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Antônio Torres

Escritor e jornalista brasileiro

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Antônio Torres (Sátiro Dias, 13 de setembro de 1940) é um escritor brasileiro, ocupante da cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras,. É também membro da Academia de Letras da Bahia na qual, desde 2015, passou a ocupar a cadeira 9, na sucessão a João Ubaldo Ribeiro, membro da Academia Petropolitana de Letras, e sócio-correspondente lusófono da Academia de Ciências de Lisboa.[carece de fontes?]

Com dezessete livros publicados, Torres estreou em 1972, com o romance Um Cão Uivando para a Lua, considerado a revelação daquele ano, causando um grande impacto tanto na crítica quanto no público. Ao longo da sua carreira ganhou alguns dos mais importantes prêmios nacionais, como o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra. Entre seus livros mais conhecidos figuram os que compõem a trilogia Essa Terra, O Cachorro e o Lobo, Pelo Fundo da Agulha, merecendo destaque também os romances Um Táxi para Viena d'Áustria e Meu Querido Canibal, assim como o livro de contos Meninos, eu Conto, além de Querida Cidade, considerado pela crítica como "um romance que nos faz sonhar acordados".

Com várias edições no Brasil, Antônio Torres vem sendo traduzido em muitos países, da Argentina ao Vietnã e Paquistão.[carece de fontes?]

Torres nasceu num povoado chamado Junco (atual Sátiro Dias), no sertão da Bahia.

Descobriu a vocação literária na escola rural de sua terra, incentivado por sua professora. Logo começou a escrever as cartas dos moradores da cidade, a recitar poemas de Castro Alves na pracinha do lugar e a ajudar o padre a rezar missa em latim. Estudou em Alagoinhas e Salvador, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Foi jornalista e publicitário em São Paulo, Portugal e Rio de Janeiro.[carece de fontes?]

Tem romances e contos traduzidos em 21 países (Argentina, Cuba, Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha, Itália, Holanda, Inglaterra, Israel, Bulgária, Romênia, Paquistão, Croácia, Portugal, Vietnã, Uruguai, Canadá, México, Polônia, Turquia).[carece de fontes?]

Foi condecorado com o título de “Chevalier des Arts et des Lettres” pelo governo da França, em 1998, por seus livros traduzidos lá até então: Essa terra (que deu ao seu tradutor, Jacques Thiériot, o Grand Prix Cultura Latina), e Um táxi para Viena d’Áustria. Mais tarde (2017), o Ministério da Educação francês escolheu o seu conto "Por um pé de feijão" para o concurso "Agrégation", destinado ao ensino de Português nas escolas daquele país, e que foi disputado por 40 candidatos para uma única vaga. No Brasil, esse conto está publicado no livro "Meninos, eu conto" e integra a antologia dos "Cem melhores contos brasileiros do século", organizada por Ítalo Moriconi.

Em 2000 recebeu o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras pelo conjunto de sua obra.

Entre 1999 e 2005 foi Escritor Visitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) ministrando oficinas literárias, realizando aulas inaugurais e proferindo palestras nos campus do Maracanã, de São Gonçalo e de Duque de Caxias.

O autor já participou por duas vezes do júri do Prêmio Casa de las Américas, de Cuba (1984 - com Nélida Piñon, Rubem Fonseca, Otávio Ianni e Dinorah do Valle, e 1999, com Thiago de Mello), e do Prêmio Camões (1995, em Lisboa, com Márcio Souza e Affonso Romano de Sant'Anna, quando o premiado foi José Saramago).

É casado desde janeiro de 1972 com a professora doutora Sonia Torres, com a qual tem dois filhos: o professor, empresário especializado em tecnologia da informação, também jornalista e também escritor Gabriel Torres (nascido a 7 de julho de 1974) e o músico Tiago Torres (nascido a 29 de março de 1977).

Depois de viver muitos anos entre São Paulo e Rio de Janeiro, residiu em Itaipava (distrito de Petrópolis) na região serrana fluminense por 17 anos voltando ao Rio de Janeiro em 2026.

A partir de Essa Terra, seu terceiro romance, Torres começou a descrever o choque do reencontro do emigrante do sertão, já urbanizado, com sua terra natal. A crítica, porém, tem destacado que ele passeia com a mesma desenvoltura por cenários tanto rurais quanto urbanos - "Um táxi para Viena d'Áustria", por exemplo -, e da História: "Meu querido canibal" e "O nobre sequestrador". Com estes três romances, mais "O Centro das nossas desatenções", ele compôs uma tetralogia carioca. Foi o ganhador do Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro, conferido pela Academia Carioca de Letras em 2016, pelo conjunto da sua obra.[carece de fontes?]

Em Meu Querido Canibal (de 2000), Torres reconfigura o indígena brasileiro como nos relatos de viagem, com uma narrativa pós-moderna, revisitando o estilo tão comum nos tempos coloniais. Ao retratar o personagem histórico Cunhambebe, o autor procura inverter os valores cristãos que o qualificavam na historiografia como "selvagem", para fazê-lo um "herói" e desconstruir a dicotomia colonial.

"Romancista original que sabe transpor os confins regionais para se tornar um escritor internacional, sem perder o sabor da região de origem, o baiano Antônio Torres é autor de uma obra que foi crescendo nos anos, desde 'Um cão uivando para a Lua' (1972), através de 'Os homens dos pés redondos' (1973), 'Essa Terra' (1976), o mais bem sucedido e exportado, até 'Um táxi para Viena d'Áustria' (1991)". Luciana Stegagno Picchio (1922-2008), na História da Literatura Brasileira, publicada pela Academia Brasileira de Letras em coedição com a Lacerda Editores, em 2004.

Prêmio do Pen Clube do Brasil - 1987 -, para "Balada da Infância Perdida".

Prêmio Hors concours de romance - 1997 -, da União Brasileira de Escritores, para "O cachorro e o lobo".

Chevalier des Arts et des Lettres - 1998 -, condecorado pelo governo francês por seus livros traduzidos na França: "Essa Terra" e "Um táxi para Viena d' Áustria".

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