Neste Dia

Alain-Fournier

Escritor francês

Anúncio

Alain-Fournier, pseudónimo de Henri-Alban Fournier, (Chapelle-d'Angillon, 3 de outubro de 1886 — Les Éparges, 22 de fevereiro de 1914), foi um escritor francês que morreu aos 27 anos, mais conhecido por um único romance, Brasil: O Bosque das Ilusões Perdidas / Portugal: O Grande Meaulnes.

Alain-Fournier nasceu em Chapelle-d”Angillon, departamento do Cher, no centro da França, filho de um professor de escola. Passou sua infância em Sologne e em Bas-Berry, Epineuil-le-Fleuriel. Posteriormente foi para Brest, preparando-se para o concurso da Escola Naval, mas desistiu, indo a Bourges, iniciando-se nos estudos literários no “Lycée Lakanal”, em Sceaux, perto de Paris, onde se preparou, sem sucesso, para o concurso da “École Normale Supérieure”. No Liceu Lakanal encontrou Jacques Rivière, com quem estabeleceu uma profunda amizade, e que se casou com sua irmã Isabelle, em 1909.

Para fazer dois anos de serviço militar, interrompeu seus estudos em 1907, e não mais os retomou. Publicou alguns textos, poemas, ensaios, contos, reunidos em uma coleção denominada Miracles. Posteriormente, elaborou a obra que o tornaria célebre: em junho de 1905, durante um breve passeio no cais do Sena, Alain-Fournier encontrou Yvonne de Quiévrecourt, o grande amor de sua vida. Na verdade, tal encontro não teve nenhum resultado ou continuação, pois se encontraram apenas oito anos mais tarde, ela já era casada e mãe de dois filhos; no entanto, tal amor inspirou a personagem Yvonne de Galais no romance Le Grand Meaulnes, de 1913.

Em 1910, em Paris, começou carreira de crítico literário, escrevendo para o Paris-Journal. Em 1912, deixou tal trabalho para se tornar assistente pessoal do político Casimir Perrier. Em 1913, terminou “Le Grand Meaulnes”, e foi primeiramente publicado na “Nouvelle Revue Française” (de julho a outubro de 1913), e depois como um livro. “Le Grand Meaulnes” foi indicado, mas não recebeu, o “Prêmio Goncourt”. Foi traduzido para o inglês em 1959, por Frank Davison, para a Oxford University Press.

Em 1914, Alain-Fournier trabalhou em seu segundo romance, "Colombe Blanchet", mas não o terminou, pois se reuniu à campanha de mobilização do 288e régiment d'infanterie. Fournier desapareceu durante o combate de Les Éparges, perto de Verdun (Meuse), em 22 de setembro de 1914, num dos primeiros enfrentamentos da Primeira Guerra Mundial (a imprensa reportou a data como 26 de setembro, de acordo com o Estado Maior). Henri Alban Fournier foi oficialmente declarado morto, na França, em junho de 1920, por um julgamento do tribunal civil, mas seu desaparecimento misterioso sempre inspirou o imaginário popular. O que se cogitava é que, numa operação de reconhecimento, fora atingido por uma bala na cabeça, no bosque de Saint-Rémy, em Meuse, na França. Sua morte, porém, tal como seu romance, era cercada de mistério, pois o corpo não fora encontrado. Seu corpo só foi identificado em 1991, a algumas centenas de metros da Tranchée de Calonne.

Em 1991, uma equipe de historiadores, chefiada por Michel Algrain, encontrou uma vala comum com vinte e um esqueletos, em Dommartin-la-Montagne, e em novembro desse mesmo ano, a equipe afirmou ser um deles o corpo de Fournier, ao lado de 20 outros soldados franceses orginários, em grande parte da região de Mirande. Fournier foi enterrado, então, no cemitério militar de Saint-Rémy-la Calonne.

Seu nome figura nos muros do Panthéon de Paris em uma lista de escritores mortos em combate durante a Guerra de 1914-1918.

Muitos dos trabalhos de Fournier foram publicados postumamente: "Miracles" (um volume de poemas e ensaios) em 1924; sua correspondência com Jacques Rivière, em 1926; suas cartas para a família em 1930. Suas anotações sobre "Colombe Blanchet" também foram publicadas.

Em 1957, Pauline Benda — conhecida no teatro com o nome de Madame Simone— revelou a ligação que teve com Fournier, quando era secretário de seu marido, Claude Casimir-Perier. Ela o recebia frequentemente em sua propriedade de Trie-la-Ville, onde criara um pequeno círculo literário, do qual também participavam Charles Péguy e Jean Cocteau. Após a morte de Alain-Fournier, Madame Simone refaz sua vida com o poeta François Porché, mas a família de Fournier a reprova por não se manter fiel à lembrança do escritor. Sua correspondência foi publicada em 1992.

1913: Brasil: O Bosque das Ilusões Perdidas / Portugal: O Grande Meaulnes - no original Le Grand Meaulnes (romance) (1913).

La peinture, le cœur et l'esprit. Correspondance inédite (1907-1924). André Lhote, Alain-Fournier, Jacques Rivière

1925 : Correspondance avec Jacques Rivière

Lettres au petit B... (Le petit B est René Bichet, poète, ancien camarade du lycée Lakanal, ami d'Alain-Fournier et de Jacques Rivière)

Lettres à sa famille (1905-1914)

1992 : Alain-Fournier, Madame Simone, Correspondance 1912-1914, Fayard, 4 de novembro de 1992, ISBN 2-213029989

1990 : Colombe Blanchet - Esquisses d'un second roman inédit. Transcrição de um manuscrito de 133 páginas esparsas, Le Cherche Midi, 1990.

Alain Buisine, Les Mauvaises Pensées du Grand Meaulnes, Paris, Presses Universitaires de France, coll. « Le texte rêve », 1992, 126 p. ISBN 2-13-044698-1.

Violaine Massenet, Alain-Fournier : biographie, Paris, Flammarion, coll. « Grandes biographies », 2005, 295 p. ISBN 2-08-068173-7.

Anúncio

Em breve no aplicativo World in Stories

Áudio, download offline, sem anúncios e muito mais.

Conhecer Premium
Alain-Fournier | World in Stories