Allan McNish (Dumfries, 29 de dezembro de 1969) é um ex-automobilista escocês, ex-piloto da Fórmula 1, comentarista e chefe de equipe. Ele atualmente é, simultaneamente, diretor do programa de desenvolvimento de pilotos da Audi e diretor de corridas da Audi F1 Team. Foi três vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans nos anos de 1998, 2008 e 2013, também foi tricampeão da American Le Mans Series nos anos de 2000, 2006 e 2007, e campeão do Mundial de Endurance em 2013. Disputou a temporada de Fórmula 1 de 2002 pela Toyota e foi chefe da equipe de Fórmula E Audi Sport ABT Schaeffler.
McNish começou no kart em 1981, aos onze anos, ganhando três campeonatos ingleses, seis campeonatos escoceses, e sendo terceiro no mundial de 1985.
Migrou para os monopostos em 1987, participando da Formula Ford britânica, onde foi vice-campeão, ficando também em quinto lugar no Formula Ford Festival.
McNish foi para a Fórmula Vauxhall Lotus em 1988, correndo na equipe Dragon ao lado de Mika Hakkinen. O escocês terminou se sagrando campeão, e também foi terceiro na competição europeia, vencendo uma corrida, embora o título tenha ido para o finlandês. Seu desempenho lhe rendeu prêmios, como o BRDC Young Driver of The Year e o Autosport Magazine Club Driver of The Year.
Em 1989, assinou com a West Surrey Racing para disputar a Fórmula 3 Inglesa. Venceu cinco corridas, mas se viu em meio a uma rivalidade entre a sua equipe e a Bowman Racing Ralt, de seu rival mais próximo David Brabham, que trocavam protestos por ilegalidades de motor. McNish chegou a ser coroado campeão em outubro, após vencer a última corrida em Thruxton, mas após um julgamento, viu o título ir para Brabham por uma diferença de dez pontos.
McNish foi para a Fórmula 3000 em 1990, competindo pela DAMS ao lado do francês Érik Comas. Na sua corrida de estreia, em Donington Park, o escocês se envolveu num forte acidente com o italiano Emanuele Naspetti, que matou um espectador e feriu outros três. Na corrida seguinte, em Silverstone, McNish fez sua primeira pole e conquistou sua primeira vitória. Ele também venceu em Brands Hatch e foi segundo em Pergusa, terminando o campeonato em quarto, com 26 pontos, enquanto seu companheiro Comas foi campeão, somando quase o dobro de seus pontos.
Continuou a correr pela DAMS na temporada seguinte, tendo outro francês, Laurent Aïello, como companheiro, mas não conseguiu repetir o bom desempenho, prejudicado pelos novos pneus radiais, que beneficiaram a equipe Reynard. McNish acabou pontuando apenas com o quinto lugar em Mugello, e se classificando em 16º, com apenas dois pontos, novamente superado pelo companheiro de equipe.
Em 1992, McNish foi para a 3001 International, onde foi companheiro do japonês Hideki Noda, conquistando apenas um pódio, o terceiro lugar em Hockenheim, e mais dois quintos lugares em Barcelona e Albacete. Isso lhe rendeu a 11ª colocação, com oito pontos somados, e dessa vez ele superou seu companheiro, mesmo não tendo disputado três etapas.
Após se ausentar da temporada de 1993 e participar apenas do Grande Prêmio de Pau de 1994 pela Vortex, McNish retornou em tempo integral à F-3000 em 1995, pela Paul Stewart Racing, equipe administrada pelo filho do tricampeão de F1 Jackie Stewart. Não voltou a vencer, embora tenha feito pódios com o terceiro lugar em Silverstone e o segundo lugar em Pau, além de ter feito a pole em Barcelona e Spa-Francorchamps, corridas nas quais ele abandonou. Com onze pontos, McNish se classificou em sétimo lugar.
Em 1989, McNish teve sua primeira oportunidade de guiar um carro da Fórmula 1 ao testar uma McLaren em Estoril. Foi piloto de testes da equipe britânica entre 1990 e 1992, trabalhando ao lado de Ayrton Senna e Gerhard Berger. Mais de vinte anos depois, McNish relatou que chegou a ser cotado para substituir Berger no GP de Mônaco de 1991 o que acabou não acontecendo. McNish se transferiu para a Benetton em 1993, ficando lá por mais dois anos e testando ao lado de Michael Schumacher. Até que em 1996, se transferiu para a Lola, ajudando a desenvolver o carro da equipe para 1997.
McNish foi piloto de testes da recém-formada equipe Toyota F1, e em outubro de 2001, o escocês foi confirmado como titular para 2002, tendo como companheiro o finlandês Mika Salo. Ao contrário deste, McNish não pontuou em nenhuma das 16 corridas disputadas, tendo como melhor resultado o sétimo lugar na Malásia, onde chegou a ter chances de ser quinto, mas um erro dos mecânicos nos pit-stops atrapalhou seus planos. McNish foi prejudicado por correr em uma época em que apenas os seis primeiros pontuavam, pois além da etapa malaia, ele foi ao Top-10 na Espanha, na Áustria e na Bélgica. Mas ele ficou atrás de Salo nas classificações, largando à frente dele em apenas duas oportunidades, contra catorze do finlandês.
Durante os treinos do GP do Japão, McNish sofreu um grave acidente na curva 130R, ao perder o controle do carro e bater forte no guard-rail. Classificado em décimo oitavo, o escocês não largou por conta dos danos em seu TF102, e por recomendações médicas, pois ele também sofreu uma concussão. Isso encerrou prematuramente sua participação na Toyota, já que em agosto de 2002, a equipe anunciou que não renovaria os contratos de McNish e Salo. Para 2003, a equipe os substituiu por Cristiano da Matta e Olivier Panis, enquanto McNish passou a ser piloto de testes da Renault.
Foi campeão das 24 Horas de Le Mans no ano de 1998 juntamente com o piloto francês Laurent Aïello e o monegasco Stéphane Ortelli dirigindo um Porsche 911 GT1. Voltou a ser campeão das 24 Horas de Le Mans em 2008 com o piloto dinamarquês Tom Kristensen e o italiano Rinaldo Capello dirigindo um Audi R10 TDI e em 2013 com o piloto dinamarquês Tom Kristensen dirigindo um Audi R18 E-Tron Quattro.
Após se aposentar do automobilismo em 2013, McNish passou a trabalhar nos bastidores da Audi Sport, atuando com pilotos, engenheiros. Ele também se tornou empresário do piloto Harry Tincknell e comentarista de Fórmula 1 na BBC Sport. Em 2017, McNish assumiu o cargo de chefe de equipe da Audi Sport ABT Schaeffler, equipe que disputou a Fórmula E.
Em 23 de janeiro de 2026, McNish foi anunciado como diretor da academia de jovens pilotos da Audi (Audi Driver Development Programme).
«FIA GT Championship official website» (em inglês)
«Le Mans: McNish conquista pole provisória; Senna é 14º»