Bruno Furtado Junqueira (Belo Horizonte, 4 de novembro de 1976) é um automobilista brasileiro, conhecido por disputar a CART entre 2001 e 2007, sendo vice-campeão nos anos de 2002, 2003 e 2004. Foi campeão da Fórmula 3 Sul-Americana em 1997 e da Fórmula 3000 Internacional em 2000.
Natural de Belo Horizonte, Bruno Furtado Junqueira é filho de Catarina Furtado Junqueira e José Alberto Tavares Junqueira, empresário e ex-piloto da Stock Car Brasil. Tem duas irmãs, Diana e Caroline. É torcedor do Atlético Mineiro, tendo sido agraciado com o Galo de Prata. Desde 2002, reside em Miami. É casado com a arquiteta Luciana Junqueira desde 2008, e juntos eles têm dois filhos. Tornou-se especialista no mercado imobiliário, trabalhando como investidor em projetos de multifamily. Em janeiro de 2025, tornou-se executivo do banco digital Inter.
Aos 10 anos, o piloto belo-horizontino Bruno Junqueira ganhou de aniversário seu primeiro kart. Aos 14, já tinha vencido três campeonatos brasileiros da categoria, além de ser vice em campeonatos pan-americanos e sul americanos. Fez sua estreia em monopostos em 1993, pela Fórmula Chevrolet. Em seguida, foi levado para a Fórmula 3 Sul-americana, conquistando o título na terceira temporada em 1997 após acumular seis vitórias. Depois disso, estreou na Fórmula 3000 Internacional em 1998, vencendo em Hockenheimring no ano seguinte, quando se classificou em quinto no campeonato de pilotos. Em 1999, foi escolhido para ser piloto de teste da equipe Williams, uma das mais cobiçadas da Fórmula 1. Chegou a brigar pela vaga de titular com o britânico Jenson Button, num "vestibular" promovido por Frank Williams, mas Button foi mais veloz e ficou com a vaga.
Assim, Junqueira disputou sua terceira temporada da Fórmula 3000 em 2000 com a Petrobras Jr., onde enfrentou e superou nomes como Fernando Alonso e Mark Webber. O mineiro acumulou quatro vitórias na Espanha, na Europa, em Mônaco e na Hungria, precisando apenas de um nono lugar em Spa-Francorchamps para juntar 48 pontos e se sagrar campeão, por três pontos de diferença sobre o vice Nicolas Minassian. Com esse título, Junqueira se tornou o quarto brasileiro a vencer na F-3000, se juntando a nomes como Roberto Moreno (campeão de 1988), Christian Fittipaldi (campeão de 1991) e Ricardo Zonta (campeão de 1997). Junqueira ainda foi o último brasileiro campeão da F-3000, e durante vinte e dois anos, foi também o último brasileiro a ser campeão na categoria imediatamente abaixo da F1, com esse jejum sendo quebrado em 2022, quando Felipe Drugovich foi campeão da Fórmula 2.
Junqueira ainda esteve próximo de estrear na F1, ficando de sobreaviso para substituir Ralf Schumacher no Canadá, mas o alemão acabou decidindo participar dessa etapa. Sem chances de correr na F1, o mineiro acabou escolhendo seguir para os Estados Unidos, que na época ainda tinha a ChampCar e a IRL brigando pelo espólio da Indy. Segundo o piloto, as possibilidades de mercado não o agradaram para continuar correndo atrás do sonho da F1, porque ele ficaria parado por uma temporada.
Sua estreia na Champ Car foi em 2001, pela Chip Ganassi. Para um piloto vindo da escola europeia, seu 1º ano foi excelente, com sua 1ª pole sendo no circuito oval de Nazareth e sua vitória sendo no técnico traçado de Elkart Lake.
Em 2002, Bruno, mais acostumado ao estilo da Champ Car, venceu em Motegi e Denver, mas terminou em 2º lugar no campeonato, 73 pontos atrás do compatriota Cristiano da Matta. Anos depois, Junqueira revelou que caso fosse campeão, seria promovido para a Toyota na F1, que lhe ofereceu uma vaga de piloto de testes, mas quem ficou com a chance foi Da Matta. Foi um dos únicos pilotos "de ponta" da Champ Car a ficar em 2003. Bruno vai para o único time dos 3 grandes times da história da Champ Car (Penske, Ganassi e Newman Haas) que ficou na categoria, a Newman Haas. Em 2003, conseguiu o "bi-vice" ao bater em Surfer's Paradise e ver o título parar com Paul Tracy. Em 2004 o piloto obteve seu melhor resultado, sendo "tri-vice-campeão seguido na categoria.
