Vickie Lynn Hogan, mais conhecida como Anna Nicole Smith, (Houston, 28 de novembro de 1967 — Hollywood, 8 de fevereiro de 2007) foi uma atriz e modelo estadunidense. Smith começou sua carreira como pôster central da revista Playboy em maio de 1992 e ganhou o título de Playmate do Ano de 1993. Mais tarde, ela foi modelo para empresas de moda, incluindo Guess, H&M, Lane Bryant, Conair e Heatherette.
Smith abandonou o ensino médio em 1984, casou-se em 1985 e divorciou-se em 1993. Em 1994, seu segundo casamento, amplamente divulgado, com o bilionário J. Howard Marshall, de 89 anos, resultou em especulações de que ela se casou com ele por dinheiro, o que ela negou. Após a morte de Marshall em 1995, Smith iniciou uma longa batalha legal por uma parte de sua herança. Seus casos chegaram à Suprema Corte dos Estados Unidos: Marshall v. Marshall sobre uma questão de jurisdição federal e Stern v. Marshall sobre uma questão de autoridade do tribunal de falências.
Smith morreu em 8 de fevereiro de 2007, aos 39 anos, em um quarto de hotel em Hollywood, Flórida. O relatório toxicológico legista informou que a causa da morte foi uma overdose acidental por intoxicação combinada por drogas.
Nascida em Houston e criada em Mexia, no Texas, aos 18 anos abandonou os estudos e saiu de casa para morar com seu primeiro namorado, que era poucos anos mais velho que ela e que trabalhava como cozinheiro. Juntos, tiveram um filho, Daniel, nascido um ano depois. O casamento terminou em 1991, seis anos depois, devido a constantes crises de ciúmes do marido, além de humilhações e violência doméstica. Sem emprego e passando necessidades, não quis voltar para a casa dos pais, e, optando por deixar o filho com eles, passou a sobreviver com a prostituição e aos fins de semana trabalhava como dançarina de striptease em uma boate texana. Neste local, conheceu um executivo de negócios de petróleo e magnata de negócios bancários, chamado J. Howard Marshall II, um senhor de 89 anos. Logo começaram a namorar, e um ano depois ele a tirou desta casa de shows, comprando um apartamento para ela viver em Sacramento, passando a sustentá-la. Após um mês, ficaram noivos. Como queria sua independência, começou a se inscrever em agências de modelo, passando a fazer pequenos desfiles e fazendo fotos sensuais para revistas. Nesta época adotou o nome artístico Anna Nicole Smith, que foi uma criação sua. Ela ficou famosa neste mesmo ano de 1992, ao posar nua para a revista "Playboy". Em 1993, foi eleita a melhor modelo comercial do ano, ao posar para uma capa de revista vestida de Marilyn Monroe, de quem era muito fã.
No dia 27 de junho de 1994 ganhou notoriedade mundial ao casar-se com seu noivo em uma luxuosa cerimônia na igreja, e os dois passaram a viver em uma mansão em São Francisco. A partir daí passou a sofrer ameaças e humilhações da família dele e da imprensa, que a acusavam de interesseira, pelo marido ser um bilionário e 63 anos mais velho que ela, tendo ele se casado em uma cadeira de rodas, devido a avançada idade. Conforme o tempo foi passando, Anna foi se incomodando com a falta de privacidade imposta pela mídia, além das agressões verbais da imprensa e da família dele, a sua imagem constantemente relacionada a erotização feminina e a saudade de seu filho, que só visitava uma vez por ano, durante suas férias de verão. Isso tudo contribuiu para Anna entrar numa forte depressão, que a acompanhou até o fim de sua vida.
Em 1996, dois anos após o casório, ficou viúva. Depois da morte de seu cônjuge, começou uma longa batalha judicial para tomar posse de parte da herança, mas a família dele recorreu. A batalha judicial foi parar em todas as manchetes dos jornais, e o caso só pôde ser resolvido no Supremo Tribunal Norte-Americano, alcançando um status de questão de competência federal. Como a família do falecido marido possuía bons advogados de acusação, Anna ficou sem poder receber o dinheiro de sua fortuna, somente podendo ficar com o apartamento que ele comprou em Sacramento, e colocou em seu nome, no início do relacionamento. Como Anna administrou mal seus recursos financeiros dos trabalhos de moda, foi à falência. Estava totalmente sem dinheiro, e para não passar necessidades, teve de vender o apartamento e guardar o dinheiro da venda.
