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Alexandria Ocasio-Cortez

Política norte-americana

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Alexandria Ocasio-Cortez (Nova Iorque, 13 de outubro de 1989), também conhecida por suas iniciais AOC, é uma política, ativista e organizadora comunitária dos Estados Unidos, atualmente servindo como congressista na Câmara dos Representantes por Nova Iorque. Americana de nascimento, filha de uma porto-riquenha. Cresceu num bairro de classe trabalhadora no Bronx, estudou relações internacionais e economia na Universidade de Boston. Após formar-se, trabalhou como bartender e garçonete para ajudar a sua mãe. Entrou na política em 2018 e venceu as primárias para o 14º Distrito de Nova Iorque pelo Partido Democrata usando um discurso a favor das minorias sociais e pró-imigração, fazendo uma campanha com baixo orçamento baseada em doações.

Ocasio-Cortez autointitula-se uma socialista democrática e faz parte do grupo interno Socialistas Democráticos da América do Partido Democrata, grupo que apoiou a pré-candidatura do senador Bernie Sanders na eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016. A atriz e ativista Cynthia Nixon, também democrata e autointitulada socialista, que concorreu na primária do partido para governadora de Nova Iorque, inspirou-se em Ocasio-Cortez e disse que ela desafiou o establishment democrata e fez campanha pelos democratas progressistas contra os "democratas corporativistas".

Ocasio-Cortez derrotou o deputado e presidente do Caucus Democrata da Câmara de Representantes Joseph Crowley, ao vencer a primária para o 14º distrito de Nova York na que foi considerada a maior surpresa das primárias para as eleições para o Congresso dos Estados Unidos em 2018. A sua campanha, considerada inicialmente pouco viável, ganhou força nas últimas semanas tendo como foco as minorias negras e latinas que vivem em Bronx e Queens. Uma vez no cargo de congressista, Cortez passou a apoiar uma agenda política voltada para defender a implementação de um sistema de saúde universal nos Estados Unidos, leis de segurança empregatícia em nível federal, licença parental para os trabalhadores, estabelecimento de um "Green New Deal", abolição da Agência de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE) do governo, mais acesso a universidades e escolas públicas, projetos de infraestrutura voltados para energias renováveis e aumento de impostos para os mais ricos.

Ocasio-Cortez nasceu numa família católica na cidade de Nova Iorque, no bairro do Bronx, a 13 de outubro de 1989, filha de Blanca Ocasio-Cortez (nascida Cortez) e Sergio Ocasio-Romana. Tem um irmão mais novo chamado Gabriel. O seu pai nasceu no Bronx numa família porto-riquenha e tornou-se arquiteto; já a sua mãe nasceu em Porto Rico. Viveu com a sua família num apartamento no Bronx, em Parkchester, até os cinco anos, quando a família se mudou para uma casa no subúrbio Yorktown Heights.

Ocasio-Cortez frequentou o Yorktown High School, graduando-se em 2007. No ensino médio e na faculdade, atendia pelo nome de "Sandy Ocasio". Ela ficou em segundo lugar na categoria de microbiologia da Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel em 2007, com um projeto de pesquisa sobre o efeito dos antioxidantes na vida do nematoide Caenorhabditis elegans. Numa demonstração de gratidão pelos seus esforços, o Laboratório Lincoln do MIT nomeou um pequeno asteroide em sua homenagem: 23238 Ocasio-Cortez. No colégio, ela participou da Sessão Legislativa Jovem do Instituto Nacional Hispânico de Lorenzo de Zavala (LDZ). Mais tarde, tornou-se Secretária de Estado da LDZ enquanto estudava na Boston University. Ocasio-Cortez tinha uma bolsa John F. Lopez.

Depois de formar-se no ensino médio, matriculou-se na Boston University. O seu pai morreu de cancro do pulmão em 2008 durante o seu segundo ano, e Ocasio-Cortez envolveu-se numa longa batalha de sucessão para liquidar o seu inventário. Ela disse que a experiência a ajudou a aprender "em primeira mão como os advogados nomeados pelo tribunal para administrar uma propriedade podem enriquecer às custas das famílias que lutam para entender a burocracia". Durante a faculdade, serviu como estagiária do senador Ted Kennedy, na sua seção sobre as relações exteriores e questões de imigração. Ocasio-Cortez graduou-se cum laude pela Boston University em 2011, com um diploma de bacharel em relações internacionais e economia.

