Aron Lee Ralston (Marion, 27 de outubro de 1975) é um alpinista, caminhante e engenheiro norte-americano. Ganhou atenção mundial em abril de 2003, quando acidentalmente prendeu o seu braço direito em uma rocha enquanto escalava o cânion Blue John em Wayne County, Utah, e após cinco dias preso, foi obrigado a amputar o próprio braço direito com um canivete. O incidente está documentado na autobiografia Between a Rock and a Hard Place, de 2004 e é o tema do filme 127 Hours, de 2010.
Em agosto de 2009, Aron casou-se com Jessicca Trusty. O seu primeiro filho, Leo, nasceu em fevereiro de 2010.
Em 26 de abril de 2003, Aron estava caminhando pelo cânion Blue John, no Condado de Wayne, no Utah, a sul do Horseshoe Canyon, próximo do Parque Nacional Canyonlands. Enquanto Ralston descia o Blue John, uma rocha suspensa que ele escalava se soltou, esmagando seu braço direito e prendendo-o contra a parede do cânion. Ralston não avisou ninguém sobre sua viagem, assim ninguém procuraria por ele. Assumindo que morreria, ele passou cinco dias e sete horas bebendo o restante de sua água, aproximadamente 350ml e seus últimos pedaços de comida, dois burritos, enquanto tentava amputar seu braço.
Seus esforços foram inúteis ao tentar remover seu braço debaixo da rocha de 500 quilos, após três dias tentando levantar e quebrar a pedra, o delirado e desidratado Aron se preparou para amputar seu braço preso em uma parte em cima de seu cotovelo, para escapar. Ele experimentou seus torniquetes e fez alguns exploráveis cortes em seu braço, nos primeiros dias. No quarto dia, Ralston notou que para se libertar, ele teria que cortar os ossos dentro de seu antebraço, mas as ferramentas que ele tinha não foram suficientes.
Quando Ralston ficou sem água e comida no quinto dia, forçou-se a beber sua própria urina. Ele escreveu seu nome, data de nascimento e data de "morte" na parede do cânion, e grava seu último adeus para sua família. Aron não achou que ia sobreviver a essa noite. Após acordar no pôr-do-sol no dia seguinte, ele novamente ganha coragem para quebrar os ossos, ele então, executou a amputação, do qual levou cerca de quarenta e cinco com seu canivete multiuso, do qual incluía uma faca dupla. Após se libertar, ele ainda teve que voltar para seu carro, ele escalou para fora do cânion onde ficou preso, desceu uma altura de 20 metros do chão com uma só mão, e depois caminhou no sol fervente.
Mesmo assim, enquanto caminhava, encontrou uma família dos Países Baixos em um dia de caminhada, Eric e Monique Meijer e o filho Andy, que lhes deram comida e água e avisaram as autoridades. Aron teve medo de sangrar até morrer, e perdeu 18 quilos, incluindo 25% de seu sangue. Felizmente, as autoridades alertadas pela família de Ralston que ele estava desaparecido, procuravam por ele de helicóptero. Aron foi resgatado seis horas depois de amputar seu braço. Ralston disse mais tarde que se tivesse amputado o braço mais cedo, teria morrido de hemorragia antes de ser encontrado, enquanto que se não o tivesse feito, teria sido encontrado morto no desfiladeiro dias mais tarde.
Sua mão e antebraço decepados foram retirados debaixo da rocha pelas autoridades do parque. De acordo com o apresentador de televisão Tom Brokaw, foram necessários 13 homens, um guincho e um macaco hidráulico para mover a rocha para que o braço de Ralston pudesse ser removido. Seu braço foi então cremado e suas cinzas entregues a Ralston. Ele retornou ao local do acidente com Brokaw e uma equipe de filmagem seis meses depois, em seu 28º aniversário, para gravar um especial do Dateline NBC sobre o acidente, no qual espalhou as cinzas de seu braço ali, onde ele disse que elas pertenciam.
Eventos posteriores ao acidente
Após o acidente, Ralston fez inúmeras aparições na mídia. Em 21 de julho de 2003, Ralston apareceu no Late Show with David Letterman, e sua história foi apresentada pela GQ na lista "Homens do Ano" e pela Vanity Fair na lista "Pessoas de 2003".
Ralston apareceu duas vezes no The Today Show, Good Morning America e The Tonight Show with Jay Leno. Ele também apareceu no The Howard Stern Show, The Ellen DeGeneres Show, CNN's American Morning with Bill Hemmer, Minute to Win It, Anderson Cooper 360°, CNN Saturday Morning, Enough Rope, e CNBC with Deborah Norville. Em 28 de setembro de 2004, ele apareceu no programa de rádio The Bob Rivers Show e descreveu seu calvário como "seis dias de terror e horror".
Depois do acidente, Aron continuou a escalar montanhas frequentemente, incluindo participar de uma expedição em 2008 para escalar o Ojos del Salado no Chile e o Monte Pissis, na Argentina. Enquanto Ralston afirma que pretende escalar o Monte Everest, ele não acompanhou o explorador polar Eric Larsen para sua expedição "Salve os Polos" em 2010.
Ralston foi preso junto de uma mulher em 7 de dezembro de 2013 na cidade de Denver, Colorado, após ser acusado de agressão doméstica contra menores.
Em 2004, Ralston escreveu o livro autobiográfico Between a Rock and a Hard Place, que mostra em detalhes os eventos vivenciados por Ralston e inclui imagens até então inéditas do caso.
O cineasta britânico Danny Boyle dirigiu o filme 127 Horas, baseado no acidente de Ralston. As filmagens ocorreram em março e abril de 2010, com lançamento em Nova Iorque e Los Angeles em 5 de novembro de 2010. A Fox Searchlight Pictures financiou o filme. O ator James Franco interpretou Ralston. O filme recebeu aplausos de pé tanto no Festival de Cinema de Telluride quanto no Festival Internacional de Cinema de Toronto. Alguns espectadores em Toronto desmaiaram durante a cena final da amputação.
Ralston, Aron (2011). 127 Horas: Uma empolgante história de sobrevivência. [S.l.]: Seoman. ISBN 9788598903255
Redux: A Climber's Survival Tale
Aron Ralston: in his own words