 246/2021).

A flexibilização do controle, comercialização e aquisição de armas de fogo no Brasil, compilando os decretos derrubados do Presidente Bolsonaro sobre o tema em um Projeto de Lei único a ser apreciado pelo Congresso (PL 3401/21).

Carol De Toni foi membro-suplente da Comissão que discutiu o Voto Impresso Auditável (PEC 135/2019), e participou de diversas audiências e debates sobre o tema. O PL acabou derrotado na Comissão, mas mais tarde, por decisão do Presidente da Câmara, Arthur Lira, foi levado ao Plenário, onde teve maioria dos votos (229 a favor, 218 contrários e 1 abstenção), mas não o suficiente para ser aprovado, uma vez que PECs precisam de maioria de 3/5 da Casa (308 votos).

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