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Anajatuba

Município brasileiro do estado do Maranhão

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Anajatuba é um município brasileiro do estado do Maranhão, Região Nordeste do Brasil e que fica localizada na mesorregião Norte Maranhense e microrregião Baixada Maranhense, e tem suas terras banhadas pelo rio Mearim a norte.

"Anajatuba" é um termo de origem tupi-guarani e significa "abundância de anajás", através da junção dos termos anajá ("anajá") e tuba ("abundância"). Formulando a terminologia de anajás em Abundância. O termo "Anajá" procede do tupi ana'yá.

O território que hoje corresponde à cidade de Anajatuba possui raízes históricas que remontam a uma antiga aldeia indígena. Em um marco significativo, em 1854, essa localidade foi elevada à categoria de Vila, recebendo a denominação de "Vila de Santa Maria de Anajatuba" por meio da Lei Provincial nº 359, datada de 22 de julho de 1854. Esse evento representou o desmembramento da jurisdição de Itapecuru Mirim.

Contudo, é importante ressaltar que em 1933, a Vila de Santa Maria de Anajatuba foi suprimida, e seu território passou a ser parte integrante do município de Rosário, no Maranhão. Essa situação perdurou até o ano de 1935, quando foi restaurada a autonomia de Anajatuba como município independente.

Os primeiros habitantes da região em questão eram membros da nação Tupi. Em um sentido genérico, o termo "Tupi" refere-se aos povos indígenas que ocupavam a costa brasileira no século XVI e que falavam a língua Tupi antiga. Eles estenderam sua presença por toda a extensão da costa do Brasil, abrangendo também a região da Baixada Maranhense, que atualmente engloba o território da cidade de Anajatuba, juntamente com diversas outras localidades.

No ano de 1991, durante atividades de construção de uma residência no centro da cidade, foram inadvertidamente descobertas duas pedras de formato oval, com um peso aproximado de quatro a cinco quilogramas cada uma. Estes achados foram posteriormente transportados para São Luís, onde se constatou que se tratavam de duas pedras de faísca utilizadas pelos povos indígenas que habitavam a região em tempos ancestrais.

Os registros históricos indicam que a região em questão foi habitada por grupos indígenas em um estágio primitivo de desenvolvimento. Alguns desses grupos persistiram em sua existência até o início do século XX, subsistindo nas densas matas da área e evitando o contato com colonizadores de origem europeia.

No início do século XVII, o que hoje corresponde ao estado do Maranhão já estava habitado por colonizadores europeus que haviam estabelecido diversas cidades e povoados em toda a região. Exploradores adentraram o território em busca de riquezas, como depósitos de ouro e terras adequadas para a criação de gado e cultivo. Em Anajatuba, encontraram terras propícias para a pecuária, o que despertou o interesse daqueles envolvidos nessa atividade.

Os primeiros colonos brancos que se estabeleceram na região eram criadores de gado oriundos dos municípios circundantes, que já estavam habitados por colonizadores brancos, abrangendo desde a região litorânea até o interior do estado. Na costa, em particular na capital, São Luís, fundada em 8 de setembro de 1612, e no interior, viviam em vilas menores, como a de Rosário. Supõe-se que os primeiros habitantes brancos de Anajatuba tenham vindo de Rosário, uma vez que, naquela época, Anajatuba era habitada exclusivamente por tribos indígenas.

O povoamento dessa área, que anteriormente pertencia sucessivamente às Vilas de Alcântara e Viana, ocorreu durante a época dos governadores gerais, quando o Brasil foi dividido em sesmarias. Essa expansão territorial e demográfica marcou o início da história de Anajatuba como um centro de atividades agrícolas e pecuárias na região.

No século XVIII, Anajatuba desempenhou um papel fundamental como fornecedor de carne para a capital, São Luís, no estado do Maranhão. Na antiga Vila do Porto das Gabarras, situava-se o seu maior e principal porto de embarque. Nesse local, convergiam todas as antigas estradas de gado que se estendiam a partir do sul do Maranhão. Esse porto também desempenhou um papel estratégico como base militar durante a Guerra de Independência do Brasil, devido à sua posição estratégica na foz do rio Mearim e por servir como ponto de partida, via terrestre, para o interior da colônia.

Brasil Império é o nome dado ao período que se estendeu de 1822 a 1889. A independência do Brasil marcou o início do período imperial, que foi encerrado com a Proclamação da República. Anajatuba foi fundada no reinado de Dom Pedro Segundo, o ultimo imperador do Brasil.

No ano de 1854 foi fundada a Vila de Santa Maria de Anajatuba, vilas eram no Brasil colonial, povoações que constituíram uma forma básica de organização municipal do território da América portuguesa e possuíam estrutura elementar: uma igreja e uma câmara de vereadores. Ao ser criada a vila era estabelecido um compromisso pelo qual cabia às povoações, por meio de doações de seus moradores, a edificação de sua igreja matriz, uma sala para as reuniões da câmara e uma cadeia, de acordo com o sistema português.

O Comendador Joaquim José da Silva Rosa Filho é considerado o fundador da cidade, ele era um dos mais abastados fazendeiros da cidade, e provavelmente descendente daqueles primeiros habitantes brancos a se assentarem nessas terras. O comendador Joaquim José teria convocado pessoas de algumas das mais influentes famílias da região para uma reunião onde discutiriam a proposta de criar um município onde a sede administrativa dele seria a Vila de Santa Maria de Anajatuba, a povoação mais populosa na época. Todo o procedimento legal para a elevação do povoado de Santa Maria de Anajatuba foi preparado, e depois pelos deputados da Assembleia Legislativa Provincial foi apresentado o projeto de lei no dia 30 de Maio de 1854, e no dia 22 de Julho de 1854 foi sancionada pelo Presidente da Província do Maranhão, data na qual passou-se a comemorar a data de fundação da cidade.

Durante todo o período imperial, a administração Municipal era atribuição das câmaras municipais, cujo Presidente até 1881, era eleito com maior número de votos era o chefe do executivo, hoje o que chamaríamos de prefeito. O primeiro administrador do município de Anajatuba, no período de 1855 a 1857 foi o Tenente Coronel Joaquim José da Silva Rosa filho, Comendador Rosa, sendo o último administrador do período imperial o Sr. Antônio Lopes Castelo Branco e Silva.

A câmara municipal é uma das mais antigas instituições de Anajatuba, foi a sede da administração da cidade durante todo o período imperial, a casa da câmara abrigava o Poder Legislativo e também acumulava as funções executivas, cujo chefe era seu presidente que, pela legislação vigente na época era o vereador mais votado.

Na época do império as Vilas deveriam Auto sustentar-se, pois os raros recursos do Tesouro provincial eram destinados à obras específicas, ficando a administração Municipal encarregada de obter os meios necessários ao seu funcionamento, uma tarefa difícil para Anajatuba que era uma vila carente de recursos, por conta disso no ano de 1855 a câmara municipal aprovou o seu primeiro código de posturas encaminhando de imediato, para apreciação e homologação por parte da Assembleia Legislativa provincial, nesse código estavam estabelecidas as regras para a construção das casas, alinhamento de ruas, conservação das vias públicas, a prática comercial, salubridade pública e de demais atividades, estabelecendo também os valores dos impostos e das multas aplicadas a quem ferisse as leis.

No ano de 1859, no mês de maio, no dia 31, a primeira delegacia de polícia do município foi criada pelo Barão de Anajatuba, Doutor José Maria Barreto Filho, empossado do cargo de vice-presidente da província do Maranhão.

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