Antão José Maria de Almada (Angra, 22 de novembro de 1801 – Santarém, 5 de abril de 1834), foi o 2.º conde de Almada, miguelista, mestre-sala da Casa Real, cavaleiro da Ordem de Cristo, e militar da Marinha (1820~1823) e da Cavalaria portuguesa, alcaide-mor e senhor do Reino de Portugal.
Recebeu oficialmente o título de conde, com apenas 4 anos de idade incompletos, mesmo antes da morte de seu pai, por Decreto de 15 ou de 20 de Agosto de 1805.
Sendo um tradicionalista convicto, na sua época, D. Antão foi sempre visto como o 14.º representante de conde de Avranches em França (Abranches em Portugal).
"Acompanhou de perto o senhor D. Miguel, sendo sempre o primeiro a aparecer em sua defesa, tomando parte muito activa na guerra que se desencadeou".
Teve como seu educador o desembargador de Lisboa, Joaquim António de Araújo. E isso, por ter ficado órfão de mãe à nascença e seu pai ter ficado psiquicamente doente após essa tragédia também quase no final da vida dele. Depois, ao o pai ter morrido cedo, teve como tutor o Visconde de Asseca, seu parente próximo.
Foi dos primeiros alunos do Real Colégio Militar, logo no primeiro ano com o n.º 94, admitido em 1815 até 1817. Mais tarde, em 2 de Outubro de 1824, obteve o curso de bacharelato em Matemática da Academia Real da Marinha e tendo ascendido ao posto de capitão de cavalaria. Há informação que tinha sido segundo tenente na Brigada Real da Marinha do rei D. Miguel I, além de seu ajudante de ordens (ajudante-de-campo). Recebendo dele a "medalha de ouro" a 27 de Maio de 1823.
Em 16 de Junho de 1820 passa a ser cavaleiro da Ordem de Cristo, onde lhe são cedidas as comendas dos seus antepassados e antecessores.
Nesse mesmo ano, a 7 de Dezembro de 1820, a corte no Rio de Janeiro de D. João IV de Portugal promove-o a Segundo Tenente do Destacamento da Brigada Real da Marinha, em Lisboa, onde estava servindo como "Praça de Soldado Nobre" (o ofício chega a Lisboa a 15 de Janeiro do ano seguinte).
O mesmo rei, 2 de Maio de 1823, nomeia-o membro do seu Conselho de Estado (Conselho Régio). Meses mais tarde, a 31 de Julho, por decreto real passou a exercer o posto de Alferes do Regimento de Cavalaria n.º 4, o que particularmente havia solicitado ao príncipe Infante D. Miguel na altura do movimento de Vilafrancada em que tomou parte. Tendo recebido a condecoração da Medalha de Fidelidade ao Rei e à Pátria.
A 30 de Abril de 1826, assume o lugar de Par do Reino, de que prestou juramento e tomou posse na respectiva câmara a 23 de Novembro do mesmo ano.
Exerceu o cargo de mestre-sala da Casa Real, com carta de ofício passado em 29 de Dezembro de 1818. Constando esse direito definido pelo "Congresso", com a presença do rei, em 1 de Outubro de 1822, para ser editado em portaria no dia seguinte como consta. Mais tarde foi assegurado pelo próprio juramento da Carta Constitucional, no artigo 5.º, datado de 26 de Julho de 1826, durante o governo de Maria II de Portugal. Já no período que decorre o dia 1 de Novembro de 1832 até 1 de Junho de 1833, desloca-se para o Minho, do seu Palácio do Rossio em Lisboa para Lanheses onde tinha casa, para melhor exercer essa sua função da corte na Casa Real que D. Miguel tinha instalado nessa altura em Braga. Na verdade, em 9 de Setembro de 1833, aparece aos olhos da governação liberal como "rebelde".
Foi provedor da Real Irmandade da Santa Cruz e Passos da Graça (ano 1823-1824) e alcaide-mor ou comendador de Proença-a-Velha.
Teve igualmente o senhorio dos Lagares d´El-Rei, de Pombalinho. Assim como, através dos bens da família de sua mulher, o senhorio de Lanheses, o morgadio do "Paço Velho em Guimarães" e as comendas de S. Pedro de Fins de Ferreira (Paços de Ferreira), de S. Miguel de Vila Franca, de Santa Maria de Airães, de São Vicente de Vimioso e de Vila de Ferreira (Zêzere) com sua alcaidaria como de sua alcaidaria em 29 de Janeiro de 1822.
Falecimento no decurso da Guerra Civil
Próximo do Ano Novo de Dezembro de 1833, que sempre acompanhara o rei D. Miguel, está em Santarém com o grosso do exército realista já sob o comando do General Póvoas, decide ir visitar a sua família que se encontrava mo Paço de Lanheses, na Vila de Lanheses da qual era seu senhorio. Mas, logo que pode, correu para mais uma vez para a frente da batalha, sem fazer caso da carta que recebera do seu amigo Conde de Belmonte, também ajudante de campo como ele, na qual lhe dizia da parte do Rei que se deixasse ficar onde estava em virtude do exercito deles estar a morrer de tifo.
Assim aconteceu também com ele essa desgraça, pois faleceu em Santarém, a 5 de Abril de 1834, após uma noite que voltava da quinta do Conde da Lapa. No dia seguinte foi sepultado no cruzeiro da Igreja de Santo Estêvão do Milagre, por ordem expressa de D. Miguel.
Antão José Maria de Almada, 2.º conde de Almada nasceu na noite de 22 de Novembro de 1801, nos Açores quando seu pai superintendia essa Capitania. Ao serviço "Real" morreu em 5 de Abril de 1834, de tifo, em Santarém.
Filho de: Lourenço José Boaventura de Almada, 1.º Conde de Almada, 12.º conde de Abranches, senhor dos Lagares d´El-Rei, 11.º senhor de Pombalinho e de Maria Bárbara Lobo da Silveira Quaresma (24 de Setembro de 1783 - Angra do Heroísmo, 23 de Novembro de 1801), filha de Fernando José Lobo da Silveira Quaresma, 2.º marquês de Alvito.