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Capinópolis

Município brasileiro do estado de Minas Gerais

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Capinópolis é um município brasileiro do interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Sua população em 2024 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 15,284 habitantes.

Os indicadores demográficos mostram que Capinópolis possui cerca de 14,9 mil habitantes e ocupa a posição de terceiro município mais populoso da pequena região de Ituiutaba. A estrutura etária é marcada pela predominância de adultos entre 40 e 64 anos, que representam aproximadamente 34,2% da população. Pessoas com mais de 65 anos correspondem a cerca de 13% dos habitantes, enquanto crianças entre 0 e 14 anos representam 18,1%.

A região era originalmente habitada pela população indígena caiapós e panarás. Esses povos viviam na região próxima ao rio Paranaíba, e seus ribeirões afluentes. Essas populações milenares deixaram diversos vestígios, como machados de lítico pólido, pedras lascadas e cacos cerâmicos, demonstrando uma longa presença desses povos na região.

Com uma formação histórica diretamente ligada aos processos de ocupação do oeste mineiro durante o século XIX, especialmente à expansão das atividades agropecuárias sobre áreas do Cerrado. A região começou a ser ocupada a partir da concessão de sesmarias e da instalação de grandes propriedades rurais voltadas à agricultura e à criação de gado. O desenvolvimento do antigo Arraial do Capim intensificou-se após 1927, quando Jerônimo Maximiano da Silva realizou o loteamento de parte de suas terras para estimular a consolidação urbana do povoado.

A região começou a ser invadida pelos bandeirantes por volta de 1810. Dois sujeitos receberam sesmarias nessas terras, o Alferes José Rodrigues da Silva e José Luciano Teixeira, fixando e iniciando um povoado na atual Capinópolis. As populações indígenas foram pouco a pouco expulsas de seu território, sofrendo tentativas constantes de extermínio. Mesmo assim, o município ainda possuí populações indigenas.

Aos poucos a região começou a ser habitada, criando-se grandes estruturas latifundiárias. Pela fertilidade da terra, e próprio para a cultura do café, a região tornou-se uma produtora do grão. Junto a produção de café, também plantava-se mandioca, cana, milho e arroz, que eram exportados para regiões vizinhas.

O capim Jaraguá era nativo e servia para a alimentação dos animais que transportavam a produção, daí surgiu o nome do lugar “Capim”. As construções das casas eram de pau-a-pique e foram aumentando fazendo com que o arraial do Capim crescesse também.

Em 1927 o local da sede do Município era de propriedade do fazendeiro Jerônimo Maximiano da Silva, que resolveu lotear uma parte da propriedade para a fundação de um povoado. No dia 05/07/1927 foi concluído o levantamento topográfico com o engenheiro agrônomo José Cirilo de Paula, que foi contratado para esse fim, e foram vendidos vários lotes, mas como os compradores não se preocupavam em construir, Jerônimo Maximiano da Silva resolveu readquirir os lotes e ele mesmo tomou novas iniciativas para o progresso do local.

A comunicação com o Município de Ituiutaba era feita por meio de estrada de bois. Para trazer o primeiro veículo ao Arraial do Capim, um Ramona (camionete) ano 1927, foi construído um trecho de estrada ligando a estrada do Córrego do Açude, passando pelo lado direito do Bauzinho e pelo Baú Velho. Na propriedade de Jerônimo Maximiano da Silva foi construído um engenho de cana de açúcar. As canas para o engenho eram transportadas em carros de bois.

Com a instalação do Distrito e do Cartório do Registro Civil e casamento, Jerônimo Maximiano foi o Juiz de Paz e fez o primeiro casamento no Distrito do Arraial do Capim.

Em 1937 construiu o prédio da primeiro grupo escolar, em 1940, com a ajuda de todos, construiu a capela de São Pedro e um dos seus genros construiu o campo de aviação.

O hino de Capinópolis foi composto na década de 1960 por Maria Helena Felippe quando era diretora da Escola Estadual Governador Juscelino.

O hino da cidade de Capinópolis surgiu na década de 1960, em um contexto em que o Governo de Minas Gerais incentivava a valorização dos pequenos municípios mineiros e de suas identidades culturais. A letra foi escrita por Maria Helena Felippe, que na época era diretora da Escola Estadual Governador Juscelino.

Inicialmente, o texto nasceu como uma poesia dedicada à cidade. Maria Helena Felippe era filha do ex-prefeito João Batista Ferreira e de Dorvalina Maria Ferreira, conhecida como Dona Santa. Ela cresceu acompanhando de perto o desenvolvimento da cidade, já que sua família teve forte participação na construção da vida pública local. A casa da família chegou a abrigar a primeira central telefônica e a primeira agência dos Correios de Capinópolis.

Segundo relatos da própria autora, ela se emocionava enquanto escrevia os versos do hino, porque queria representar o orgulho e o sentimento de pertencimento da população capinopolense. A melodia foi posteriormente composta por Nicely Soares Barbosa e Maria Tereza Guimarães Guilherme.

O hino acabou se tornando um importante símbolo cultural da cidade. Em 2019, as autoras receberam homenagens públicas na Câmara Municipal de Capinópolis por sua contribuição à memória e à cultura local. Na mesma época, foi apresentado um projeto de lei para oficializar o hino como símbolo oficial do município. A história do hino também está profundamente ligada ao crescimento de Capinópolis, cidade do Triângulo Mineiro que se emancipou em 1953 e desenvolveu uma identidade muito associada à agricultura e ao sentimento comunitário.

Onde tudo produz, é só plantar.

Por ti vivem sempre a trabalhar.

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