Depois da faculdade, voltou para o Bronx e conseguiu um emprego como bartender e garçonete para ajudar a sua mãe - uma faxineira e motorista de autocarro escolar - a lutar contra a execução hipotecária de sua casa. Mais tarde, lançou a Brook Avenue Press, uma editora de livros que retratavam o Bronx de uma forma positiva. Ocasio-Cortez também trabalhou para o National Hispanic Institute, uma organização sem fins lucrativos.

Durante as primárias de 2016, trabalhou como organizadora da campanha presidencial de Bernie Sanders. Após a eleição geral, viajou pelos Estados Unidos de carro, visitando lugares como Flint, Michigan, e a Reserva Indígena Standing Rock em Dakota do Norte, e falando com as pessoas afetadas pela crise de água de Flint e pelo Dakota Access Pipeline. Numa entrevista, lembrou a sua visita em dezembro de 2016 a Standing Rock como um ponto de inflexão, dizendo que, antes disso, ela acreditava que a única maneira de candidatar-se de forma eficaz era ter acesso a riqueza, influência social e poder. Mas a sua visita a Dakota do Norte, onde viu outras pessoas "colocando todas as suas vidas e tudo o que tinham em risco pela proteção da sua comunidade", inspirou-a a começar a trabalhar pela sua própria comunidade. Um dia depois da sua visita a Dakota do Norte, recebeu um telefonema do Brand New Congress, que estava a recrutar candidatos progressistas (o seu irmão indicou-a logo após o dia da eleição de 2016).

Câmara dos Representantes dos Estados Unidos

Ocasio-Cortez começou a sua campanha em abril de 2017, enquanto servia mesas e atendia no bar Flats Fix. Foi a primeira pessoa desde 2004 a desafiar Joe Crowley, o Presidente do Caucus Democrático, nas primárias. Enfrentou uma desvantagem financeira, dizendo: "Você realmente não pode vencer muito dinheiro com mais dinheiro. Você tem que vencê-los com um jogo totalmente diferente". A campanha de Ocasio-Cortez não aceitou doações de empresas. Os designs dos seus pósteres de campanha foram inspirados em "pósteres e visuais revolucionários do passado".

A 15 de junho, o único encontro face a face dos candidatos durante a campanha ocorreu num talk show político local, Inside City Hall. O formato foi uma entrevista conjunta conduzida por Errol Louis, que o NY1 caracterizou como um debate. A 18 de junho, um debate no Bronx foi agendado, mas Crowley não participou. Ele enviou a ex-vereadora da cidade de Nova Iorque Annabel Palma no seu lugar.

Ocasio-Cortez foi endossada por organizações progressistas e de direitos civis, como MoveOn e Democracy for America, e pela atriz e candidata pela primeira vez Cynthia Nixon. O governador Cuomo endossou Crowley, assim como os senadores de Nova Iorque Chuck Schumer e Kirsten Gillibrand e o prefeito da cidade de Nova Iorque, Bill de Blasio, e vários deputados federais, vários funcionários locais eleitos e sindicatos comerciais, e grupos como o Sierra Club, Planned Parenthood, Working Families Party, NARAL Pro-Choice America e Moms Demand Action for Gun Sense in America, entre outros.

A 26 de junho de 2018, recebeu 57,13% dos votos (15 897) contra 42,5% de Crowley (11 761), derrotando o titular de dez mandatos por quase 15 pontos percentuais. O resultado chocou muitos comentaristas e analistas políticos e imediatamente atraiu atenção nacional. A Time chamou de "a maior reviravolta das eleições de 2018 até agora" e a CNN fez uma declaração semelhante. O New York Times chamou de "uma derrota chocante nas primárias na terça-feira, a perda mais significativa para um candidato democrata em mais de uma década, e que irá reverberar em todo o partido e o país". The Guardian chamou de "uma das maiores surpresas na história política americana recente". Crowley gastou dezoito vezes mais que AOC ($ 1,5 milhão a $ 83 000), mas Ocasio-Cortez ganhou o endosso de alguns grupos influentes à esquerda do partido. Merriam-Webster relatou que as pesquisas pela palavra "socialismo" aumentaram 1 500 % após sua vitória. Crowley admitiu a derrota na noite da eleição, mas não telefonou naquela noite para parabenizá-la, alimentando as especulações da curta duração de que ele pretendia concorrer contra ela nas eleições gerais.

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