Amazonino Armando Mendes (Eirunepé, 16 de novembro de 1939 – São Paulo, 12 de fevereiro de 2023) foi um advogado, empresário e político brasileiro. Foi prefeito de Manaus e governador do Estado do Amazonas.
Vida pessoal e formação acadêmica
Filho de Armando de Souza Mendes e Francisca Gomes Mendes, formou-se em Direito pela Universidade Federal do Amazonas. Foi casado com Tarcila Prado de Negreiros Mendes, falecida em 2015, com quem teve três filhos. Fez carreira no Departamento de Estradas e Rodagem do Amazonas entre as décadas de 1970 e 1980.
Prefeito de Manaus (1983–1986)
Em 1983 Amazonino assumiu a Prefeitura Municipal de Manaus, indicado no ano anterior por Gilberto Mestrinho. No mês de setembro, decretou aumento de 100% na tarifa do transporte coletivo. Estudantes e opositores foram às ruas, mas o movimento foi violentamente reprimido pela PM.[carece de fontes?]
Durante esse primeiro mandato, regularizou ocupações e urbanizou bairros, alguns com mais de 30 anos, pavimentando mais de 600 ruas em dois anos e dois meses de gestão.[carece de fontes?] Criou o projeto Meu Filho, voltado para as crianças em situação de risco, bem como outros projetos, como o Espiral e Restaurante do Pequeno Trabalhador.[carece de fontes?]
Governador do Amazonas (1987–1990)
Durante a campanha de 1986, Amazonino fez apologia ao crime ambiental, prometendo dar uma motosserra a cada caboclo do interior do estado. Quando o IBDF (atual IBAMA) ameaçou processá-lo, ele recuou. Chegou a distribuir 2 mil motosserras aos eleitores, as quais acabaram vendidas a madeireiros a preços irrisórios.
Em 1989 Amazonino atentou contra a Constituição Federal extinguindo a Polícia Civil, alegando que a mesma estava podre e corrupta. Conforme a Constituição, legislar sobre as polícias é atribuição do Congresso Nacional. Isso inclui extinguir, unificar e outros atos. A avalanche de ações judiciais impetradas por delegados e policiais colocados em disponibilidade fizeram Amazonino restaurar o status quo. O então governador teve que pagar vencimentos atrasados de todos os profissionais de Segurança Pública. [carece de fontes?]
Nesse primeiro mandato como governador, lançou as bases para o crescimento do Festival de Parintins. Em 1988, construiu o Centro Cultural de Parintins, mais conhecido como Bumbódromo, com capacidade para 35 mil pessoas, sendo utilizada como escola nos outros períodos do ano.
É de sua gestão a construção dos conjuntos Renato Souza Pinto e Oswaldo Frota, bem como de vários núcleos residenciais ampliando o conjunto Cidade Nova, além da restauração do Teatro Amazonas e do Reservatório do Mocó, ambos patrimônios culturais do Estado.
No âmbito social, implantou um programa de combate à fome fornecendo cestas básicas a milhares de famílias carentes.
Em 1990, elegeu-se Senador da República.
Prefeito de Manaus (1993–1994)
Em seu segundo mandato como prefeito, Amazonino promoveu uma revitalização de diversos pontos turísticos e logradouros da cidade, com ênfase na duplicação das principais avenidas do município. No primeiro ano da gestão houve uma crescente urbanização de diversos bairros, além da inauguração do complexo da Praia da Ponta Negra. Implantou também o SOS Manaus, primeiro serviço de resgate de emergência pública.
Em 1994, descompatibiliza-se do cargo de prefeito para concorrer ao governo do estado pela segunda vez. Foi eleito em primeiro turno com 62,26% dos votos válidos, deixando em seu lugar o vice-prefeito Eduardo Braga.
Governador do Amazonas (1995–1998)
Em 1° de janeiro de 1995, tomou posse pela segunda vez no cargo de governador do Amazonas. Nessa gestão lançou bases para a revitalização da economia no interior do estado, o terceiro ciclo, além do incentivo a agricultura em larga escala na região sul do estado.