Santo Alberto de Jerusalém foi cônego regular, bispo e patriarca Latino de Jerusalém. Estudou teologia e Direito, principalmente o Direito Canónico. Depois de concluir os seus estudos, entrou para os Cônegos Regulares de Santa Cruz de Mortara (Pavia), onde em 1180 foi nomeado prior. Bispo de Bobbio em 1184 e de Vercelli no ano seguinte. Mediou os acordos de paz entre Pavia e Milão em 1194 e entre Parma e Piacenza em 1199.
Foi designado Patriarca Latino de Jerusalém em 1205. No exercício do seu ministério encarnou sempre o ideal do Bom Pastor, tanto pela palavra como pelo exemplo de sua vida. Ajudou na fundação da Ordem dos Carmelitas no ano de 1207, na mediação de diversas disputas entre o Reino de Jerusalém e o Reino do Chipre, bem como entre a Ordem dos Templários e o Reino Arménio da Cilícia. No ano de 1214, foi convidado a participar no Quarto Concílio de Latrão, mas foi assassinado em São João de Acre, o lugar onde residia, no dia 14 de setembro de 1214, durante a procissão da festa da Exaltação da Santa Cruz, por um clérigo, o Grão-Mestre do Hospital do Espírito Santo, que ele tinha destituído por má conduta.
Durante o tempo em que esteve na Terra Santa escreveu, a pedido do grupo de eremitas que viviam junto à fonte de Elias, no monte Carmelo, a "fórmula de vida", conhecida como Regra Albertina, que veio a ser aprovada por Honório III em 1226 e, depois de ter sido ligeiramente retocada para ser adaptada às condições de vida no Ocidente, veio mais tarde, em 1247, a ser aprovada pelo Papa Inocêncio IV, como verdadeira e própria Regra carmelita (bulada).
A sua festa litúrgica é celebrada dia 17 de setembro.
Nascido em Castrum Gualterii (perto da atual Gualtieri), na Itália, ele foi ensinado sobre teologia e Direito. Ele entrou para os Cônegos Regulares Lateranenses em Mortara e foi eleito prior em 1180. Tornou-se bispo de Bobbio em 1184, tendo sido apontado um ano depois como Bispo de Vercelli. Ele serviu ao papado como um mediador e diplomata entre o Papa Clemente III e o Imperador Romano-Germânico Frederico I. Alberto serviu como legado papal em 1199 e ajudou a acabar com a guerra entre Parma e Placência.
Em 1205 ele foi eleito Patriarca de Jerusalém pelo Papa Inocêncio III, para o qual ele também serviu como legado papal na Terra Santa. Como patriarca, S. Alberto ajudou a constituir como comunidade religiosa os eremitas, depois chamados Carmelitas, por volta de 1207, em particular pelo que viria a ser chamado de Regra Albertina., da sua autoria. Essa ordem estava sediada no Monte Carmelo, junto à fonte de Elias, em frente à Baía de Haifa, em Acre, onde S. Alberto tinha a sua sede como Patriarca latino de Jerusalém.
Carmelitas da Antiga Observância
Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo