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Bernie Ecclestone

Empresário, dirigente esportivo e ex-piloto britânico

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Bernard Charles "Bernie" Ecclestone (Suffolk, 28 de outubro de 1930) é um empresário, dirigente esportivo e ex-piloto britânico. Foi presidente e CEO da Formula One Management (FOM) e da Formula One Administration (FOA).

É acionista da Alpha Prema, um dos empreendimentos que gerenciam a Fórmula 1. Seu controle sobre o esporte, resultado de seu pioneirismo na venda dos direitos televisivos nos anos 1970 é sobretudo financeiro, mas os termos contratuais entre a FIA, as equipes e a Formula One Administration, garantiram-lhe, durante sua administração, estrutura e logística de cada Grande Prêmio de Fórmula 1.

Nos anos 1970 e 1980, foi proprietário da Brabham Racing Organization e assim fundou a Formula One Constructor´s Association (FOCA) aumentando sua influência política na categoria. O bom desempenho da Brabham nas pistas, sobretudo com o brasileiro Nelson Piquet (campeão em 1981 e 1983), ajudou a consolidar seu prestígio como gestor do esporte. Bernie Ecclestone venderia a sua parte na equipe em 1987.

Bernie Ecclestone também participou como piloto dos Grandes Prêmios de Mônaco e da Grã-Bretanha em 1958.

Ecclestone nasceu em St Peter South Elmham, uma pequena aldeia três milhas ao sul de Bungay, Suffolk. Filho de um pescador, ele frequentou a escola primária em Wissett antes que a família mudasse para Bexleyheath, Kent, em 1938. Ecclestone deixou a escola aos 16 anos de idade para trabalhar nas fábricas de gás locais, e dedicar-se ao seu hobby, as motocicletas.

Segundo o ranking de bilionários da Forbes para 2011, Bernie Ecclestone é a quarta pessoa mais rica do Reino Unido com uma fortuna estimada em US$ 4,2 bilhões, um aumento de US$ 200 milhões em relação ao ano anterior.

No ano de 2004, ele vendeu uma de suas residências no Kensington Palace Gardens em Londres, apesar de nunca ter vivido nela, para o magnata do aço Lakshmi Mittal por £57.1 milhão, o que a tornou a casa mais cara já vendida.

Ecclestone tem uma filha, Deborah, com Ivy, sua primeira esposa. Deborah e seu marido lhe deram seu primeiro neto e este casou-se e tornou Bernie um bisavô. Ele então casou com Slavica Radić Ecclestone por 25 anos e com ela teve duas filhas: Tamara Ecclestone (nascida em 1984) e Petra Ecclestone (nascida em 1988). O divórcio foi concedido a pedido da esposa em 11 de março de 2009 e reportado no valor de um bilhão de euros.

Durante o Grande Prêmio do Brasil de 2009 conheceu a brasileira Fabiana Flosi (45 anos mais jovem) que trabalhava na organização da prova. Em abril de 2012 eles anunciaram o noivado e se casaram em 27 de agosto do mesmo ano.

Imediatamente após o fim da Segunda Guerra Mundial, Ecclestone ingressou no ramo automotivo e formou a concessionária de motocicletas Compton & Ecclestone com Fred Compton. Sua primeira experiência automobilística aconteceu em 1949 na Fórmula 3 500cc Series vindo a adquirir um Cooper Mk V em 1951. Como competidor participou de um número reduzido de provas, especialmente em Brands Hatch, conseguindo uma série de boas colocações e até mesmo uma vitória ocasional. Suas aspirações ruíram quando ele colidiu com Bill Whitehouse e caiu no parque de estacionamento do lado de fora da pista. Eventualmente, as pressões comerciais e os riscos convenceram-no a retirar-se do cockpit.[carece de fontes?]

* carro pilotado por Jack Fairman

Após o acidente, Ecclestone deixou temporariamente as corridas para fazer uma série de investimentos lucrativos no mercado imobiliário e no setor de financiamento de empréstimos, passando a gerir sua concessionária aos fins de semana. Seu retorno às pistas aconteceu em 1957 como empresário de Stuart Lewis-Evans, comprando dois chassis da extinta Connaught, cujos pilotos ao longo dos anos haviam sido Lewis-Evans, Roy Salvadori, Archie Scott Brown, e Ivor Bueb. Ecclestone ainda tentou, sem sucesso, classificar-se com seu próprio carro no Grande Prêmio de Mônaco de 1958 (embora isso tenha sido descrito como "uma tentativa nada séria"). Ele também participaria da corrida na Grã-Bretanha, mas seu carro foi entregue a Jack Fairman. Ecclestone permaneceu como empresário de Lewis-Evans quando o piloto se mudou para a equipe Vanwall; Salvadori mudou-se para a equipe Cooper. Lewis-Evans sofreu queimaduras graves quando seu motor explodiu no Grande Prêmio de Marrocos de 1958 falecendo seis dias depois. Abalado, Bernie Ecclestone afastou-se das corridas pela segunda vez.

