Augusta Maria Luísa Catarina de Saxe-Weimar-Eisenach (em alemão: Augusta Marie Luise Katharina von Sachsen-Weimar-Eisenach; Weimar, 30 de setembro de 1811 - Berlim, 7 de janeiro de 1890) foi a esposa do Imperador Guilherme I, portanto, a Imperatriz Consorte da Alemanha e Rainha Consorte da Prússia até a morte de seu marido em 1888.
Augusta foi a segunda filha de Carlos Frederico, Grão-Duque de Saxe-Weimar-Eisenach e da sua esposa, a grã-duquesa Maria Pavlovna, filha do czar Paulo I da Rússia e da sua consorte, a czarina Maria Feodorovna.
Enquanto o seu pai era uma pessoa intelectualmente limitada cujas leituras preferidas até ao final da vida foram os contos de fadas, a sua mãe Maria Pavlovna foi descrita por Johann Wolfgang von Goethe como uma das melhores e mais influentes mulheres do seu tempo. Augusta recebeu uma educação vasta que incluía lições de desenho por parte do pintor da corte, bem como lições de música dadas por Johann Nepomuk Hummel.
Em 1826, Augusta visitou a corte da Rússia com sua mãe, finalmente quebrando a monotonia de sua vida diária em Weimar. No entanto, Augusta achou o esplendor da corte desagradável e foi elogiada por sua humildade. E lá conheceu se futuro marido Guilherme que causou uma boa impressão, porém na altura ele estava apaixonado pela princesa polaca Elisa Radziwill, mas não lhe foi permitido casar com ela. Guilherme achou que a jovem Augusta tinha uma personalidade excelente, mas mesmo assim era menos atraente do que a sua irmã mais velha, Maria, com quem o irmão mais novo de Guilherme, Carlos tinha se casado. Augusta era sua segunda escolha, acima de tudo foi o pai de Guilherme, Frederico Guilherme III da Prússia, quem o pressionou para escolher Augusta como potencial esposa.
Seu noivado foi celebrado em 25 de outubro de 1828, e eles se casaram em 11 de junho de 1829 na capela do Schloss Charlottenburg, Augusta usava um vestido de seda entrelaçada e prata. Seu véu foi coberto com raminhos de murta. Se ela esperasse um casamento feliz, ficaria desapontada. Seu sogro a informou: "Se você espera um modelo de virtude em seu marido, você não deveria ter se casado com um Hohenzollern."
Na altura Guilherme estava apaixonado pela princesa polaca Elisa Radziwill. O príncipe herdeiro na altura era o irmão mais velho de Guilherme, Frederico, que mais tarde se tornaria no rei Frederico Guilherme IV da Prússia. Contudo ele e a sua esposa Isabel Ludovica da Baviera ainda não tinham tido filhos, colocando Guilherme herdeiro presumido ao trono e dando-lhe a obrigação de se casar e dar herdeiros à coroa. O pai de Guilherme gostava da sua relação com Elisa, mas a corte prussiana tinha descoberto que o seu título de princesa vinha do imperador Maximiliano I e consideravam que já não era nobre o suficiente para poder desposar o herdeiro ao trono prussiano. Por isso, em 1824, o rei pediu ao imperador Alexandre I da Rússia (que não tinha filhos) para adotar Elisa, mas ele recusou. O segundo plano era fazer com que ela fosse adotada pelo seu tio, o príncipe Augusto da Prússia, mas o plano não avançou porque o comité responsável considerou que a adoção não mudava o sangue.
Seu casamento não foi sem esforço, Augusta estava profundamente apaixonada por Guilherme, mas ele ainda estava apaixonado por Elisa Radziwill. E embora tenha sido muito bem recebida na corte prussiana, ela logo achou o protocolo rigoroso e sufocante, ela queria se envolver em causas de caridade, mas descobriu que sua cunhada, então princesa-herdeira Isabel Luísa, tinha precedência sobre ela em tais atividades.
Assim, em junho de 1826, o pai de Guilherme viu-se inclinado a exigir uma anulação de um possível casamento com Elisa. Depois disso o príncipe Guilherme passou os meses que se seguiram à procura de uma noiva que se adaptasse mais às exigências da corte, mas continuava ligado emocionalmente a Elisa. No dia 29 de agosto de 1828, Guilherme pediu a mão de Augusta em casamento por escrito. Ela aceitou alegremente e os dois ficaram noivos oficialmente em outubro desse ano. Guilherme viu Elisa pela última vez em 1829. Mais tarde ela ficou noiva de Frederico de Schwarzenberg, mas o noivado não resultou e ela acabaria por morrer solteira em 1834 de tuberculose.
O historiador Karin Feuerstein-Prasser realçou a diferença entre o que Guilherme esperava do casamento que teria com Elisa e do que realizaria com Augusta, baseando-se em correspondência. Guilherme escreveu à sua irmã Carlota da Prússia, esposa do czar Nicolau I da Rússia, sobre Elisa: Na verdade uma pessoa só pode amar outra verdadeiramente uma vez na vida. Em relação a Augusta disse: a princesa é simpática e inteligente, mas deixa-me frio. Augusta, por outro lado, estava verdadeiramente apaixonada pelo seu futuro marido e esperava ter um casamento feliz.
A cerimónia realizou-se no dia 11 de junho de 1829 após uma viagem de três dias entre Weimar e Berlim. Augusta era 14 anos mais nova que o seu marido.
As primeiras semanas de casamento foram calmas. Augusta foi recebida entusiasticamente na corte prussiana, mas ela aborreceu-se cedo com a rigorosa disciplina militar dos seus deveres públicos. A maioria das aparições públicas que envolviam bailes ou atividades mais movimentadas estavam reservadas à sua cunhada, a princesa Isabel Luísa da Baviera, casada com o príncipe herdeiro Frederico Guilherme
Numa carta que Guilherme escreveu à sua irmã Carlota no dia 22 de janeiro de 1831, ele queixou-se da falta de feminidade da sua esposa. Esquecendo esse pormenor, o primeiro filho do casal, o príncipe Frederico Guilherme (mais tarde Frederico III da Alemanha), nasceu mais tarde nesse ano, no dia 18 de outubro de 1831. Sete anos depois, a 3 de dezembro de 1838 nascia a segunda filha, Luísa. Mais tarde, Augusta teve dois abortos, um em 1842 e outro em 1843. Além disso também passou por várias fases maníaco-depressivas desde 1840, sentindo-se indesejada pelo seu marido que tinha várias amantes e pressionada com o seu papel na corte.
Augusta interessava-se muito por política e tal como muitos liberais da época tinha esperança na ascensão do seu cunhado Frederico Guilherme IV ao trono por este ser visto como um rei moderno e aberto. Contudo ele recusou-se a dar uma constituição ao Reino da Prússia e liderou um tipo de governo muito mais conservador do que se esperava. Foi criada uma Landtag Unida pelo rei como reação às tentativas falhadas de golpes e revoltas de fome em 1847, mas foi dissolvida poucos meses depois. O príncipe Guilherme foi apontado como responsável pela violência na revolução de março de 1848 em Berlim e, seguindo o conselho do rei, fugiu para Londres e Augusta refugiou-se em Potsdam com os seus dois filhos.
Dentro dos círculos liberais, foi discutida seriamente a ideia de forçar o rei a abdicar, o príncipe Guilherme a renunciar os seus direitos e colocar Augusta como regente para o seu filho. Como os diários e cartas de Augusta desta época foram queimados, a posição dela em relação a esta questão não é clara. Mais tarde, em maio de 1848, 800 membros da assembleia nacional alemã encontraram-se em Frankfurt para discutir a questão da unificação alemã. O príncipe Guilherme regressou de Londres no mês seguinte. Um ano depois, em 1849, ele foi nomeado governador-geral da província do Reno e na primavera de 1850 ele e Augusta passaram a residir em Coblença.
Augusta gostava da vida em Coblença e foi lá que ela pôde finalmente viver fora da vida da corte tal como durante a sua infância em Weimar. Entretanto o seu filho Frederico estudava em Bona, uma cidade próxima e tornou-se no primeiro príncipe prussiano a receber uma educação académica.
Em 1837, a família passou a residir em um novo palácio em Berlim, que ficou conhecido como o Kaiser Guilherme Palais, e mais tarde o Altes Palais (Antigo Palácio). Em 1850, o casal mudou-se para Coblença, onde Guilherme serviu como governador-geral da província do Reno. Augusta floresceu em Coblença, longe da estrita vida da corte de Berlim.
Coblença passou então a ser visitada por muitos liberais contemporâneos, incluindo o historiador Max Dunker e os professores August von Bethmann, Clemens Theodor Pertes e Alexander von Schleinitz. No entanto a tolerância de Augusta em relação aos católicos em Corbença e durante toda a sua vida foi criticada em Berlim e era vista como inapropriada para uma princesa prussiana protestante.