Alberto de Almeida Cavalcanti (Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 1897 – Paris, 23 de agosto de 1982) foi um diretor, roteirista, produtor cinematográfico e cenógrafo brasileiro.
Alberto de Almeida Cavalcanti projetou cenários para cineastas experimentais franceses na década de 20 e dirigiu seu primeiro filme em 1925. Mudou-se para a Inglaterra em 1934, fazendo documentários e, depois, filmes influenciados por documentários nos Estúdios Ealing.
Em 1949, retorna ao Brasil e ajuda a organizar a Companhia Cinematográfica Vera Cruz (em São Bernardo do Campo, SP), sendo convidado a tornar-se o produtor-geral da empresa. Em novembro do mesmo ano, vai à Europa e contrata vários técnicos para virem trabalhar na companhia. Na volta, roteiriza e produz os dois primeiros filmes da empresa, "Caiçara" (1950) e "Terra É Sempre Terra" (1951), e produz, até o meio, "Ângela" (1951). Por causa de desentendimentos com Franco Zampari, Cavalcanti abandona a Vera Cruz em 1951.
Fora dos estúdios de São Bernardo, dedica-se à elaboração de um anteprojeto para o Instituto Nacional de Cinema, a pedido do então presidente Getúlio Vargas.
Na Cinematográfica Maristela (em São Paulo), o cineasta dirige "Simão, o Caolho" (1952). No final do ano de 1952, Alberto Cavalcanti e mais um grupo de capitalistas compram a Maristela, a qual muda de nome para Kino Filmes e passa a ter como diretor-geral, Cavalcanti. Nesta nova empresa, ele realiza as obras "O Canto do Mar" (1953) - refilmagem, no Recife, do europeu "En Rade" (1927) - e "Mulher de Verdade" (1954), dois grandes fracassos. Por não ter como continuar pagando as prestações, a Kino é devolvida aos antigos proprietários em 1954.
Com o fim da Kino, ele vai trabalhar na TV Record e depois estreia, no Brasil, como diretor teatral. Em dezembro de 1954, Cavalcanti parte para a Europa, contratado por um estúdio austríaco.
1929 - La Jalousie du Barbouille (curta-metragem)
1929 - La P'tite Lilie (curta-metragem)
1929 - Le Petit Chaperon rouge
1929 - Vous Verrez la Semaine Prochaine
1930 - A Canção do Berço (Portugal)
1932 - En Lisant le Journal (curta-metragem)
1932 - Le Jour du Frotteur (curta-metragem)
1932 - Nous ne Ferons Jamais le Cinema (curta-metragem)
1932 - Revue Montmartroise (curta-metragem)
1932 - Tour de Chant (curta-metragem)
1933 - Plaisirs Defendus (curta-metragem)
1934 - New Rates (curta-metragem)