António Carvalho da Silva (Porto, 11 de Novembro de 1850 – Lisboa, 1 de Junho de 1893) foi um pintor português que mais tarde adoptaria para apelido o nome da sua cidade natal, ficando conhecido por Silva Porto.
Filho de António da Silva Carvalho Porto, latoeiro e cinzelador e de Margarida Carvalho da Silva Porto, bordadeira premiada pela Associação Industrial do Porto, e irmão de Adelina Branca Carvalho da Silva Porto, António nasceu na Rua da Ponte Nova, freguesia da Sé do Porto. Em 1865, aos 15 anos, matriculou-se na Academia Portuense de Belas Artes, instituição onde frequentou vários cursos, sempre com excelente aproveitamento (obteve dezoito valores a Escultura e Pintura Histórica e vinte a Arquitectura) e foi discípulo dos pintores João Correia e Tadeu de Almeida Furtado. Em 1869, participou na X Exposição Trienal da Academia Portuense de Belas Artes.
Foi enviado para as École des Beaux-Arts de Paris em 1873, junto com Marques de Oliveira, como pensionistas do estado. Teve aulas com Adolphe Yvon (desenho de modelos em gesso) e Alexandre Cabanel (modelo vivo). Cabanel recomenda e Silva Porto que faça aulas de pintura de paisagem com Marcellin de Groiseilliez. Em Auvers, conheceu Charles-François Daubigny e a Escola de Barbizon. Em 1876 e 1878, é admitido e exposto no Salon de Paris. Fixa-se temporáriamente em Roma e visita várias cidades italianas com Marques de Oliveira. Também vai à Inglaterra, Países Baixos e Bélgica.
Em 1879 regressou a Portugal. Aureolado de prestígio, foi convidado para ensinar na Academia de Lisboa como mestre de Paisagem. Em 1880 realiza uma exposição de quadros paisagísticos inundados de luz, tendo D. Fernando adquirido o quadro Charneca de Belas. Fez parte do chamado Grupo do Leão, juntamente com António Ramalho, João Vaz, José Malhoa, Cesário Verde, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro. Entre outros galardões, recebeu a medalha de ouro da Exposição Industrial Portuguesa de 1884 e a primeira medalha do Grémio Artístico.
A sua pintura, cheia de luz e cor, é sobretudo inspirada na própria Natureza. Junto com Marques de Oliveira é um dos introdutores do naturalismo em Portugal. Encontra-se largamente representado no Museu Nacional de Arte Contemporânea, em Lisboa, e no Museu Nacional Soares dos Reis no Porto.
Existe uma rua em sua honra, com o seu nome, na freguesia de Paranhos, Porto e o Parque Silva Porto na freguesia de Benfica, Lisboa.
Faleceu aos 42 anos, de tiflite, na Travessa da Estrela, número 10, R/C, freguesia da Encarnação, ocorrendo o funeral no Cemitério do Alto de São João. Era casado com Adelaide Torres Pereira (1863–1914), tendo deixado três filhos menores: António, Carlos e Maria.
Pequena Fiandeira Napolitana (1877)
Charneca de Belas ao Pôr-do-Sol (1879)
António da Silva Porto, Antigo Estudante da Academia Portuense de Belas Artes
António Silva Porto, prémios e homenagens