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Alexandrina de Meclemburgo-Schwerin

Alexandrina de Meclemburgo-Schwerin (nome completo em alemão: Alexandrine Auguste; Schwerin, 24 de dezembro de 1879 – Co

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Alexandrina de Meclemburgo-Schwerin (nome completo em alemão: Alexandrine Auguste; Schwerin, 24 de dezembro de 1879 – Copenhague, 28 de dezembro de 1952) foi a esposa do Rei Cristiano X e Rainha da Consorte da Dinamarca de 1912 e 1947, bem como Rainha Consorte da Islândia de 1918 a 1944.

Embora não tenha exercido influência política significativa, Alexandrina destacou-se por sua inteligência, discrição e dedicação aos deveres da Coroa, sendo considerada uma importante apoiadora do rei. Apesar de sua origem alemã, demonstrou grande lealdade à Dinamarca ao longo de toda a vida. Durante a ocupação alemã do país na Segunda Guerra Mundial, permaneceu ao lado de Cristiano X, fortalecendo a imagem da família real como símbolo de unidade e resistência nacional.

Alexandrina foi a filha mais velha do Grão-Duque Frederico Francisco III de Meclemburgo-Schwerin e de sua esposa, Anastásia Mikhailovna da Rússia, bisneta do Czar Nicolau I.

Recebeu uma educação ampla e refinada. Além do alemão e do russo, idiomas de origem de seus pais, dominava fluentemente o francês e o inglês. Alexandrina possuía grande talento musical e destacava-se como pianista. A prática esportiva também teve papel importante em sua formação: aprendeu e praticou modalidades como tênis, golfe, remo e vela, entre outras.

Alexandrina casou-se com o príncipe Cristiano da Dinamarca, neto do Rei Cristiano IX, em 26 de abril de 1898, na cidade de Cannes, na França. Na ocasião, ela tinha dezoito anos de idade. O casal teve dois filhos:

Frederico (1899–1972), posteriormente Rei Frederico IX. Casou-se com a princesa Ingrid da Suécia, com descendência;

Canuto (1900–1976), posteriormente Príncipe Herdeiro. Casou-se com a princesa Carolina Matilde da Dinamarca, com descendência.

Em 29 de janeiro de 1906, o Rei Cristiano IX faleceu, sendo sucedido por seu filho, que ascendeu ao trono como Frederico VIII. Com isso, Cristiano tornou-se Príncipe Herdeiro da Dinamarca, e Alexandrina passou a ocupar o posto de Princesa Herdeira.

Alexandrina tornou-se Rainha da Dinamarca em 1912. Dedicou-se plenamente às responsabilidades de seu cargo e exerceu com zelo seu papel representativo. Ao lado do Rei Cristiano X, percorreu diversas regiões do país e visitou também os territórios dinamarqueses da Groenlândia, Islândia e Ilhas Faroé. Foi durante seu reinado que se consolidou a tradição das viagens anuais da família real dinamarquesa a bordo do iate real Dannebrog, costume que permanece até os dias atuais.

Não há indícios de que Alexandrina tenha procurado exercer influência política. Em vez disso, concentrou seus esforços em atividades beneficentes e assistenciais, áreas nas quais demonstrou grande interesse e participação ativa ao longo de sua vida pública.

Durante a ocupação alemã da Dinamarca na Segunda Guerra Mundial, a família real tornou-se um importante símbolo da unidade e da identidade nacional. Nesse período, Alexandrina destacou-se por sua firme lealdade ao povo dinamarquês, conquistando o respeito e a afeição da população, que passou a demonstrar por ela um carinho especial. O fato de se ter recusado a receber o General Kaupisch em 9 de abril de 1940 tornou-se um símbolo da sua lealdade à Dinamarca acima da sua nacionalidade alemã. Kaj Munk terá descrito o apreço que a população tinha pela rainha durante a Segunda Guerra Mundial da seguinte formaː "Protejam a nossa rainha, a única alemã com quem queremos ficarǃ"

Com a morte do Rei Cristiano X, em 1947, Alexandrina tornou-se a primeira mulher na história da monarquia dinamarquesa a conservar oficialmente o título de Rainha, sem a necessidade de adotar a designação de Rainha-viúva, como determinava a tradição. Nos últimos anos de sua vida, passou a residir com maior frequência no Palácio de Marselisborg, na Jutlândia. Apesar da idade avançada, manteve-se ativa até seus últimos dias, continuando a exercer o papel de patrona de diversas instituições e a dedicar-se a obras beneficentes.

A Rainha Alexandrina faleceu em 28 de dezembro de 1952, após um longo período de enfermidade. Seu corpo foi sepultado na Catedral de Roskilde, tradicional local de sepultamento da família real dinamarquesa.

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Busck, Jens (2012). Christian 10. og Dronning Alexandrine. Biografie, herausgegeben vom Amalienborg-Museum (em dinamarquês). Copenhague: [s.n.] ISBN 978-87-89542-98-0

Engelstoft, Povl (1933). «Alexandrine» (PDF) 2 ed. Copenhague. Dansk Biografisk Leksikon (em dinamarquês). 1. Cópia arquivada (PDF) em 17 de setembro de 2025

Jensen, Grethe (2000). «Danmarks dronninger». Danske dronninger i tusind år. Herausgegeben von Steffen Heiberg (em dinamarquês). Copenhague: Gyldendal Verlag. ISBN 87-00-45504-0

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