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Carolina de Brandemburgo-Ansbach

Rainha consorte da Grã-Bretanha e Irlanda (1727–1737)

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Guilhermina Carlota Carolina de Brandemburgo-Ansbach (Ansbach, 1 de março de 1683 – Londres, 20 de novembro de 1737) foi a esposa do rei Jorge II e Rainha Consorte da Grã-Bretanha e da Irlanda, além de Eleitora Consorte de Hanôver de 1727 até sua morte.

Seu pai João Frederico era o soberano da pequena marca germânica de Brandemburgo-Ansbach. Carolina ficou órfã ainda jovem e se mudou para a corte iluminista de seus guardiões, o rei Frederico I da Prússia e sua esposa Sofia Carlota de Hanôver. Ela expandiu na corte prussiana sua anteriormente limitada educação e adotou os ideais liberais de Sofia Carlota, que se tornou uma grande amiga e cujas visões muito a influenciaram durante toda sua vida.

Enquanto jovem, Carolina foi muito procurada como noiva. Depois de recusar a pretensão do arquiduque Carlos da Áustria, rei nominal da Espanha, ela se casou com Jorge Augusto, terceiro da linha de sucessão ao trono britânico e herdeiro aparente do Eleitorado de Hanôver. Eles tiveram oito filhos, sete dos quais sobreviveram até a idade adulta. Carolina se mudou permanentemente para a Grã-Bretanha em 1714 quando seu marido se tornou o Príncipe de Gales. Como Princesa de Gales, ela apoiou Jorge Augusto ao reunir uma oposição política contra o rei Jorge I. O Príncipe de Gales foi expulso da corte em 1717 depois de uma briga familiar. Ela se associou a sir Robert Walpole, um político da oposição que havia sido um ministro do governo. Walpole voltou ao governo em 1720 e Jorge Augusto e o rei se reconciliaram publicamente, seguindo os conselhos do ministro. Nos anos seguintes, Walpole subiu até se tornar o principal ministro do governo.

Carolina ascendeu a rainha e eleitora consorte em 1727 quando seu marido se tornou o rei Jorge II. Seu filho mais velho, Frederico, era o foco da oposição como seu pai anteriormente, e a relação dele com a mãe piorou com o tempo. Tanto como princesa quanto como rainha, Carolina era conhecida por sua influência política, que exercia para e através de Walpole. Seu reinado incluiu quatro regências enquanto Jorge estava em Hanôver e ela é creditada por fortalecer o lugar da dinastia hanoveriana na Grã-Bretanha durante um período de instabilidade política. Sua morte em 1737 foi muito lamentada não apenas pelo povo, mas também pelo próprio rei, que se recusou a casar novamente.

Guilhermina Carlota Carolina nasceu no dia 1 de março de 1683 em Ansbach, filha de João Frederico, Marquês de Brandemburgo-Ansbach, e sua segunda esposa Leonor Edmunda de Saxe-Eisenach. Seu pai era o governante de um dos menores estados do Sacro Império Romano-Germânico; ele morreu de varíola quando Carolina tinha apenas três anos. Ela e seu único irmão Guilherme Frederico deixaram Ansbach com sua mãe, que retornou para sua cidade natal Eisenach. Em 1692, sua mãe foi forçada a entrar em um casamento infeliz com João Jorge IV, Eleitor da Saxônia, e Carolina e Guilherme Frederico se mudaram para Dresden. Leonor Edmunda ficou viúva novamente dois anos depois quando seu marido pegou varíola de uma de suas amantes. Ela acabou morrendo em 1696. Os órfãos voltaram para Ansbach para serem cuidados por seu meio-irmão, Jorge Frederico II. O marquês era jovem e tinha pouco interesse em cuidar de uma menina, assim Carolina se mudou para Lützenburg perto de Berlim, onde ficou aos cuidados de seus novos guardiões, Frederico, Eleitor de Brandemburgo, e sua esposa Sofia Carlota de Hanôver, uma amiga de Leonor Edmunda.

Frederico e Sofia Carlota se tornaram os monarcas da Prússia em 1701. A rainha consorte era filha da viúva eleitora Sofia de Hanôver e irmã de Jorge I Luís, Eleitor de Hanôver. Ela era famosa por sua inteligência e personalidade forte, com sua corte liberal e sem censura atraindo muitos grandes acadêmicos, incluindo o filósofo Gottfried Wilhelm Leibniz. Carolina foi exposta a um ambiente intelectual muito diferente de qualquer coisa que tinha vivido antes. Antes de começar sua educação aos cuidados de Sofia Carlota, ela tinha recebido pouca educação formal; sua caligrafia permaneceu ruim por toda a vida. Carolina se desenvolveu em uma acadêmica de considerável habilidade com sua mente ativa. Ela e a rainha desenvolveram um forte relacionamento em que Carolina era tratada como uma filha adotiva; Sofia Carlota afirmou certa vez que Berlim era "um deserto" sem Carolina sempre que ela viajava temporariamente para Ansbach.

