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Julián Quiñones

Futebolista mexicano

5 min de leitura02/07/2026
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Julián Quiñones é um dos atacantes mais eletrizantes do futebol atual, um jogador que combina força física, velocidade e um faro de gol apurado para se tornar uma referência no futebol mexicano e uma peça fundamental na Seleção Mexicana. Nascido na pequena cidade de Magüí Payán, na Colômbia, em 1997, Quiñones construiu uma trajetória improvável, passando de um clube amador em Cáli para os gramados mais importantes do mundo. Sua história é marcada por superação, escolhas ousadas e uma capacidade única de decidir jogos, o que o transformou em um dos nomes mais comentados do esporte na América Latina e além.

A carreira de Quiñones começou de forma humilde, no Futbol Paz, uma equipe amadora de Cáli. Foi ali que seu talento chamou a atenção, especialmente durante a temporada 2014–15, quando balançou as redes 50 vezes em apenas 38 partidas. Esse desempenho impressionante o levou ao Tigres UANL, um dos maiores clubes do México, onde ingressou nas categorias de base. No entanto, sua ascensão não foi imediata. Em 2016, foi emprestado ao Venados, da segunda divisão mexicana, onde estreou como profissional e já mostrou sua vocação para o gol, marcando dois na sua primeira partida oficial, contra o Cruz Azul, em um jogo da Copa MX. Esse foi apenas o primeiro sinal do que estava por vir.

O verdadeiro salto na carreira de Quiñones aconteceu durante seu empréstimo ao Lobos BUAP, entre 2017 e 2018. No Torneio Apertura de 2017, ele se consolidou como um dos artilheiros mais promissores do futebol mexicano, terminando a competição como o terceiro maior goleador, com nove gols. Sua performance no Clausura de 2018 foi igualmente brilhante, com mais oito gols, o que o colocou no radar de grandes clubes. Apesar do retorno ao Tigres, o técnico Ricardo Ferretti não lhe deu oportunidades, frustrando suas expectativas. Esse período de ostracismo, no entanto, foi apenas um hiato antes de sua redenção.

Em 2021, Quiñones chegou ao Atlas por empréstimo, e o que parecia ser mais uma passagem temporária se transformou em um marco histórico. O clube de Guadalajara vivia um jejum de títulos que durava 70 anos, e o colombiano foi peça-chave para quebrar essa seca. Com ele em campo, o Atlas conquistou dois títulos consecutivos da liga mexicana, um feito que reacendeu a paixão dos torcedores e colocou Quiñones no centro das atenções. Sua habilidade para desequilibrar, seja com dribles curtos ou finalizações precisas, aliada a uma ética de trabalho incansável, o tornou um ídolo instantâneo. Em 2022, o Atlas oficializou sua contratação em definitivo, consolidando sua importância para o clube.

A trajetória de Quiñones deu mais um salto em 2023, quando foi contratado pelo América, o clube mais popular do México. Sua passagem pelo time das Águias foi curta, mas extremamente vitoriosa. Em pouco tempo, ele ajudou o América a conquistar mais dois títulos da liga, elevando seu total pessoal para seis troféus nacionais. Sua capacidade de decidir jogos em momentos cruciais, somada à sua versatilidade para atuar em diferentes posições do ataque, o tornou um jogador cobiçado por clubes de todo o mundo. No entanto, foi em 2024 que Quiñones escreveu seu nome na história do futebol mexicano de uma forma inédita.

Em junho daquele ano, o atacante surpreendeu ao assinar com o Al-Qadsiah, da Arábia Saudita, em uma transferência avaliada em 16 milhões de dólares. O valor não só o tornou o jogador mais caro já vendido por um clube mexicano, como também marcou um momento simbólico para o futebol do país. Quiñones não demorou a se adaptar ao novo desafio. Na temporada 2024–25, ele marcou 20 gols, mostrando que sua capacidade de balançar as redes não se limitava ao futebol mexicano. Mas foi na temporada seguinte que ele alcançou um feito ainda mais impressionante.

Em 2026, Quiñones protagonizou uma campanha histórica no Al-Qadsiah. No dia 21 de maio, ele marcou um hat-trick na vitória por 5 a 1 contra o Al-Ittihad, um dos maiores clubes da Arábia Saudita, em uma partida decisiva para a definição do título da liga. Com esse desempenho, ele terminou a temporada como artilheiro do campeonato, com 33 gols, superando nomes consagrados como Ivan Toney no último dia da competição. Poucos dias depois, o clube anunciou a renovação de seu contrato até 2029, um reconhecimento claro de sua importância para o projeto. Sua performance na Arábia Saudita não apenas consolidou sua reputação como um goleador implacável, mas também o colocou no radar de seleções europeias e asiáticas.

Paralelamente à sua carreira em clubes, Quiñones também fez história na Seleção Mexicana. Sua decisão de defender o México, em vez da Colômbia, foi um dos momentos mais discutidos do futebol latino-americano nos últimos anos. Após recusar convocações da seleção de seu país natal, ele iniciou o processo de naturalização mexicana, motivado por sua identificação com o futebol local e pelas oportunidades que surgiram após suas atuações pelo Atlas e pelo América. Sua estreia oficial pelo México aconteceu no final de 2023, sob o comando do técnico Jaime Lozano, e desde então, ele se tornou uma peça fundamental no ataque da equipe.

O ápice de sua trajetória internacional veio durante a Copa do Mundo FIFA de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. Jogando em "casa", Quiñones teve a oportunidade de brilhar em um dos palcos mais importantes do futebol mundial. Em uma partida decisiva no Estádio Azteca, na Cidade do México, ele marcou seu primeiro gol em Copas do Mundo, um momento que ficará marcado na memória dos torcedores mexicanos. Sua presença na seleção não apenas trouxe uma nova dimensão ao ataque mexicano, mas também simbolizou a crescente influência de jogadores naturalizados no futebol do país.

Além de suas conquistas em campo, Quiñones é um exemplo de resiliência e adaptabilidade. De um clube amador na Colômbia a artilheiro na Arábia Saudita, passando por títulos históricos no México, sua carreira é um testemunho de como o talento, aliado à determinação, pode superar qualquer obstáculo. Sua história também reflete as transformações do futebol moderno, onde fronteiras são cada vez mais fluidas e jogadores têm a liberdade de escolher onde e por quem querem jogar. Para os torcedores, Quiñones é mais do que um atacante: é um símbolo de paixão, superação e a prova de que, no futebol, os sonhos podem se tornar realidade.

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