Ary Beira Fontoura OMC (Curitiba, 27 de janeiro de 1933) é um ator, poeta, escritor, diretor teatral e blogueiro brasileiro, tendo participado em mais de 50 telenovelas na Rede Globo. Ele já recebeu três Prêmios APCA, um Troféu Imprensa, três Mambembes e duas indicações ao Grande Otelo. Em 2018 foi laureado com o Troféu Mário Lago pelo conjunto da obra. Em março de 2026, aos 93 anos, ganhou o prêmio IBest de "protagonista influenciador" 2025.
Interpretou personagens como o professor de botânica Baltazar Câmara de O Espigão, o sinistro professor Aristóbolo Camargo de Saramandaia; o avarento Nonô Correia de Amor com Amor Se Paga; o prefeito emblemático Florindo "Seu Flô" Abelha de Roque Santeiro; o ator Nero Petraglia de Bebê a Bordo; o autoritário coronel Artur da Tapitanga de Tieta; o tímido Seu Tibério de A Viagem; o deputado corrupto Pitágoras de A Indomada e Porto dos Milagres; o misterioso Silveirinha de A Favorita; o prefeito falido Isaías "Zazá" Junqueira de Morde & Assopra; e o seu personagem Dr. Lutero de Amor à Vida. No teatro, seus últimos trabalhos foram nas peças O Comediante, de Joseph Meyer, e Num Lago Dourado, de Mark Rydell. Nesta última, Ary Fontoura foi indicado na categoria Melhor Ator ao Prêmio Shell de Teatro.
Durante a pandemia de COVID-19, Fontoura começou a compartilhar vídeos divertidos e momentos de seu dia-dia no Instagram. Seus registros fizeram sucesso, e o ator ganhou o título de "blogueirinho da terceira idade", conquistando 1 milhão de seguidores a partir de 2020; No mesmo ano, ingressou no aplicativo TikTok. Em entrevistas, Fontoura contou que a carreira de influenciador surgiu de forma despretensiosa, com o único intuito de divertir os fãs durante o isolamento e aproximar-se deles.
Ary Fontoura nasceu na capital paranaense, filho de Antônio Beira Fontoura, um professor de ascendência inglesa e portuguesa, e Estelita Travisani, uma dona de casa de origem italiana. Em Curitiba, estudou no Colégio Estadual do Paraná.
Em 1961, foi "descoberto" pela produção da primeira série feita para TV no Brasil — O Vigilante Rodoviário — da qual participou de um episódio filmado em Curitiba e Vila Velha no Paraná, onde residia.[carece de fontes?]
Em 2011, despontou na trama de Morde & Assopra como o prefeito falido Isaías "Zazá" Junqueira, casado com a fútil Minerva (Elizabeth Savalla) e pai da mimada Alice (Marina Ruy Barbosa) e do divertido homossexual Áureo (André Gonçalves). Além de ter sua atuação muito elogiada, Zazá Junqueira tornou-se um personagem inesquecível e segundo ele mesmo, um dos principais da sua carreira.[carece de fontes?]
Em 2012, interpretou o tradicional Coriolano em Gabriela. No ano seguinte, encarna mais um papel de destaque, desta vez como o solidário médico Dr. Lutero em Amor à Vida.[carece de fontes?]
Em 2016, interpretou o fazendeiro Quinzinho em Êta Mundo Bom, novela das 6 da Rede Globo, escrita por Walcyr Carrasco.
Em 2018, interpretou o Barão de Ouro Verde, Afrânio Cavalcante, em Orgulho e Paixão, novela das 6 da Rede Globo, escrita por Marcos Bernstein.
Durante o isolamento social, por conta da pandemia de COVID-19, Ary tornou-se mais ativo em suas redes sociais. Seus posts e reels divertidos e descontraídos no Instagram fizeram sucesso entre seus seguidores, e em pouco tempo o ator conquistou mais fãs, ganhando o apelido de "blogueirinho da terceira idade" e investindo em mais vídeos TikTok e Kwai também. Em 2021, Ary foi indicado ao Melhores do Ano como 'Personalidade Digital', mas perdeu para Juliette Freire.
Em 2020, assumiu-se gay, após a atriz Maria Zilda ter revelado sua sexualidade.
1964 - Mister Sexo - de João Bittencourt, com direção de João Bittencourt
1964 - Caiu, Primeiro de Abriu - de Raul da Matta, com direção de Sadi Cabral
1964 - Como Vencer na Vida Sem Fazer Força - de Frank Loesser e Abe Burrows, com direção de Harry Woolever e Sergio de Oliveira
1966 - Música, Divina Comédia - inspirado em A Noviça Rebelde, de Robert Wise, com direção de Harry Woolever e Sergio de Oliveira
1966 - Onde Canta o Sabiá? - de Gastão Tojeiro, com direção de Paulo Afonso Grisolli
1967 - Rastros Atrás - de Jorge Andrade, com direção de Gianni Ratto
1967 - A Úlcera de Ouro - de Hélio Bloch, com direção de Leo Jusi