Em 2005, Bruno Junqueira sofreu um acidente causado por A.J. Foyt IV nas 500 Milhas de Indianapolis. Com uma séria contusão, ficou de fora do resto da temporada de 2005 da Champ Car, que até então liderava. Seu substituto foi o espanhol Oriol Servia. 2006 foi praticamente uma readaptação as corridas, tendo seu pior desempenho na categoria desde sua estreia em 2001. Em 2007, perdeu a vaga na Newman-Haas e foi para a Dale Coyne, onde conseguiu bons desempenhos, tendo seu ponto alto os 3 pódios seguidos no fim da temporada (2º lugar em Zolder e 3º em Assen e Surfer's Paradise).
Junqueira representou o Brasil na A1 Grand Prix em 2006–07, se destacando ao ser sétimo colocado na África do Sul. Em 2007–08, correu em duas rodadas, tendo como melhor resultado o oitavo lugar no México.
Com o fim da CART, Junqueira migrou para a IndyCar, fruto da unificação entre a ChampCar e a IRL, em 2008. Na nova casa, a Dale Coyne, o brasileiro teve seu melhor resultado em Watkins Glen, onde foi o sexto colocado. Ele ainda viria conquistar mais um Top-10 ao ser sétimo em Detroit. Acumulou 256 pontos, se classificando em vigésimo. Ele retornou em 2012, para substituir o lesionado Josef Newgarden em Baltimore.
Durante sua carreira na Champ Car e na IndyCar, Junqueira participou seis vezes das 500 Milhas de Indianápolis. Sua estreia foi em 2001, onde ele foi quinto colocado, resultado que ele igualou em 2003 com a Newman/Haas. Seu maior destaque foi em 2002, ano em que Junqueira fez a pole, mas ele acabou abandonando. Outras participações foram em 2005, onde abandonou, em 2008, quando terminou em vigésimo, e em 2010, onde também abandonou. Iria participar em 2009 com a Conquest, mas sua equipe optou por dar sua vaga para Alex Tagliani, piloto titular que caiu no Bump Day por falhas técnicas. Em 2011, iria participar pela Foyt, chegando a colocar seu carro na 19ª posição durante o Bump Day, mas ficou sem correr porque Michael Andretti comprou a vaga de seu carro para Ryan Hunter-Reay.
Em 2010 estreou na Fórmula Truck, pela equipe DF Motorsport-Ford. Naquele ano, foi protagonista de um acidente cinematográfico em Interlagos, quando, atingido por trás numa relargada da prova, teve estourado o cilindro de ar de seu caminhão Ford. Sem freios por conta da falta do cilindro, Junqueira acabou batendo e arrastando o caminhão do piloto Diumar Bueno no fim da reta dos boxes, causando o acidente que arrancou a cabine do caminhão de Bueno com ele dentro, tamanha a força da colisão, com os caminhões destruindo a barreira de pneus e parte do alambrado do circuito paulista. Junqueira ficou de ponta-cabeça, com seu caminhão destruído. Ambos os pilotos saíram andando após o acidente, algo incrível. Diumar só teve algumas dores nas costas. Bruno sofreu um corte no pé.
Após uma participação nas 12 Horas de Sebring em 2006, Junqueira disputou a American Le Mans Series em tempo integral em 2011, onde ficou por mais duas temporadas. Em 2012, teve seu destaque ao conquistar quatro pódios e uma vitória em Mosport pela sua classe, PC. Em 2013, seu último ano na categoria, conquistou duas vitórias.
Em 2014, fez a temporada completa da WeatherTech SportsCar Championship, conquistando três poles e o segundo lugar em Sebring. No ano seguinte, sua última temporada completa na categoria, venceu duas vezes. Em 2016, participou de duas provas pela BAR1 Motorsports. A equipe o convidou para retornar em 2017, durante a etapa de Detroit, onde foi segundo na classe PC. Em 2018, esteve nas 24 Horas de Daytona pela 3GT Racing na classe GTD.
Junqueira fez sua estreia na Stock Car Brasil em 2011 pela RC3 Bassani, com quem competiu nas duas últimas etapas do ano. Em 2012, correu apenas a etapa de Salvador, onde foi 19º colocado. Em 2014, participou da Corrida de Duplas em Interlagos, dividindo o carro da Full Time com Allam Khodair.
2001: 19/08 - Motorola 220, Elkart Lake
2002: 27/04 - Bridgestone Potenza 500, Motegi; 01/07 - Shell Grand Prix of Denver, Denver
2003: 03/08 - Mario Andretti Grand Prix at Road America presented by Briggs & Stratton, Elkart Lake; 31/08 - Centrix Financial Grand Prix of Denver, Denver