Ádria Rocha Santos ORB • CavMM (Nanuque, 11 de agosto de 1974) é uma atleta velocista brasileira de classe T11. Especializada nas corridas de 100 metros rasos, 200 metros rasos e 400 metros rasos. De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro é a maior medalhista feminina paralímpica do Brasil (tetracampeã).
Ádria Santos nasceu em 11 de agosto de 1974 na cidade mineira de Nanuque (Minas Gerais).
Ádria reside e treina na cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina e, tem uma filha, Bárbara, que nasceu em 1989 sendo mãe com 15 anos de idade e, por causa da filha — e mais tarde da cegueira — precisou de apoio de familiares e amigos para superar as dificuldades da vida. Esta teve perda degenerativa da visão, até adquirir ceguera total em 1994, devido à retinose pigmentar e astigmatismo congênito.
Casou-se com Luíz Rafael Krub.
Começou a carreira de velocista em 1987, aos 13 anos de idade, no Instituto São Rafael, uma escola especial para deficientes visuais em Belo Horizonte.
Em 1988, fez a primeira participação nos Jogos Paralímpicos de Seul, onde já conquistou medalhas no 100m e 400m iniciando uma série de participações olímpicas.
Participou das Jogos Paralímpicos de Verão de 1992, em Barcelona, na Espanha, onde recebeu a medalha de ouro pela prova de 100m.
Em 1994, disputou o campeonato mundial na Alemanha, obtendo medalhas de bronze nos 200 e 400 metros rasos.
Nos Jogos Paralímpicos de Verão de 1996, em Atlanta, Estados Unidos, ganhou medalhas de prata nos 100, 200 e 400m.
Nos Jogos Parapan-Americanos de 1999, na Cidade do México, no México, ganhou ouro nos 100, 200 e 400m.
Nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2000, em Sydney, Austrália, ganhou ouro nos 100 metros e 200 metros, e ganhou prata nos 400 metros, sendo considerada a melhor para-atleta velocista do mundo naquele ano.
Em 2001, no campeonato mundial no Canadá, ganhou medalha de ouro nos 200 metros rasos.
Em 2002, no campeonato mundial na França, ganhou medalhas de prata nos 100 e 200 metros rasos.
Em 2003, no campeonato mundial organizado pela International Blind Sports Federation (IBSA), no Canadá, ganhou medalhas de ouro nos 100 e 200 metros rasos, e bronze nos 400 metros rasos. No mesmo ano, participou do Mundial de Atletismo da Internactional Association of Atlhetics Federations (IAAF), na França, conquistando o ouro nos 200m para cegos e deficientes visuais, com o tempo total de prova de 25min22s.
Nos Jogos Parapan-Americanos de 2003, em Mar del Plata, na Argentina, ganhou medalha de ouro nos 100 metros rasos, medalha de prata nos 200 metros rasos. Em dezembro, quando de sua volta ao Brasil, Ádria foi premiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a Medalha do Mérito Desportivo do Ministério do Esporte. Teve mais bons resultados nos Jogos Paralímpicos de Verão de 2004, em Atenas, na Grécia, sendo promovida ao grau de Cruz da Medalha do Mérito Desportivo.
Em 2005, participou da Copa do Mundo Paralímpica, na Inglaterra, ganhando medalha de prata nos 200m. No mesmo ano ganhou ouro nos 200m, no Mundial da IAAF de Helsinque, na Finlândia.
Em março e abril de 2006, foi respectivamente condecorada pelo vice-presidente José Alencar com a Ordem do Mérito Militar no grau de Cavaleira especial, e por Lula com a Ordem de Rio Branco no grau de Oficial suplementar.
Ádria nos Jogos Parapan-Americanos de 2007, na cidade brasileira do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro), ganhou medalha de prata nos 200 metros rasos e nos 800 metros. Esta foi subprefeita da Vila Paralímpica e também esteve no revezamento da tocha quando passou na cidade brasileira de Joinville (Santa Catarina). Na cerimônia de abertura desta paralimpíada repassou a chama para Clodoaldo Silva, que acendeu a pira.