Anastasia Sergeyevna "Nastia" Pavlyuchenkova (nascida em 3 de julho de 1991) é uma tenista profissional russa. Um prodígio como júnior, Pavlyuchenkova ganhou três títulos de Grand Slam e se tornou a número 1 júnior do mundo, em janeiro de 2006, aos 14 anos. Ela continuou seu sucesso depois de se tornar profissional, alcançando o ranking de simples mais alto de sua carreira, no 11º lugar do mundo, em 8 de novembro de 2021.
Por mais de uma década, Pavlyuchenkova foi continuamente classificada entre as 50 primeiras a partir de 3 de novembro de 2008, quando entrou no ranking das 50 primeiras pela primeira vez em sua carreira, até 5 de junho de 2022. Entre o Aberto da França de 2008 e o Australian Open de 2020, ela participou de 48 torneios consecutivos de Grand Slam, quesito que está empatada com Ana Ivanovic pela nona sequência mais longa de participações consecutivas em Grand Slam na história.
Pavlyuchenkova ganhou 12 títulos de simples no WTA Tour e dezessete títulos de simples no Circuito Feminino da ITF. Seus maiores títulos de simples até o momento vieram em dois torneios de nível Premier, o Open GDF Suez e a Kremlin Cup, ambos em 2014. Ela alcançou sua primeira final de Grand Slam no Aberto da França de 2021, tendo anteriormente alcançado seis outras quartas de final do Grand Slam: no Aberto da França de 2011, no US Open de 2011, no Torneio de Wimbledon de 2016 e no Australian Open de 2017, 2019 e 2020.
Pavlyuchenkova também teve sucesso em duplas, tendo conquistado seis títulos de duplas no WTA Tour e quatorze títulos de duplas no Circuito ITF. Ela alcançou a posição mais alta de sua carreira nas duplas, de nº 21, em 16 de setembro de 2013. Ela alcançou um total de seis quartas de final na disciplina em todos os quatro Grand Slams (no Australian Open de 2013, no Aberto da França de 2013 e 2021, Wimbledon de 2014 e do US Open de 2015 e 2018), além de ganhar dois títulos WTA 1000 no Aberto de Madri de 2013 com Lucie Šafářová e no Aberto da Itália de 2022 com Veronika Kudermetova. Ela ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Verão de 2020 no torneio de duplas mistas com Andrey Rublev.
Nas competições por equipes, Pavlyuchenkova também fez parte da equipe vencedora da Copa Billie Jean King de 2020-21. Ao lado de Ekaterina Alexandrova, Daria Kasatkina, Veronika Kudermetova e Liudmila Samsonova, elas ajudaram a garantir o primeiro título da Copa Billie Jean King da Rússia desde 2008.
Pavlyuchenkova nasceu em Samara, na então União Soviética, filha de Sergey e Marina, em 3 de julho de 1991, como um dos dois filhos. Seu pai era remador e sua mãe nadadora. Seu irmão Alexander também jogou tênis profissional por um tempo. Sua avó jogava basquete profissional e seu avô era um árbitro de elite desse esporte na URSS.
Pavlyuchenkova começou a jogar tênis aos seis anos, com a ajuda dos pais. Seu irmão, Alexander, sempre viaja com ela e dava dicas para o seu jogo. Ela também treinou na Academia Mouratoglou durante o início de sua carreira.
2006–2008: Sucesso júnior, profissionalização e estreia no top 50
Pavlyuchenkova ganhou as manchetes pela primeira vez em 2006 ao vencer o título júnior do Australian Open, derrotando Caroline Wozniacki na final. Ela alcançou outra final júnior do Grand Slam no Aberto da França, onde perdeu para Agnieszka Radwańska. Ela então ganhou o título júnior do US Open ao derrotar Tamira Paszek na final. Sua carreira de sucesso como júnior também a viu alcançar o primeiro lugar no ranking mundial em 30 de janeiro de 2006. Ela acumulou um recorde geral de vitórias/derrotas de 131–23 em simples e de 87–22 em duplas, respectivamente. Seu sucesso nos juniores permitiu-lhe participar de torneios da ITF e da WTA, vencendo um evento ITF na Itália em maio de 2006. Cinco meses depois, Pavlyuchenkova recebeu um "wild card" para sua primeira participação na chave principal do WTA Tour na Kremlin Cup. Ela perdeu na primeira rodada para a tcheca Nicole Vaidišová (então com 17 anos), em dois sets.
Pavlyuchenkova também jogou pelo "Sacramento Capitals" da World TeamTennis [en] league no verão de 2006.
Em 2007, Pavlyuchenkova por pouco não passou pela qualificatória para a chave principal do Australian Open. Ela perdeu na ultima rodada da qualificatória para Julia Vakulenko [en] em um jogo de três sets. No entanto, ela teve acesso à chave principal como "lucky loser" e defendeu com sucesso seu título júnior ao derrotar Madison Brengle na final. Naquele mesmo ano, ela recebeu um "wild card" em Wimbledon, sua primeira participação naquele Grand Slam, mas foi derrotada pela décima "cabeça de chave"" Daniela Hantuchová na primeira rodada em apenas quarenta minutos.
No ano seguinte, ela entrou em Wimbledon como a jogadora mais jovem na chave feminina. Ela venceu sua partida da primeira rodada contra a 17ª cabeça de chave Alizé Cornet e derrotou Li Na antes de cair para a 11ª cabeça de chave Radwańska em sets diretos. No US Open, primeiro Grand Slam em que conseguiu entrada direta, ela venceu a americana Vania King na primeira rodada em três sets, mas foi derrotada na segunda por Patty Schnyder em sets diretos. Ao longo de 2008, Pavlyuchenkova conquistou quatro títulos de simples pela ITF, dois deles no final da temporada em Poitiers e Bratislava. Ela terminou o ano entre as 50 primeiras pela primeira vez em sua carreira, na 45ª posição do mundo.
2022: Longa ausência por lesão, segundo título de duplas WTA 1000, final de temporada precoce
Pavlyuchenkova começou a temporada no Australian Open, tendo perdido os torneios de aquecimento após contratar o COVID-19 na chegada. Ela derrotou Anna Bondár e Samantha Stosur para chegar à terceira rodada, derrotando Stosur em sua última partida de simples na carreira. No entanto, ela foi derrotada na rodada seguinte por Sorana Cîrstea em jogo de três sets.
Ela estava programada para competir no St. Petersburg Ladies' Trophy, mas desistiu devido a uma lesão no joelho. Pavlyuchenkova anunciou mais tarde que ficaria fora de ação por dez semanas devido à essa lesão no joelho, e estaria de volta no final de abril, a tempo para a temporada em quadra de saibro.
No Aberto da Itália, ao lado de Veronika Kudermetova, ela conquistou seu segundo título de duplas WTA 1000, depois do de Madri em 2013, derrotando as campeãs de Madri Gabriela Dabrowski e Giuliana Olmos.
Posteriormente, Pavlyuchenkova encerrou sua temporada, após se retirar do Aberto da França para continuar cuidando da lesão no joelho. Tendo defendido seu vice-campeonato há 12 meses, sua classificação caiu quase quatro vezes, do 21º lugar para o 83º lugar do mundo após a conclusão do torneio - tornando-se a primeira vez que ela estava classificada fora do top 50, desde que ela estreou nessa posição há mais de 13 anos, em 3 de novembro de 2008.
2023: Retorno, quartas de final do Aberto da França