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Andrelândia

Município brasileiro do estado de Minas Gerais

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Andrelândia é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Localiza-se no sul mineiro, estando situado a cerca de 280 km da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente 1 010 km², sendo que 3 km² estão em área urbana, e sua população foi estimada em 12 163 habitantes em 2025.

A cidade tem grande tradição em turismo. Muitos de seus antigos casarões são considerados patrimônios históricos municipais. Outros destaques são as festas religiosas, como a Festa de São Sebastião, Folia de Reis, Semana Santa, Festa de São Benedito, Corpus Christi e a festa da padroeira, Nossa Senhora do Porto, em agosto.

Ao ser elevado à categoria de vila passou a denominar-se Vila Bela do Turvo, seu primeiro nome, pela lei provincial nº 1191, de 27 de julho de 1864. Foi elevado à condição de cidade, com nome de Turvo, em 20 de julho de 1868. Dois anos depois, pela lei provincial nº 1644, de 13 de setembro, o município de Turvo passou a denominar-se Porto do Turvo. Pela lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, o município de Porto do Turvo voltou a denominar-se Turvo. Já pela lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, o então distrito de Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande (pertencente a Andrelândia) passou a denominar-se Arantes.

A partir da lei estadual nº 1 160, de 19 de setembro de 1930, o município de Turvo passou a chamar-se Andrelândia, nome que prevalece atualmente. Seu toponímio é em homenagem ao fazendeiro André da Silveira, que foi um dos primeiros a se instalar na região. A preocupação de André foi estabelecer um local de culto para o desenvolvimento da cidade e de sua população, o que culminou no atual município de Andrelândia.

O início da colonização de origem europeia da região do atual município de Andrelândia foi consequência da exploração do ouro no sul do estado de Minas Gerais. Em meados do século XVIII, a região onde hoje está o município já se encontrava totalmente povoada por aventureiros que se dirigiram à região na procura de riquezas.

Por volta de 1740, o afluxo populacional na região aumentou consideravelmente. Muitos eram os que demarcavam uma extensão de terras devolutas e se fixavam, cuidando mais tarde da legalização da posse através da concessão de carta de sesmaria, que era dada pelo governador da Capitania de Minas Gerais. A região do "Congonhal", que se estende por uma grande área de terras férteis na margem direita do Rio Turvo Grande e que recebeu tal denominação em virtude da abundância das árvores, foi uma das áreas mais povoadas.

No ano de 1749, sentindo necessidade de assistência religiosa, o fazendeiro André da Silveira e sua mulher Maria do Livramento e Manoel Caetano da Costa requererão ao Revmo. Frei D. Manoel da Cruz, primeiro bispo de Mariana, licença para erigirem no local denominado Turvo Grande e Pequeno uma capela, com a invocação de Nossa Senhora do Porto do Turvo. Atendido pela autoridade eclesiástica, a capela foi construída, recebendo a bênção católica no ano de 1755.

Ao redor do pequeno templo muitas casas foram sendo construídas, e logo se formou o Arraial do Turvo, primitiva denominação da localidade.

Em 1833 foi criada, pelos conselhos gerais do Império, a Freguesia de Nossa Senhora do Porto. E

Em 1864 freguesia foi elevada a vila, pela lei n° 1191 de 27 de Julho, transferindo para ela a sede do município do Rio Preto.

Para instalação do município, segundo a legislação vigente, era necessário que a a população construísse, com seus próprios recursos, o prédio da cadeia pública e da câmara municipal. Então, com a colaboração de Antônio Belfort de Arantes e de seu filho, Antônio Belfort Ribeiro de Arantes, as obras puderam ser realizadas e o município foi instalado a 21 de outubro de 1866. Em 20 de julho de 1868 a vila foi elevada à categoria de cidade com a denominação de Turvo, pela lei provincial nº 1518 de 20 de julho.

