Alex Dias de Almeida (Rio Brilhante, 26 de maio de 1972) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.
Conhecido como "Atacante Pantaneiro", teve passagens por clubes como Remo, Goiás, Saint-Étienne, Paris Saint-Germain, Vasco da Gama, São Paulo, Fluminense, dentre outros. Artilheiro nos times em que passou, tinha como característica a velocidade e os dribles rápidos. Foi o vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2004, com 22 gols.
Nascido em Rio Brilhante, Mato Grosso do Sul, Alex Dias começou a jogar futebol aos sete anos, no Águia Negra, clube de sua cidade. Alex de família humilde, teve muitas dificuldades no início. Até treinar era complicado, devido aos poucos recursos que o clube tinha. Ainda com sete anos, perdeu a irmã, que tinha apenas quatro. Junto com seus pais, Vilmar Nunes e Seila Maria Dias de Souza, passaram pôr momentos complicados.
Jogou no Águia Negra até os 16 anos, quando veio tentar a sorte em Campo Grande e começou a jogar no Comercial. Durante dois anos, quando teve que servir o exército, Alex deu uma parada no futebol profissional, e atuou somente no quartel. O jogador, então, passaria pôr mais um drama: seu pai viria a falecer. Alex, apesar de abalado, nunca pensou em desistir, pois queria dar uma melhor condição de vida a sua mãe.
Então com 19 anos, ganhou uma grande chance; Elenílton, um amigo que gostava do seu futebol, o convidou para ir a Belém, jogar no Remo. Alex foi e atuou por lá durante três anos como profissional. O jogador visitava sua mãe, Seila, apenas nas férias de fim de ano, mas sempre se telefonavam. A distância aumentaria quando o atacante foi contratado pelo Boavista, de Portugal. A passagem pelos Axadrezados foi rápida; menos de um ano depois, Alex Dias voltou para o Brasil e acertou com o Goiás, por onde ficaria quatro anos.
Saint-Étienne e Paris Saint-Germain
Quando surgiu a oportunidade de voltar para o futebol europeu, o atacante aceitou uma proposta do Saint-Étienne, da França, em 1999.
Alex Dias passou momentos complicados devido à cultura francesa; além da sua mãe mandar comida brasileira, o jogador teve que fazer aulas de francês. Apesar do início difícil, lá formou pela primeira vez uma dupla com o compatriota Aloísio. Em seguida começou a poder receber as visitas da mãe e passou quase cinco anos na França, atuando também por um ano no Paris Saint Germain (novamente ao lado do amigo Aloísio).
Aos 30 anos, retornou ao Brasil em 2003, sendo contratado pelo Cruzeiro. Mesmo atuando pouco e sendo reserva, fez parte da equipe que conquistou o Campeonato Brasileiro.
Em 2004, Alex Dias ou também como era chamado "Alex Pantaneiro" estourou, jogando mais uma vez pelo Goiás. Foi vice-artilheiro do Brasileirão, com 22 gols, o que lhe rendeu, uma transferência para o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro.
No Cruzmaltino, o jogador fez dupla de ataque com nada menos que Romário, e teve seu nome gritado no Maracanã. Já em 2005, marcou 19 gols no Campeonato Brasileiro.
Alex Dias era o grande favorito para finalmente terminar na artilharia daquele ano, mas uma lesão acabou afastando o jogador até o final do competição. Mesmo tendo se contundido e perdido muitas partidas, o jogador ficou a três gols da artilharia, que foi de Romário, com 22 gols. No final do ano, por conta de salário atrasados e uma proposta do São Paulo, o atacante teve uma saída conturbada e deixou a equipe do dirigente Eurico Miranda.
Alex foi contratado pelo São Paulo em fevereiro de 2006. O jogador entrou com uma ação para poder se transferir, devido a desentendimentos quanto ao recebimento de atrasados; contudo, a justiça deu ganho de causa ao Vasco da Gama. Sendo assim, o caso acabou sendo solucionado com a transferência de Alex Dias para o Tricolor Paulista, clube pelo qual o atacante declarou ser torcedor.
No entanto, sua passagem foi marcada por altos e baixos, com o jogador relegado ao time reserva e chegando a ser apenas a quinta opção para o ataque. Apesar da reserva, sagrou-se campeão do Campeonato Brasileiro.
Sem espaço no São Paulo, Alex Dias acertou com o Fluminense em dezembro de 2006. O jogador chegou a ter boas atuações no ano de 2007, recuperando a boa fase dos tempos de Vasco. No dia 30 de junho, o experiente atacante marcou um gol histórico. No clássico contra o Botafogo, Alex Dias abriu o placar aos 27 minutos do primeiro tempo, após driblar o goleiro Júlio César e balançar as redes no ângulo. Era o primeiro gol da história do Estádio Olímpico João Havelange, popularmente batizado como Engenhão. Pelo feito, Alex foi presenteado com o Troféu Valdir Pereira, uma homenagem a Didi, autor do primeiro gol do Maracanã.
Apesar de ter sido um dos dois artilheiros do clube carioca na conquista da Copa do Brasil, deixou o Tricolor das Laranjeiras desprestigiado pelo técnico Renato Gaúcho.
Em 2008, foi a mais badalada contração do Goiás do técnico Caio Júnior. Ainda assim, não correspondeu ao esperado e teve seu contrato rescindido antes do fim da temporada.
Alex Dias foi contratado e apresentado pela equipe do CRAC dia 8 de janeiro, para fazer parte do elenco que disputou o Campeonato Goiano de 2009.