Carlos Alberto do Vale Gomes Carvalhas GCC (São Pedro do Sul, São Pedro do Sul, 9 de Novembro de 1941) é um economista e político português.
Percurso académico e profissional
Carlos Carvalhas licenciou-se em Economia pelo Instituto de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa.
Após a licenciatura, desenvolveu a sua atividade profissional na Profabril, a empresa de estudos e projetos do Grupo CUF, onde chegaria a diretor financeiro.
Também foi redator e diretor do jornal Notícias da Amadora.
Paralelamente envolveu-se na atividade sindical dos metalúrgicos.
Carlos Carvalhas aderiu no ano de 1969 ao Partido Comunista Português.
Entretanto, ao lado do movimento estudantil que se opunha à ditadura, já apoiara a chamada Oposição Democrática nas campanhas das eleições legislativas de 1965, fazendo-o de novo em 1969 e em 1973.
A seguir ao 25 de Abril de 1974, seria designado Secretário de Estado do Trabalho nos I, II, III, IV e V Governos Provisórios.
Seria também eleito deputado à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, onde foi vice-presidente do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia (o grupo europeu onde se insere o PCP)
Foi membro do Conselho da Europa.
Seria igualmente vice-presidente do Conselho Nacional do Plano.
Candidatura presidencial em 1991
Em 1991 candidatou-se à Presidência da República, com o apoio do PCP, classificando-se em quarto lugar, com 13% dos votos (percentagem próxima do candidato apoiado pelo CDS – Partido Popular Basílio Horta, que conquistou 14%).
O vencedor do sufrágio foi Mário Soares, que contando com o apoio quer do PS quer do PSD (então chefiado por Cavaco Silva), alcançou o resultado histórico de 70%.
Carlos Carvalhas seria o sucessor do histórico líder do PCP Álvaro Cunhal, ao ser eleito para o cargo de secretário-geral do partido, que desempenhou de 1992 a 2004. Antes fora eleito membro suplente do Comité Central do Partido nos seus VIII e IX Congressos (em 1976 e 1979, respectivamente) e membro efetivo nos X, XII e XIV Congressos. Desde 1990 que era secretário-geral adjunto da mesma estrutura.
A 5 de Outubro de 2004, resignaria a essa função, sendo então sucedido por Jerónimo de Sousa, a 27 de Novembro de 2004, data do XVII Congresso do PCP, realizado em Almada.
A 8 de Junho de 2005 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo.