Alexsandro de Souza (Curitiba, 14 de setembro de 1977), mais conhecido como Alex, é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como meio-campista. Atualmente está atuando como técnico no Athletic Club de Minas Gerais, disputando a série B nacional .
Ídolo de clubes como Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe (onde recebeu uma estátua em tamanho real), é considerado um dos jogadores mais talentosos de sua geração. De notável inteligência, passes precisos, excelente finalização e ótimo cobrador de faltas, possui mais de 400 gols na carreira. Também defendeu a Seleção Brasileira em 51 oportunidades, balançando as redes 12 vezes.
Iniciou sua carreira nas categorias de base do Coritiba, clube pelo qual se profissionalizou em 1995. Estreou no dia 2 de abril, na vitória por 3–1 diante do Iraty, pelo Campeonato Paranaense, realizando a primeira das suas 346 assistências da carreira.
O meia marcou seu primeiro gol no dia 7 de junho, na goleada por 4–0 diante da Sociedade Esportiva Matsubara, também no estadual. Neste ano, o clube foi vice-campeão da competição, tendo Alex, aos 17 anos, como a revelação e destaque do campeonato.
Também foi fundamental para a subida do Coxa Branca para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, quando no dia 13 de dezembro marcou um gol e deu uma assistência na vitória por 3–0 diante do rival Atlético Paranaense, na partida que garantiu o acesso a elite.
O "Menino de Ouro" (alcunha que ganhou por suas atuações destacadas) permaneceu no clube até 1997, quando chamou a atenção de outros clubes e recebeu propostas para sair. Pelo Coritiba, nessa primeira passagem, disputou 120 partidas, marcando 32 gols e distribuindo 38 assistências.
Alex recebeu formalmente duas propostas em mãos, ambas idênticas dos rivais paulistas Palmeiras e Corinthians. O meia fez a sua escolha e em julho de 1997 transferiu-se para o Verdão. Naquele contexto, o clube via se desfazer um de seus elencos mais celebrados e com o apoio da parceira Parmalat, montaria um novo grupo que também faria história no alviverde.
Alex obteve grande destaque e em pouco tempo tornou-se ídolo da torcida, tanto por sua categoria em campo quanto pelo profissionalismo. Logo em sua primeira temporada com a camisa do Palmeiras, foi vice-campeão brasileiro, perdendo o título para o Vasco da Gama. Ao lado de outros grandes jogadores que também marcaram época no clube como Marcos, Francisco Arce, Júnior Baiano, Cléber, Roque Júnior, Júnior, César Sampaio, Zinho e Paulo Nunes, o camisa 10 foi protagonista e enfileirou títulos.
Começou com a inédita conquista da Copa do Brasil de 1998 sobre o Cruzeiro, primeiro título do meia como profissional. Ao final daquele ano, outra conquista sobre o clube mineiro, a Copa Mercosul de 1998. Alex brilhou na Mercosul ao marcar em todas as fases da competição, exceto na final. Após marcar três gols na fase de grupos, fez de cabeça o gol do empate por 1–1 na partida de volta das quartas de final contra o Boca Juniors da Argentina garantindo a semifinal (haviam vencido a ida por 3–1). Na semifinal, fez os dois gols da vitória por 2–0 sobre o Olimpia, do Paraguai, na partida de ida (o Palmeiras venceu a volta por 1–0 e foi campeão na final diante do Cruzeiro). Alex foi artilheiro da competição com seis gols. Foi neste ano também que veio a sua primeira convocação para a Seleção Brasileira, pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.
No ano seguinte, veio a glória maior. Com grande destaque de Alex, o Palmeiras foi campeão da Libertadores de 1999 em junho, diante do Deportivo Cali, após uma vitória na disputa por pênaltis. O camisa 10 foi fundamental na inédita conquista palmeirense, com assistências e gols importantes durante a competição, como os dois marcados na vitória por 4–2, diante do atual campeão Vasco, pela segunda partida das oitavas de final. Mas como momento áureo, destaca-se a semifinal diante do River Plate da Argentina, onde Alex fez os argentinos terem pesadelos com uma estupenda partida, marcando dois belos gols na vitória por 3–0 (haviam perdido a partida de ida por 1–0) e classificando a equipe para a final. Ao fim da competição e com o título assegurado, o meia foi eleito para o onze ideal da América do Sul pelo jornal uruguaio El País. Quatro dias depois da conquista continental, o Palmeiras faria a segunda partida da decisão do Campeonato Paulista de 1999 contra o arquirrival Corinthians. Os jogadores do Palmeiras entraram em campo em ritmo de festa, muitos com os cabelos pintados de verde, em clara provocação ao rival pela conquista recente da Libertadores (o Palmeiras eliminou o Corinthians nas quartas-de-final em disputa de pênaltis antes de ser campeão). A decisão estadual terminou empatada por 2–2, confirmando o título do Corinthians, que havia vencido a primeira partida por 3–0. O jogo ficou marcado bela briga generalizada, quando faltando poucos minutos para o fim, o atacante Edílson, do Corinthians, fez embaixadinhas respondendo a provocação da equipe palmeirense e ocasionando uma verdadeira batalha campal entre as equipes. Alex terminou aquele campeonato como artilheiro com 12 gols marcados.
