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Astrid da Suécia

Rainha consorte de Leopoldo III da Bélgica

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Astrid da Suécia (Estocolmo, 17 de novembro de 1905 — Küssnacht am Rigi, 29 de agosto de 1935), foi a esposa do rei Leopoldo III e Rainha Consorte dos Belgas de 1934 até sua morte no ano seguinte.

Sua conduta e sua trágica morte fizeram-na a rainha mais popular em toda a história da Bélgica. A cidade de Astrid (hoje Butare), em Ruanda, foi nomeada a partir dela.

Filha mais jovem do príncipe Carlos, Duque da Gotalândia Ocidental e da princesa Ingeborg da Dinamarca, Astrid nasceu em Estocolmo. Seus padrinhos foram: o rei Óscar II da Suécia (seu avô paterno) e o rei Frederico VIII da Dinamarca (seu avô materno). Ela tinha duas irmãs, Marta e Margarida, e um irmão, Carlos. Marta tornou-se consorte do então príncipe-herdeiro da Noruega, o futuro Olavo V, mas não chegou a se tornar rainha.

Astrid foi educada com bastante liberdade. Seus pais desejavam criar seus filhos como crianças burguesas e não como membros da realeza. Assim, ela aprendeu a coser, cozinhar e tratar de crianças. A princesa até mesmo frequentou um curso de puericultura na universidade feminina de Uppsala.

Uma ávida leitora e esportista, Astrid costumava ir com suas irmãs em hospitais para visitar enfermos. Ela, pessoalmente, preferia conversar com crianças doentes.

Astrid conheceu seu futuro marido, Leopoldo, então duque de Brabante, em um dos vários encontros entre as famílias reais europeias, em março de 1926.

Decorrido algum tempo, eles sentiram-se ainda mais atraídos um pelo outro e ficaram noivos. Ela tinha então vinte anos e Leopoldo, vinte e quatro. Havia também a diferença religiosa: a princesa era luterana e o príncipe, católico.

A cerimônia civil ocorreu em 4 de novembro de 1926, em Estocolmo, na presença dos reis da Suécia, da Bélgica, Dinamarca, Noruega e de vários nobres europeus. Durante a cerimônia religiosa, em 10 de novembro, Astrid e seu pai foram levados em um deslumbrante barco chamado Fylgia até a Bélgica. Seu vestido branco, com uma cauda de dez metros, e o clima da Suécia deram-lhe o apelido de "Princesa das Neves". Um diadema segurava seu véu na cabeça.

A princesa chegou ao cais da Antuérpia, onde foi recebida com um beijo na face por seu noivo, em meio aos aplausos da multidão. Foram então levados até a Basílica de Santa Gúdula, em Bruxelas. O casal fixou residência em uma parte do Castelo Real de Laeken, chamada Belle Vue.

Rapidamente, a princesa conquistou a Bélgica com sua beleza e generosidade. Ela teve que aprender língua flamenga e melhorar seu francês, por serem as duas línguas oficiais do país.

A princesa Josefina Carlota, depois grã-duquesa de Luxemburgo (1927-2005); Com descendência;

O rei Balduíno I dos belgas (1930-1993); Sem descendência;

O rei Alberto II dos belgas (1934-); Com descendência.

Astrid decidiu educar seus filhos da mesma maneira que seus pais fizeram, com liberdade e afeto, com o mínimo dos protocolos. Ela foi vista frequentemente passeando com seus três filhos pelos jardins de Bruxelas.

O duque e a duquesa de Brabante realizaram diversas viagens, entre elas ao Congo, às Índias Holandesas e à Ásia meridional. Em 1932, o casal visitou a Indochina francesa e as Filipinas. Passavam seus momentos de lazer normalmente na Suíça, afirmando serem os "condes de Réthy" para passarem despercebidos.

Em fevereiro de 1934, durante uma de suas estadias, Astrid soube que seu sogro, o rei Alberto I, morrera praticando alpinismo, perto de Namur.

Astrid adquiriu ainda mais popularidade entre os belgas quando se tornou rainha. Passou a ser mais vista, saudando e conversando com as pessoas nas ruas. Preocupada com obras sociais, a rainha regularmente fazia visitas a creches. Durante as crises de desemprego, protegia os menos afortunados, normalmente familiares de mineiros, pedindo donativos, entregues ao Palácio. Contudo, nem todos da sociedade viam com bons olhos o trabalho de Astrid, chamando-a de "rainha dos operários".

Em 1935, inaugurou-se a Exposição Internacional de Bruxelas, na qual o rei, agora Leopoldo III, comprou o último modelo de um Packard descapotável.

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