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Antonino Pio

Imperador romano de 138 a 161

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Tito Élio Adriano Antonino Pio (em latim: Titus Aelius Hadrianus Antoninus Pius; 19 de setembro de 86 — 7 de março de 161), foi imperador romano de 138 a 161. Foi o quarto dos “cinco bons imperadores”, sucedendo a Adriano, que o adoptara como filho.

Pertencente à gens Aurélia, foi denominado "Pio" pelo facto de ter insistido na deificação de seu predecessor Adriano e pai adotivo.

Antonino exerceu o poder em contato com o senado, cujo papel cerimonial aceitava, ainda que não lhe cedendo qualquer parcela de poder real; ao contrário de Adriano, permaneceu em Roma durante todo o seu reinado. Realizou uma política de austeridade, sem grandes edificações ou conquistas militares - salvo um deslocamento para o norte da fronteira da Britânia, após as campanhas do general Quinto Lólio Úrbico, que resultou na construção de um novo muro, a Muralha de Antonino, ao norte da Muralha de Adriano, na fronteira entre as atuais Inglaterra e Escócia.

Antonino Pio era o único filho de Tito Aurélio Fulvo, cônsul em 89, procedente de Nemauso (moderna Nimes) e de Árria Fadila. Quando o seu pai faleceu, Antonino Pio foi educado pelo seu avô materno, Cneu Árrio Antonino, homem de grande integridade e cultura pertencente ao círculo de amizades do escritor Plínio, o Jovem e bisneto de Júlio César. A sua mãe casou-se com Públio Júlio Lupo, cônsul sufecto em 98. Fruto deste matrimônio nasceu Júlia Fadila.

Antonino Pio casou-se por volta de 110 - 115 com Ânia Galéria Faustina a Maior. Faustina era a filha de cônsul Marco Ânio Vero e Rupília Faustina (meia-irmã da imperatriz romana Víbia Sabina por parte da mãe, Matídia). Faustina foi uma formosa mulher, conhecida em Roma pela sua sabedoria. Passou toda a sua vida ao cuidado dos desfavorecidos

Faustina e Antonino tiveram quatro filhos:

Marco Aurélio Fulvo Antonino (m. em 138). Foi encontrada uma inscrição no seu túmulo no Mausoléu de Adriano, em Roma;

Marco Galério Aurélio Antonino (m. em 138). Foi encontrada uma inscrição no seu túmulo no Mausoléu de Adriano, em Roma. O seu nome figura numa moeda imperial grega;

Aurélia Fadila (m. em 135), casou-se com Lúcio Lámia Silvano, cônsul em 145. Não parece que tivesse descendência. Foi encontrado o seu túmulo na Itália;

Ânia Galeria Faustina Minor ou Faustina, a Menor (125/130 - 175), futura imperatriz, casada com o imperador Marco Aurélio. Foi o único dos filhos do imperador que viveu até uma idade adulta.

Antonino Pio, quando a sua esposa faleceu em 141, vestiu-se completamente de luto e fez as seguintes ações em memória da sua finada esposa:

Deificou-a, construindo um templo no Fórum Romano no seu nome, com sacerdotisas rendendo culto;

Emitiu várias moedas nas quais ela aparecia. Estas moedas, de decoração refinada, levavam uma inscrição que rezava :DIVA FAUSTINA;

Criou uma organização de beneficência à que chamou Puellae Faustinianae ou Meninas de Faustina, que prestava assistência a meninas que ficaram órfãs;

Após desempenhar com sucesso os cargos de questor e pretor, obteve o consulado em 120. Foi posteriormente nomeado por Adriano como um dos quatro procônsules que administravam a província romana da Itália. Seu trabalho durante o proconsulado na Ásia aumentou em larga medida sua reputação graças à sua boa conduta. Antonino Pio foi favorecido durante a sua carreira por Adriano, que o adotou como o herdeiro a 25 de fevereiro de 138, após a morte do seu filho adotivo Lúcio Élio Vero, na condição de o próprio Antonino Pio adotar Marco Ânio Vero, o filho da mulher do seu irmão, e Lúcio, filho de Élio Vero, que depois se tornariam nos imperadores Marco Aurélio e Lúcio Vero.

Uma das suas primeiras atuações como imperador foi convencer o senado para que concedesse honras divinas ao seu predecessor Adriano, que os senadores recusaram inicialmente; estes esforços para persuadir ao Senado para render esta classe de honras a Adriano valeram-lhe o cognome de Pio. Outras duas razões para este cognome foram que o seu sogro se apoiava no seu ombro ao entrar no edifício do senado e que salvou os homens que Adriano condenara à morte durante a sua etapa de doença.

Construiu durante o seu reinado templos, teatros, mausoléus, promoveu as artes e as ciências e outorgou soldos e honras aos mestres de retórica e filosofia.

O seu reinado transcorreu pacificamente, apesar de uma série de distúrbios militares que assolaram o império durante o seu governo na Mauritânia, na Judeia e na Britânia contra os brigantes, embora nenhuma destas insurreições fosse considerada de importância. Depois da campanha militar do governador romano da Britânia Quinto Lólio Úrbico, Antonino determinou a construção da Muralha de Antonino entre o Firth of Forth e o Firth of Clyde, que foi abandonada logo depois de sua morte (164).

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Antonino Pio | World in Stories