Cairo (em árabe: القاهرة; romaniz.: al-Qāhirah, pronunciado em árabe egípcio: [elqɑ(ː)ˈheɾɑ], literalmente: "conquistador" ou "vencedor"; em copta: Ⲕⲁϩⲓⲣⲏ) é a capital do Egito e da província homônima. É a maior cidade do mundo árabe e da África. Os egípcios a denominam muitas vezes, simplesmente, com o nome do país no idioma local: Miṣr (مصر), em árabe clássico; e Miṣr, em árabe egípcio. Cairo está localizada nas margens e ilhas do rio Nilo, ao sul do delta. Ao sudoeste, encontra-se Giza e a antiga necrópole de Mênfis, com a meseta de Giza e suas monumentais pirâmides, como a Grande Pirâmide de Quéops.
A cidade foi fundada no ano 969 por Jauar, o Siciliano, do califado Fatímida. Antes de sua fundação, Fostate era a capital do país. O nome da cidade deve-se aos fatímidas, que batizaram-na com o nome de Cairo. Depois de diversas invasões, como a dos mamelucos, dos otomanos, de Napoleão e dos britânicos, Cairo se converteu em capital soberana em 1922. A cidade foi conquistada em 1517 pelo Império Otomano. Entre 1798 e 1801, foi ocupada pelos franceses. É a sede da Liga Árabe. Uma cidade que é um museu aberto, composto por uma mistura de antigo e moderno, que convivem nos bairros, ruas, ruelas e becos. Cairo é uma cidade religiosa, cheia de vida e de contrastes, cidade cosmopolita em culturas e gentes, que revela diferentes civilizações.
A cidade tinha 10 025 657 habitantes em 2021; e sua região metropolitana tinha aproximadamente 21 750 000 habitantes, fazendo de Cairo a 13.ª metrópole mais povoada do mundo. É também a área metropolitana mais povoada de todo o continente africano. É conhecida pelos egípcios como a "mãe de todas as cidades" e a "cidade dos mil minaretes".
Em março de 2015 foram anunciados planos para uma cidade planejada, ainda sem nome, a ser construída a leste de Cairo, em uma área subdesenvolvida da província do Cairo, que servirá como capital administrativa e financeira do Egito.
A cidade foi fundada em 969 como residência real dos califas fatímidas, porém a capital administrativa e econômica era Fostate. Depois da destruição de Fostate em 1168/1169 para evitar sua captura pelos cruzados, a capital administrativa do Egito foi transferida para o Cairo, onde tem permanecido desde então. Sua construção levou quatro anos, comandada pelo general Jauar, o Siciliano, por ordem do califa Almuiz Aldim Alá, que deixou sua antiga Mançoria, na Tunísia e se estabeleceu na nova capital.
Em 1250 os soldados escravos chamados de mamelucos sitiaram o Egito e governaram o Cairo até 1517, quando foram derrotados pelo Império Otomano. O exército francês de Napoleão que ocupou brevemente o Egito de 1798 a 1801, depois o qual um oficial Otomano chamado Maomé Ali fez do Cairo a capital de um império independente, que existiu entre 1805 e 1882. A cidade caiu então sob controle britânico, até que o Egito conseguiu a sua independência em 1922.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o nível de poluição do ar no Cairo é quase 12 vezes maior do que o nível de segurança recomendado.
O clima do Cairo é árido (BWhs), com verões muito quentes e invernos amenos. A época mais suave estende-se entre os meses de novembro até março, quando as temperaturas máximas oscilam entre os 23-24 °C durante o dia. É importante especificar a parte do dia, porque no Egito, as temperaturas diurnas e noturnas apresentam grandes contrastes. Durante a época mais fresca, as temperaturas noturnas baixam frequentemente até os 10-11 °C. Desde abril até agosto, o Cairo regista temperaturas muito altas, subindo a valores de temperatura máxima de 36-37 °C, que caem durante a noite até 22-23 °C.
A cidade é, geralmente, muito seca e as chuvas são escassas. Nos meses de inverno podem ocorrer precipitações ocasionais. Mais comuns são as denominadas jamsin, tempestades de areia, que são habituais nos meses mais quentes.
Em 2018 a cidade do Cairo tinha cerca de 9,5 milhões de habitantes e a área metropolitana tinha aproximadamente 20,5 milhões de habitantes. É a maior metrópole da África.
No Cairo, a religião predominante é o islão e a charia é o principal código de leis. Além da maioria sunita, também vive na cidade uma minoria cristã (os coptas), que são cerca de 10% da população e tem uma forte presença na vida da cidade. Deliberadamente não se faz um recenseamento oficial dos cristãos, embora seja obrigatório declarar a religião no passaporte. Estima-se que cerca de 90% da população muçulmana seja de sunitas. Quase todo o resto da população é de cristãos (coptas e católicos), cuja sede é a Catedral de São Marcos (supostamente o evangelizador do Cairo), situada no distrito de Abbassia e hoje a segunda maior igreja na África. Além disso, a cidade tem ainda uma pequena comunidade de judeus e um pequeno grupo de cristãos ortodoxos gregos. Estas comunidades religiosas vivem lado a lado de forma relativamente pacífica.
A cidade tem estatuto de estado, muhafazah, com um governador à frente que é nomeado pelo Presidente do Egito. Cairo é o centro político, econômico e cultural do Egito e do Oriente Próximo. É a sede do governo egípcio, do Parlamento (Majlis al-Sha'b), de todos os organismos estatais e religiosos centrais e de numerosas representações diplomáticas.