Deprimida e viciada em antidepressivos e calmantes, retomou antigos contatos profissionais do mundo da moda, participando de editoriais e desfiles, que não estavam mais pagando-a tão bem após tantos problemas pessoais expostos pela imprensa. Anna, então, chegou a tentar uma carreira no cinema, e acabou estrelando filmes de menor expressão, que foram mal recebidos pela crítica.
Desistiu da profissão de atriz e modelo de passarela, começando a atuar como modelo comercial, tornando-se garota propaganda de produtos de beleza e dietéticos de diversas empresas do ramo. Nesta época gastou todo seu dinheiro guardado, pois ficou viciada em cirurgias plásticas e injeções de vitaminas: Precisava manter-se sempre magra e bonita para não perder seu contrato de trabalho, sendo essa exigência das empresas para a qual prestava serviços. Anna ainda tomava medicamentos para depressão, emagrecimento e ansiedade, e os misturava com álcool, estando constantemente dopada ou eufórica. Isso acabou por arruinar sua saúde com o tempo.
Após alguns anos trabalhando com produtos de beleza e dieta, estava sem aparecer tanto da mídia, a não ser em comerciais esporádicos, e então voltou aos holofotes midiáticos em 2002, ao criar o "The Anna Nicole Show", um reality show que mostrava sua vida particular, veiculado pelo canal E!. O programa acabou dois anos depois.
Em 7 de Setembro de 2006 deu a luz sua filha, Dannielynn, em Nassau, Bahamas, país onde estava vivendo há dois anos, devido ao contrato milionário assinado para ser garota propaganda de maquiagem e perfume, que exigia que ela morasse lá. Em 10 de setembro, três dias depois de seu parto, passou por uma grande perda: Seu filho, Daniel, de 20 anos, que morava em Houston com os avós maternos, e veio visitar a mãe e a meia-irmã, por insistência de Anna. Ela sabia que o filho tinha fobia de avião, mas insistiu para que ele viesse mesmo assim vê-la. Na mesma noite, ao dormir no quarto com as duas, ele nunca mais acordou: Faleceu de uma infarto, causada por overdose de ansiolíticos e heroína. A artista ficou desesperada, tendo um colapso nervoso, precisando tomar calmantes e ficar sedada. Seu leite secou devido a tamanho sofrimento. Passou a se sentir constantemente culpada, por ter insistido que o filho viesse vê-la, o que o fez exagerar na dose de ansiolíticos para poder pegar o avião, ficando muito deprimida ao descobrir que ele também usava drogas. O nome de sua filha foi dado em homenagem ao seu filho Daniel.
Seu nome voltou aos noticiários, não só por ter perdido o filho ao mesmo tempo em que acabara de ter uma filha, mas por afirmar a imprensa que fez uma inseminação artificial para engravidar, utilizando sêmen congelado do falecido marido, para ter acesso a sua herança. O caso ganhou forte repercussão. A família dele entrou com recursos, a processando, e todos os noticiários só falavam deste assunto. Na época, a artista estava em seu terceiro casamento, morando junto há três anos com Howard Kevin Stern, um advogado, de quem foi amiga por muitos anos, e o conhecia desde que iniciou como modelo, sendo ele quem cuidava de seus contratos. Seu casamento com Howard chegou ao fim após esta declaração sobre a inseminação, onde ele também a processou, informando aos jornalistas ser mentira, pois eram casados, sabendo que era uma história inventada por sua esposa, que não se conformava em ter perdido a herança bilionária do falecido marido.
Howard acreditava ser o pai da menina, tanto que ela estava registrada no nome dele, mas um novo escândalo se abateu, quando a paternidade da menina passou a ser disputada por três homens: O fotógrafo Larry Birkhead, o príncipe Frederic von Anhalt e Alexander Denk, ex-segurança da modelo. Seu ex-marido Howard também entrou na disputa, tendo ficado abalado ao descobrir as traições da esposa.