Belmiro Mendes de Azevedo GCIH (Marco de Canaveses, Tuias, 17 de fevereiro de 1938 – Porto, 29 de novembro de 2017) foi um empresário e industrial português.
Segundo a revista Forbes, surgia na 1121.ª posição na lista das personalidades mais ricas do mundo de 2016, com uma fortuna avaliada em 2,5 mil milhões de dólares.
Ocupava o terceiro lugar na lista das pessoas mais ricas de Portugal.
Belmiro de Azevedo foi o mais velho de oito filhos e filhas de Manuel de Azevedo, carpinteiro e pequeno proprietário agrícola, e de sua mulher, Adelina Ferreira Mendes, costureira.
Na instrução primária em Tuias, reprovou na primeira classe, segundo o próprio, por culpa de um professor incompetente.
No entanto, graças ao professor ali colocado no ano seguinte, Carlos da Silva, recuperou o tempo perdido, chegando a fazer os quatro anos letivos em apenas três.
Uma vez que não existia no concelho do Marco nenhuma escola de ensino secundário, mudou-se para o Porto por volta dos 11 anos, para poder prosseguir os estudos no Liceu Alexandre Herculano, no Porto.
Ao mudar-se para o Porto, foi viver com o seu tio e padrinho, de quem herdara o nome de baptismo - Belmiro Pinto da Mota, fiscal de obras, que havia sido militante republicano e carbonário, dar-lhe-ia alojamento nos estaleiros de obras onde trabalhava, na Serra do Pilar.
Com a morte do tio Belmiro, ocorrida pouco depois, o jovem conseguiu assegurar a continuação dos estudos secundários com o apoio do seu professor de Matemática, que lhe pagava as refeições, e do reitor do Liceu Alexandre Herculano, que o indicou para dar lições, a título particular, a outros estudantes.
Já nos últimos dois anos dos estudos secundários, conseguiria uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian, a mesma instituição que permitiu a Belmiro de Azevedo frequentar a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Em 1959, porém, teve de interromper os estudos, ao ser chamado a cumprir o serviço militar obrigatório.
Em 1964, completou, finalmente, a licenciatura em Engenharia Química.
Convidado a lecionar como assistente, preferiu dedicar-se à vida emprsarial.
Durante o seu percurso académico, o futuro empresário praticou andebol, no Centro Desportivo Universitário do Porto e no Futebol Clube do Porto.
Percurso profissional e empresarial
Ainda estudante, Belmiro de Azevedo entrou para a Efanor - Empresa Fabril do Norte, uma das maiores empresas têxteis da região Norte, localizada na Senhora da Hora.
Pouco depois, porém, seria convidado a ingressar na empresa do setor madeireiro Sonae, acrónimo de Sociedade Nacional de Estratificados.
Belmiro de Azevedo viria a assumir o controlo desta empresa na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974, embora enfrentando um polémico conflito judicial contra os herdeiros de Afonso Pinto de Magalhães, fundador da empresa.
Sob o seu comando, a Sonae estendeu a sua actividade ao grande retalho, estabelecendo hipermercados (Continente e Modelo), primeiro, e lojas de retalho especializado depois (Bonjour, Vobis, Worten, Sport Zone, etc.).