Neste Dia

André Villas-Boas

Dirigente desportivo e ex-treinador português

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Luís André de Pina Cabral e Villas-Boas (Porto, 17 de outubro de 1977) é um dirigente desportivo e ex-treinador de futebol português. É o 32.º presidente do Futebol Clube do Porto eleito, sucedendo no cargo a Jorge Nuno Pinto da Costa. Tomou oficialmente posse do cargo em 7 de maio de 2024.

Com raízes familiares ligadas à fundação do clube portuense, desempenhou neste uma única temporada como treinador da equipa principal (2010–11), tendo conquistado uma Supertaça Cândido de Oliveira, um Campeonato Nacional, uma Liga Europa e uma Taça de Portugal. Em 2011, foi considerado pelo ranking da IFFHS como o 4.º melhor treinador de futebol do mundo.

Durante a sua carreira, treinou ainda os clubes Associação Académica de Coimbra, Chelsea, Tottenham, Zenit, Shanghai e Olympique de Marseille, tendo ainda desempenhado os cargos de coordenador e observador técnico.

André Villas-Boas nasceu a 17 de outubro de 1977, na cidade do Porto, no seio de uma família aristocrática e de origens inglesas, com raízes intimamente ligadas à fundação do Futebol Clube do Porto, como António Nicolau d'Almeida ou José Monteiro da Costa.

Villas-Boas cedo se interessou por futebol, chegando a ponderar ser futebolista. No entanto, rapidamente se tornou num apaixonado pelo papel de treinador e pelos aspetos táticos do jogo. Quando, em 1994, Bobby Robson veio treinar o FC Porto, veio morar no prédio de Villas-Boas, o que levou o jovem aprendiz de treinador a tentar aproximar-se do treinador do Porto. Com 16 anos, escreveu uma carta ao treinador inglês em que sugeria como o então treinador principal do Futebol Clube do Porto poderia dar mais rendimento a Domingos Paciência, seu ídolo da juventude. Este contacto com Bobby Robson fez com que o Inglês ajudasse Villas-Boas a obter as suas certificações de treinador, apesar de, com apenas 17 anos, a lei não o permitir.

Como coordenador e observador técnico

Começou a trabalhar nos escalões de formação do FC Porto, mas não tardou a tornar-se director técnico das Ilhas Virgens Britânicas (chegou a selecionador, tendo perdido por 5–1 e 9–0 nos dois jogos contra a seleção da Bermuda que; já em 2010, as Ilhas Virgens Britânicas perderam por 14–0.), escondendo sempre que só tinha 21 anos.

De regresso ao Porto, foi treinador das camadas jovens até à chegada (um ano depois) de José Mourinho que, conhecendo-o dos tempos de Bobby Robson e reconhecendo as suas capacidades, lhe pediu para se tornar seu assistente. Assim, durante cinco temporadas (2003 a 2008) foi responsável por uma parte importante do êxito de José Mourinho no FC Porto e Chelsea, com tarefas específicas como analisar os adversários e fazer prospeção detalhada de jogadores. Após a saída do Chelsea, seguiu Mourinho para a Internazionale como seu adjunto.

Manifestou desejo a Mourinho de dar um novo rumo à sua carreira como treinador principal noutra equipa de futebol profissional, algo que aconteceu um em 13 de outubro de 2009, foi lhe apresentado a proposta de ser o técnico principal da Académica de Coimbra, com a missão tirar a equipa do último lugar da Primeira Liga. Com apenas 31 anos esta seria a sua primeira aventura naquele posto.

A 12 de novembro de 2009, apenas um mês após a sua ingressão na Académica de Coimbra, foi emitida a notícia de que Villas Boas seria o escolhido pelo Sporting para suceder a Paulo Bento no comando técnico da equipa. Algo desmentido no dia seguinte pela Académica através do site oficial do clube.

No dia 2 de junho de 2010, André Villas-Boas foi anunciado oficialmente como o novo treinador da equipa de futebol profissional do Futebol Clube do Porto, substituindo Jesualdo Ferreira para as seguintes duas épocas, através de um comunicado oficial do clube à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). De acordo com a proposta, Villas-Boas auferiu 55 mil euros/mês. Teve como treinadores adjuntos, no Futebol Clube do Porto, Vítor Pereira (antigo treinador do Santa Clara e treinador principal no Porto após Villas-Boas), e Pedro Emanuel (ex-futebolista do Porto).

Durante esta época, talvez considerada a melhor da década, Villas-Boas conquistou uma Supertaça Cândido de Oliveira, um Campeonato Nacional, uma Liga Europa e uma Taça de Portugal.

Villas-Boas tornou-se assim o quinto técnico a conseguir ganhar o campeonato português logo na primeira temporada em que dirige uma equipa desde o início, feito que no FC Porto só tinha sido alcançado por Mourinho, na época de 2002–03.[carece de fontes?] Tornou-se também o terceiro treinador mais novo de sempre a conquistar o título de campeão nacional de futebol, com 33 anos de idade, estando atrás do húngaro Mihaly Siska (campeão pelo FC Porto em 1938–39) e de Júlio Cernadas Pereira, mais conhecido como Juca (campeão pelo Sporting em 1961–62).[carece de fontes?] Com a conquista da Liga Europa tornou-se também no mais jovem treinador de sempre a ganhar uma prova europeia.

De entre os feitos de Villas-Boas no FC Porto destacam-se:

Conquista de um campeonato sem derrotas, feito que não era conseguido desde 1972/73.

Clube com mais jogos ao longo de todas as competições sem perder (36). O recorde anterior pertencia, também no Porto, a José Mourinho. Parte desta sequência foi conseguida pelo anterior treinador, Jesualdo Ferreira.

Maior número de vitórias de um clube Português na Europa (14)

Consagração do clube como campeão nacional no Estádio da Luz, algo que não acontecia há 71 anos.

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