A amizade com Salvadori fez de Ecclestone o empresário de Jochen Rindt e co-proprietário da equipe dois da Lotus (cujo outro piloto era Graham Hill). Rindt morreu num acidente em Monza, embora sua pontuação tenha lhe garantido o título póstumo de campeão mundial. No início de 1972, Ecclestone comprou a equipe Brabham de Ron Tauranac e começou seu mandarinato como "chefão" da Fórmula 1 ao fundar a Associação dos Construtores da Fórmula 1 ao lado de Frank Williams, Colin Chapman, Teddy Mayer, Ken Tyrrell e Max Mosley. Uma das primeiras medidas desse colegiado foi organizar a questão dos direitos de transmissão televisiva das provas da categoria.

Durante a temporada de 1971, Ecclestone foi abordado por Ron Tauranac, dono da Brabham, que buscava um sócio à sua altura e nesse ínterim o inglês adquiriu o time ao custo de £ 100.000 cabendo a Tauranac o posto de designer da equipe e diretor da fábrica, tendo, contra sua vontade, Colin Seeley como auxiliar em suas atribuições, mas somente aos primeiros cabia o papel de "homens fortes" da Brabham.

Em 1972 a equipe conseguiu resultados modestos visto que a prioridade de Ecclestone era alterar o perfil da Brabham e fazer dela um time de ponta e a marca dessa viragem foi a promoção, no ano seguinte, do jovem sul-africano Gordon Murray ao cargo de projetista-chefe e sob sua orientação foi produzido o modelo BT42 dotado de uma transversal triangular, o primeiro de uma série de carros impulsionados pelo motor Ford e que levariam Carlos Reutemann e José Carlos Pace à vitória com a Brabham entre 1974 e 1975. O sucesso da "simbiose" entre os carros de Murray e os motores Ford, porém, não impediu Ecclestone de assinar com a Alfa Romeo para usar seus potentes motores flat-12 a partir de 1976, opção que, embora financeiramente vantajosa, fez a equipe cair de produção dado o peso e o elevado consumo de combustível dos motores e a baixa confiabilidade dos modelos BT45s. Somente com a contratação do bicampeão Niki Lauda para o ano de 1978 e o uso do revolucionário carro-ventilador, o time recuperou competitividade. A parceria com a Alfa Romeo terminou em 1979 quando Nelson Piquet foi efetivado primeiro piloto do time devido à aposentadoria de Lauda. Nas temporadas seguintes a Brabham correu sob o impulso dos motores Ford Cosworth DFV.

Nelson Piquet sagrou-se vice-campeão mundial em 1980 ao ser derrotado por Alan Jones e conquistou o título em 1981, láurea que não o impediu de viver um ano conturbado em 1982 quando correu para dar confiabilidade aos motores turbo M10 quatro cilindros da BMW, embora tenha usado o Ford durante parte do ano. A recompensa veio em 1983 quando o brasileiro conquistou o bicampeonato mundial de Fórmula 1, sendo o primeiro a usar um motor turboalimentado, o que faria da Brabham um time competitivo pelos dois anos seguintes.

No final de 1985 Nelson Piquet encerrou sete anos de contrato e trocou a Brabham pela Williams tanto por questões financeiras quanto por razões desportivas, afinal seria correndo pela equipe de Grove que o brasileiro chegaria ao tricampeonato. Em 1986 Murray, cujos carros haviam vencido 22 provas na Fórmula 1, assinou contrato com a McLaren e ao fim de 1987 Ecclestone, cada vez mais afeito ao seu papel como dirigente da Associação dos Construtores da Fórmula 1 vendeu a Brabham ao empresário suíço Joachim Luhti por US$ 5 milhões após tê-la arrematado pelo equivalente a US$ 120 mil.

Ecclestone se tornou executivo-chefe da Associação dos Construtores da Fórmula 1 (FOCA) em 1978 tendo Max Mosley como seu assessor jurídico. Em conjunto, eles negociaram uma série de questões legais com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e Jean-Marie Balestre, presidente da entidade e tais ajustes culminaram num golpe de mestre de Ecclestone, o direito de a FOCA negociar os direitos de transmissão dos grandes prêmios de Fórmula 1 sendo que para tal fim foi instituída a Fórmula 1 Participações e Administração (FOPA) que dividiu as receitas da seguinte forma: 47% para as equipes, 30% para a FIA e 23% para o próprio Ecclestone através da FOPA que em contrapartida se responsabilizaria pelas premiações. O emaranhado sobre os direitos de TV causou atritos entre Ecclestone e a Fórmula 1 ao longo dos anos 1990, contudo o empresário estabeleceu o Pacto de Concórdia em 1997 e manteve tal atribuição sob seu controle em troca de repasses anuais à categoria, sendo que o tratado mais recente expirará no último dia de 2012.

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