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Aquilino Ribeiro

Escritor português (1885-1963)

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Aquilino Gomes Ribeiro ComL (Carregal, Sernancelhe, 13 de setembro de 1885 – Prazeres, Lisboa, 27 de maio de 1963) foi um destacado escritor português, e ativista político antimonárquico e anti ditadura portuguesa.

É considerado por alguns como um dos romancistas mais fecundos da primeira metade do século XX. Iniciou a sua obra em 1907 com o folhetim A Filha do Jardineiro e depois 1913 com os contos de Jardim das Tormentas e com o romance A Via Sinuosa, 1918, e mantém a qualidade literária na maioria dos seus textos, publicados com regularidade e êxito junto do público e da crítica.

Aquilino Ribeiro nasce em 13 de setembro de 1885, em Carregal, concelho de Sernancelhe, filho natural (o último de quatro) do padre Joaquim Francisco Ribeiro, natural de Soutosa (Moimenta da Beira), e da camponesa Mariana do Rosário Gomes, tendo uma irmã mais velha (Maria do Rosário) e dois irmãos mais velhos (Melchior e Joaquim). Foi batizado na Igreja Matriz dos Alhais, no concelho de Vila Nova de Paiva, em 7 de novembro de 1885, como filho natural de Mariana do Rosário, natural e moradora na freguesia de Peva, Moimenta da Beira. Aquilino Ribeiro foi perfilhado pelo padre Joaquim Francisco Ribeiro apenas após a sua morte, a 1 de março de 1965.

Viveu uma infância plenamente inserida no meio rural. Brincava na rua com as outras crianças da sua idade, admirava os pássaros e, no limiar da adolescência, gostava de montar a cavalo e de caçar.

Em 1895, já a viver no concelho de Moimenta da Beira, realizou o exame de instrução primária e entrou no Colégio de Nossa Senhora da Lapa. Em 1900 entrou no Colégio de Lamego, em Lamego e, a seguir, foi mandado para o Seminário de Beja — para onde iam os ordenandos mais recalcitrantes, dirá o escritor, nas suas memórias — obedecendo a um desejo da sua mãe, que queria fazê-lo sacerdote.

Aquilino seria expulso do Seminário em 1904, depois de ter dado uma réplica cortante a uma acusação do padre Manuel Ançã, um dos diretores da instituição. Regressado a Soutosa, daí saiu ao fim de dois anos, rumo a Lisboa.

Começava a sua conspiração contra a monarquia liberal desvirtuada por governos autoritários. Em 1906 começa a colaborar no jornal republicano A Vanguarda. Em 1907, em parceria com José Ferreira da Silva, escreve A Filha do Jardineiro, obra de ficção de propaganda republicana e de crítica às figuras do regime. Entra a seguir para a Loja Montanha do Grande Oriente Lusitano, em Lisboa, a convite de Luz de Almeida.

É também em 1907 que Aquilino é preso, acusado de ser anarquista, na sequência de uma explosão no seu quarto na Rua do Carrião, em 28 de novembro, em Lisboa, na qual morreu inclusive um carbonário.

No ano seguinte, em 1908, Aquilino evade-se da prisão, em 12 de janeiro, e durante a clandestinidade em Lisboa mantém contacto com os regicidas e tem conhecimento dos seus planos. Ribeiro refugiou-se numa casa de Meira e Sousa, na Rua Nova do Almada, em frente ao Tribunal da Boa Hora.

Fugiu para Paris após o regicídio.

Exílio, estudo, família e escrita

Em 1910, estuda na Faculdade de Letras da Sorbonne. Vem a Portugal após o 5 de outubro e regressa a Paris, onde conhecera a alemã Grete Tiedemann. Após uma estada na Alemanha, virá a casar com Grete. O casal regressa a Paris e, em 1914, nasce-lhes o primeiro filho, Aníbal Aquilino Fritz Tiedemann Ribeiro. Nesse mesmo ano ainda publicará um novo livro, Jardim das Tormentas.

Em 1915 a família é obrigada a regressar a Portugal na sequência dos conflitos da Primeira Grande Guerra. Aquilino, mesmo sem ter conseguido terminar a sua licenciatura, é admitido a lecionar no ensino secundário, sendo colocado como professor no Liceu Camões, onde ficará durante três anos.

Em 1918 publica A Via Sinuosa. No ano seguinte, em 1919, entra para a Biblioteca Nacional de Portugal, a convite de Raul Proença. Convive com o chamado Grupo da Biblioteca Nacional onde pontificam Jaime Cortesão e Raul Proença. Publica Terras do Demo, e a primeira versão do seu conto "Valeroso Milagre" na Revista Atlântida (n.º 32), cuja trama se passa no Mosteiro de Nossa Senhora da Assunção de Tabosa, situado na sua freguesia natal, aquando das invasões francesas. É na Biblioteca Nacional que Aquilino Ribeiro é procurado por pessoas de suas relações para lhe mostrarem uma Acta do Regicídio.

Em 1921 integra a direção da revista Seara Nova. Em 1922 publica O Malhadinhas integrado no livro Estrada de Santiago, o qual inclui também uma nova versão do "Valeroso Milagre".

Ativista anti-ditadura nacional

Em 1927 entra na revolta de 7 de fevereiro, em Lisboa.

Exila-se em Paris. No fim do ano regressa a Portugal, clandestinamente, após falecer a primeira mulher.

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