Carlo Ancelotti , (Reggiolo, 10 de junho de 1959) é um treinador e ex-futebolista italiano que atuava como volante. Atualmente, comanda a Seleção Brasileira.
Em 2019, foi nomeado um dos 10 maiores treinadores da história do futebol, em lista divulgada pela France Football.
Em 2022, tornou-se o treinador com mais conquistas em torneios interclubes da UEFA (oito conquistas), e também o treinador com o maior número de conquistas da Liga dos Campeões da UEFA (cinco vezes). Somando-se estas cinco conquistas da Champions como treinador, aos dois títulos conquistados enquanto era jogador, Ancelotti superou Francisco Gento (que conquistou a competição por seis vezes como jogador) como o maior vencedor da Liga dos Campeões.
Jogador com qualidade no passe e boa saída de bola, Ancelotti começou sua carreira em 1976, no Parma. Ele realizou sua estreia profissional na Serie C durante a temporada 1976–77, aos 18 anos de idade. Sob o comando do técnico Cesare Maldini, era frequentemente escalado como um meia-ofensivo, atuando atrás dos atacantes, ou até mesmo como um segundo atacante, devido à sua habilidade de marcar gols.
Carletto destacou-se nesses papeis e ajudou o Parma a conquistar o segundo lugar no girone A da Serie C1 durante a temporada 1978–79, o que garantiu à equipe uma vaga nos playoffs da Serie B. No jogo decisivo em Vicenza, contra a Triestina, Ancelotti marcou dois gols quando o placar estava empatado em 1–1, o que deu ao Parma uma vitória por 3–1 e assegurou sua vaga na Serie B na temporada seguinte.
Em 11 de outubro de 2023, ao receber o título de Mestrado Honorário em Ciências e Técnicas de Atividades Motoras, o ex-jogador, em seu discurso, resgatou uma matéria de jornal que citava o jogo em questão:
Depois de destacar-se com a camisa do Parma, o jogador chamou a atenção de tradicionais equipes da Itália como a Internazionale. Apesar de ter recebido proposta do clube de Milão, a equipe da Capital Italiana havia mostrado número melhores ao clube de Parma e o negócio foi fechado no início da temporada 1979–80.
Nils Liedholm, treinador sueco, descobriu o jogador enquanto este ainda estava sob contrato com o Parma. O ex-jogador havia acabado de concluir seu retorno ao comando da Roma e pediu para que Luciano Tessari, outro técnico, opinasse sobre o meio-campista:
Em 1979 transferiu-se para a Roma, onde viveu seu auge, formou uma grande dupla ao lado de Falcão e conquistou uma Serie A (Campeonato Italiano) e quatro Copas da Itália.
Com o elenco Giallorossi, Ancelotti tivera seus primeiros grandes momentos na Elite do Futebol. Em 1981, apenas dois anos após sua chegada, integrou pela primeira vez a Seleção Italiana e garantiria, pela segunda vez consecutiva, o título de Campeão da Coppa Italia.
Apesar dos bons momentos, em especial a grande conquista do Campeonato Italiano de 1982–83 – esta que ele chamou de "minha primeira grande vitória", Carletto também tivera de amargar lesões que o deixaria de momentos importantes daquela década. Em 1981, sofreu uma lesão no menisco que o deixaria de fora dos gramados até o ano seguinte, onde venceu o Scudetto, mas ficando de fora do tricampeonato na Copa do Mundo FIFA de 1982. Entretanto, em 1983, tivera mais uma séria injúria no mesmo local que o impediria de disputar a final da Taça dos Campeões Europeus contra o Liverpool – vencida pelos ingleses nas penalidades.
Recuperado, Carlo não foi mais acometido por tais problemas, e voltou a conquistar mais dois troféus de Coppa Itália até deixar a equipe em 1987.
Ancelotti foi condecorado ao integrar no Hall da Fama da Roma em 2014. Agradecido pela homenagem, o ex-capitão da equipe agradeceu ao prêmio, afirmando estar "honrado" com o reconhecimento:
Após muitos anos, Ancelotti decidiu escrever sua autobiografia Preferisco la Coppa, e por lá fizera um comentário sobre sua passagem gloriosa na Roma:
Após seus anos na Roma, Arrigo Sacchi se interessou pelo atleta e o chamou para integrar o Milan na época 1987–88. Rapidamente o médio sentiu a diferença nos treinamentos e afirmou que Sacchi "mudou a metodologia". Ele também chegou a afirmar que ele era um marciano e que havia aprendido a jogar em equipe. Ademais, afirmou que ele tinha força de inovar neste jogo.
Munido de um elenco lendário, como Franco Baresi, Paolo Maldini e Ruud Gullit, o Milan atuou de maneira consistente na Série A de 1987–88 e liderou a tabela na reta final do Campeonato e concluiu a edição com o título nacional – o primeiro de Carlo com a equipe Rossonera.
Na segunda temporada, o jogador comemorou mais um título ao derrotarem a Unione Calcio Sampdoria na Supercopa da Itália. Apesar de não terem conquistado novamente troféus em solo italiano, Carletto finalmente vencera sua primeira Taça dos Campeões ao bater o Steaua Bucareste na decisão por 4–0.
Na semifinal, fizera seu único gol na edição ao abrir o placar na goleada de 5–0 contra o Real Madrid no Estádio Giuseppe Meazza.