Em 23 de setembro de 2025, um Cessna 175 Skylark, prefixo PT-BAN, caiu na zona rural do município de Aquidauana, no Pantanal brasileiro, em Mato Grosso do Sul. Todos os quatro ocupantes, entre eles o arquiteto paisagista e urbanista chinês Kongjian Yu, morreram.
Os passageiros estavam na região para filmar um documentário sobre um projeto que abordaria questões relacionadas às mudanças climáticas com base na ideia de "cidade-esponja" — um modelo de planejamento urbano desenvolvido na China que enfatiza o uso de infraestruturas capazes de absorver a água da chuva para mitigar riscos de inundações e melhorar o clima urbano. O conceito foi cunhado por Kongjian Yu, que estava entre as vítimas. Yu fundou a Faculdade de Arquitetura e Paisagem da Universidade de Pequim. Ele também estava no país para participar da 14.ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que aconteceu no mesmo mês.
Duas pessoas da equipe iriam embarcar no voo, mas desistiram devido à lotação máxima da aeronave, que era de quatro passageiros.
De acordo com relatos, a aeronave — um Cessna 175 Skywark — pertencia à família do piloto, Marcelo Barros, que a utilizava em voos internos como guia para destinos como a fazenda Barra Mansa.
Documentos oficiais demonstraram que o avião estava autorizado a operar apenas serviços aéreos privados, tendo sido negada licença para realizar atividades de táxi aéreo.
Segundo informações preliminares, no dia do acidente a aeronave realizou três voos e tentou pousar após o horário permitido para a pista, que operava apenas por regras de voo visual. Na segunda tentativa de pouso, após uma arremetida, o avião perdeu altitude e caiu, causando uma explosão. Uma testemunha afirmou ter ouvido a explosão por volta das 18h, horário local e, em seguida, visto a fumaça.
Apesar das alegações iniciais, a polícia descartou a hipótese de queixadas (ungulados semelhantes a porcos encontrados na América Central e do Sul) na pista.
Os quatro ocupantes do voo eram:
Kongjian Yu, 62, arquiteto paisagista e planejador urbano chinês;
Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz, documentarista brasileiro;
Rubens Crispim Jr., diretor e documentarista brasileiro;
Marcelo Pereira de Barros, piloto e proprietário do avião.
Todos os corpos foram encontrados carbonizados, só sendo possível seus reconhecimentos através de exames de DNA.
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte de Yu e escreveu em suas redes sociais: "Em tempos de mudanças climáticas, Yu se tornou uma referência global com suas cidades-esponja, que unem qualidade de vida e proteção ambiental". Em publicação no X, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que Yu era conhecido por suas "notáveis contribuições ao urbanismo sustentável, à preservação da biodiversidade e à proteção do planeta", acrescentando que seu legado continuará a inspirar os que se dedicam à causa ecológica.
«Descrição do acidente» (em inglês). Aviation Safety Network (aviation-safety.net)