Ariclê Perez (Campinas, 7 de setembro de 1943 — São Paulo, 26 de março de 2006) foi uma atriz brasileira.
Foi casada com o diretor de teatro Flávio Rangel (1934 - 1988). Com carreira predominantemente teatral, Ariclê participou de mais de 40 peças teatrais, boa parte delas dirigidas por Flávio. Estreou na montagem de Electra, em 1967.
Contratada da Rede Globo desde 1988, participou ininterruptamente de várias novelas e minisséries. Alguns de seus papéis mais marcantes foram Elisinha Jordão, da segunda versão de Anjo Mau (1997), a Rosa Maria de Meu Bem, Meu Mal (1990) e a Ametista, de Felicidade (1991). Antes de sua contratação pela Rede Globo, participou de Cortina de Vidro, no SBT e de Como Salvar Meu Casamento, a última novela da extinta Rede Tupi, que não chegou a ter seu final exibido.
Seu último trabalho foi a minissérie JK, onde viveu a mãe de Juscelino, Júlia Kubitschek, na segunda fase da trama. Ao mesmo tempo foi uma das atrizes prediletas de Maria Adelaide Amaral, autora da minissérie, havendo trabalhado em praticamente todas as suas tramas desde a novela Anjo Mau.
1968 - Tarzan do Terceiro Mundo
1968 - Fernando ou O Cinto Acusador
1971 - As Aventuras de Peer Gynt
1978 - Investigação na Classe Dominante
1984/1985 - Freud - No Distante País da Alma
Venceu o prêmio de melhor atriz coadjuvante no festival do Ceará pelo filme Quanto Vale ou É por Quilo?.
No dia 26 de março de 2006, dois dias após o término da minissérie JK, Ariclê faleceu ao "cair da janela" de seu apartamento onde vivia sozinha. Na noite de sua morte, um funcionário do edifício acionou a polícia por volta das 19h00, ao encontrar o corpo da atriz na entrada interna da garagem. A atriz, que estava sozinha no apartamento, "caiu da janela" do escritório. A atriz passava por uma profunda depressão. Até hoje a causa da sua morte é desconhecida publicamente e ainda acredita-se na hipótese de suicídio.