Em virtude de suas atuações, Alex foi convocado para a Seleção Brasileira, disputando a Copa América de 1999 onde sagrou-se campeão e também a Copa das Confederações FIFA de 1999, onde foi vice-campeão e vice artilheiro.
Em dezembro, disputou o Mundial de Clubes de 1999 em Tóquio contra o campeão europeu Manchester United. Mesmo Alex tendo uma atuação destacada (teve um gol mal anulado na partida) e o Palmeiras sendo melhor que o adversário, os ingleses venceram por 1–0 e levaram o título.
Em 2000, iniciou a temporada com a Seleção Sub-23 e venceu o Pré-Olímpico de Londrina (classificando a equipe para as Olimpíadas de Sydney em 2000), sendo o capitão e regente da conquista ao lado do companheiro Ronaldinho Gaúcho. Pelo clube, conquistou seu último título logo depois, o do Torneio Rio-São Paulo de 2000, em final diante do Vasco. Foi o principal nome daquela conquista. Primeiro, eliminou o rival Corinthians da competição marcando os três gols da vitória por 3–1. Depois, marcou um belo gol de cobertura na semifinal diante do Botafogo. Nas finais, deu três assistências nas duas partidas e ainda fez a jogada do pênalti que fechou a goleada por 4–0 sobre o Vasco. O meia também teve a chance de vencer mais uma vez a Copa Libertadores da América, na qual contribuiu com assistências em todas as fases do mata-mata. Após o Palmeiras vencer o Peñarol e o Atlas, nas oitavas e quartas de final, respectivamente, o clube enfrentou mais uma vez o rival Corinthians em partida decisiva na competição. Alex se destacou nas duas partidas dessa semifinal, marcando um gol e dando uma assistência na derrota na primeira partida por 4–3 e mais uma vez, marcando um gol e dando uma assistência na vitória por 3–2 na segunda partida. O Palmeiras eliminou mais uma vez o rival da competição continental em disputa de pênaltis (repetindo feito do ano anterior). No jogo de ida da final, diante do Boca Juniors, Alex deu uma assistência no empate por 2–2 fora de casa. Após o 0–0 no Morumbi pelo jogo da volta, o Palmeiras foi derrotado nos pênaltis, ficando com o vice-campeonato continental.
Após a competição, o meia pertencente a parceria Palmeiras/Parmalat (que estava chegando ao fim) foi negociado com o Parma, clube da empresa de laticínios, por US$ 16 milhões de dólares. Somando todas as passagens pelo alviverde, Alex disputou 241 partidas, marcou 78 gols e distribuiu 56 assistências.
No final de junho de 2000, Alex foi vendido ao Parma da Itália. Ao chegar no clube foi imediatamente comunicado que não fazia parte dos planos do treinador, haja vista o excesso de estrangeiros no plantel. Assim, o meia foi disponibilizado para empréstimo, sendo procurado por diversos clubes como Udinese, Napoli, Olympique de Marseille, Porto e Vasco. No entanto, acabou emprestado ao Flamengo. Como estava a serviço da Seleção Olímpica, chegou ao clube de fato somente em outubro daquele ano. Entretanto, o péssimo momento político e financeiro do clube não ajudou e a equipe sequer se classificou para o mata-mata da Copa João Havelange. Alex ficou somente dois meses no clube da Gávea, fazendo apenas 12 jogos e marcando três gols pela equipe, a maioria vindo do banco de reservas. Sem receber salários durante todo o tempo de contrato e com proposta de empréstimo do Palmeiras (que estava classificado para a disputa da Libertadores do ano seguinte) em mãos, negociou pessoalmente sua saída, perdoou a dívida e retornou ao ex-clube.