Carolina era uma mulher inteligente e atraente, sendo assim muito procurada como noiva. A eleitora Sofia a chamou de "a mais agradável princesa da Germânia". Foi considerada para a mão do arquiduque Carlos da Áustria, candidato ao trono espanhol que mais tarde se tornou imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Carlos fez sua pretensão oficial a Carolina em 1703, com a união sendo encorajada pelo rei Frederico da Prússia. Ela recusou no ano seguinte após algumas considerações por não querer se converter do luteranismo ao catolicismo. Sofia Carlota morreu no início de 1705 ao visitar sua nativa Hanôver. Carolina ficou devastada, escrevendo a Leibniz: "A calamidade me envolveu com o sofrimento e tristeza, e me consola apenas a esperança que logo a seguirei".

Jorge Augusto de Hanôver, sobrinho da rainha Sofia Carlota, visitou a corte de Ansbach em junho de 1705 supostamente incógnito para inspecionar Carolina, já que seu pai Jorge I Luís não queria que o filho entrasse em um casamento arranjado sem amor como ele havia feito. Jorge Augusto, sendo o sobrinho de três tios sem filhos, estava sob pressão para se casar e procriar um herdeiro para não colocar em risco a sucessão hanoveriana. Ele tinha ouvido relatos sobre a "beleza incomparável e atributos mentais" de Carolina. Imediatamente se afeiçoou por seu "bom caráter" e um enviado britânico relatou que o príncipe "não pensaria em outra pessoa depois dela". Por sua vez, Carolina não se deixou enganar pelo disfarce de Jorge Augusto e achou o pretendente atraente. Ele era o herdeiro aparente do Eleitorado de Hanôver de seu pai e o terceiro na linha de sucessão do Reino da Grã-Bretanha de sua prima distante a rainha Ana, atrás de sua avó e seu pai.

Carolina chegou em Hanôver no dia 22 de agosto de 1705 para se casar com Jorge Augusto; eles se casaram naquela tarde na capela do palácio em Herrenhausen. Em maio do ano seguinte, estava grávida com seu primeiro filho Frederico, que nasceu em 20 de janeiro de 1707. Em julho, Carolina adoeceu seriamente com varíola e pneumonia. Seu filho foi mantido longe, porém Jorge Augusto permaneceu devotamente ao seu lado, com ele mesmo pegando e sobrevivendo a infecção. Nos sete anos seguintes ela teve mais três filhas: Ana, Amélia e Carolina, todas estas nascidas em Hanôver.

Jorge Augusto e Carolina tiveram um casamento muito bem-sucedido, apesar dele manter amantes como era o costume na época. Carolina sabia bem das infidelidades, já que eram de conhecimento público e ele contava para ela sobre os casos. Suas amantes mais conhecidas eram Henriqueta Howard e Amélia von Wallmoden. Howard era uma das camareiras de Carolina e se tornou a Senhora das Vestes quando seu marido herdou um pariato em 1731, aposentando-se em 1734. Ao contrário de sua sogra e seu marido, Carolina era conhecida por sua fidelidade matrimonial; ela nunca criou cenas embaraçosas ou teve amantes. Ela preferia que as amantes de Jorge Augusto fossem suas damas de companhia, já que acreditava que assim poderia vigiá-las mais de perto.

A sucessão da família de Jorge Augusto ao trono britânico ainda não estava assegurada, já que Jaime Francisco Eduardo Stuart, meio-irmão da rainha Ana, contestava a reivindicação hanoveriana e Ana e a eleitora Sofia tinham se desentendido. A rainha nunca permitiu que qualquer hanoveriano visitasse a Grã-Bretanha durante seu reinado. Carolina escreveu a Leibniz, "Eu aceito a comparação que fez, embora muito lisonjeira, entre mim e a rainha Isabel como um bom presságio. Como Isabel, os direitos da eleitora são negados por uma irmã invejosa [rainha Ana], e ela nunca terá a certeza da coroa inglesa até ascender ao trono". Sofia morreu nos braços de Carolina em junho de 1714 aos 83 anos. Semanas depois a rainha Ana morreu também, e o Eleitor de Hanôver foi proclamado seu sucessor como Jorge I da Grã-Bretanha.

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