No aspecto étnico, a população andrelandense não sofreu muita miscigenação. Grande parte do município é de ascendência portuguesa, através dos primeiros habitantes, que vieram juntamente com os bandeirantes paulistas e que fundaram as antigas fazendas, os primeiros núcleos habitacionais, dos quais nasceu a cidade. A tribo indígena mais próxima foi encontrada mais ao sul mineiro, na região que permeava as nascentes dos rios Verde e Baependi, próximo à Serra do Papagaio, por volta do ano de 1700. Mas foi apenas entre os séculos XIX e XX que começaram a chegar os primeiros estrangeiros em Andrelândia: na sua maioria, libaneses que vinham para o Brasil em busca de riqueza. Além dos estrangeiros que chegaram e integraram a população andrelandense, muitas outras famílias, oriundas de outras cidades e regiões do Brasil, também se sentiram atraídas pelas riquezas do lugar. Da Itália vieram as famílias D'Alessandro e Rivelli; da Espanha, Laredo, Casas Martins, e Garrido e, de Portugal, Gaspar e Pereira. Quase todos, motivados pela construção da Estrada de Ferro Oeste de Minas, inaugurada no dia 14 de junho de 1914, ou tentados em progredir com os benefícios advindos de seu funcionamento.

Existia, na cidade, um grupo de pessoas, embora pequeno, notadamente de origem europeia, que frequentava o comércio andrelandense do início do século XX e que, conforme atestam os mais antigos, foram os primeiros vendedores ambulantes do atual município. Aquele povo habitava uma região não muito distante da sede do município, chamada Congonhal, próxima à Serra da Bandeira. A esse tipo pertencem as Congonheiras, assim denominadas porque eram residentes num bairro rural próximo - o Congonhal. Percorriam a cidade vendendo a colheita de sua pequena lavoura. Eram conhecidos ainda por não aceitarem os empregos que lhes ofereciam. Os Congonheiros ainda existem, e em número muito maior, só que se diversificaram bastante seu modo de vida: perderam a distinção que os marginalizava e muitos se mudaram para a cidade. Casaram-se com outras famílias, aprenderam e dedicam-se aos mais variados ofícios e profissões.

Sob a lei estadual nº 2 de 14 de setembro de 1891 foi criado o distrito de Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande e anexado ao então município de Turvo. Pela lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, o distrito de Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande passou a denominar-se Arantes, tendo então cinco distritos: Turvo, Arantes, Bom Jardim, Madre de Deus do Rio

Grande e São Vicente Ferrer. Pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, o distrito de Madre de Deus do Rio Grande passou a denominar-se Cianita e Senhor do Bom Jesus do Jardim a chamar-se Bom Jardim. Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembra de Andrelândia o distrito de São Vicente Ferrer, elevado à categoria de município sob a denominação de Francisco Sales. Sob a mesma lei desmembrou-se do município de Andrelândia o distrito de Bom Jardim de Minas, levado à município com o mesmo nome. Pela lei nº 1039, de 12 de dezembro de 1953, desmembraram-e os distritos de Arantes e Cianita, elevados à categoria de municípios com as denominações, respectivamente de Piedade do Rio Grande e Madre de Deus de Minas, permanecendo até hoje somente a Sede.

Em 1982, o IBGE apurou a existência de 71 estabelecimentos comerciais no município. Um número bastante considerável para uma cidade de baixa renda e por isso, de baixo consumo. Considerando o impulso das três primeiras décadas do século XX, a cidade perdeu em atividade produtiva e circulação monetária, tanto na zona urbana como na rural. O que ocorreu foi o êxodo rural, consequentemente, diminuindo a mão-de-obra que é muito difícil nesta região tão acidentada e de difícil manejo. Com o baixo valor da produção e o alto preço de sementes e insumos, consequência natural de uma política governamental que não se interessava pelo pequeno produtor, o homem do campo se viu forçado a abandonar a sua lide e a procurar os grandes centros urbanos, onde, esperava encontrar algum tipo de trabalho para se manter, ou terminar aumentando o índice de desempregados, subempregados, favelados, famintos e até mesmo dos marginais.

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