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Fascismo

Forma de ultranacionalismo autoritário de extrema-direita

2 min de leitura•13/10/2026
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O fascismo emergiu como uma ideologia política ultranacionalista e autoritária no início do século XX, ganhando destaque na Europa. É caracterizado por um poder ditatorial que reprime a oposição através da força, mantendo-se por meio de uma forte arregimentação social e econômica. Através dessas características comuns — nacionalismo extremo, desprezo pela democracia eleitoral e liberdades políticas e económicas, crença numa hierarquia social natural dominada pelas elites, e a criação de uma comunidade do povo onde os interesses individuais são subordinados aos da nação — o fascismo se distingue do liberalismo, marxismo, socialismo e anarquismo. Localizado na extrema-direita do espectro político tradicional, a ideologia defende a mobilização da sociedade sob um estado totalitário de partido único, visando preparar a nação para o conflito armado e responder eficazmente às dificuldades económicas.

O fascismo ganhou destaque em vários países europeus, com os primeiros movimentos surgindo na Itália durante a Primeira Guerra Mundial. Os fascistas viam essa guerra como um catalisador para transformações massivas na sociedade e no estado, criando uma "cidadania militarista" onde todos os cidadãos estavam envolvidos no esforço militar. Essa guerra levou à formação de um estado poderoso, capaz de mobilizar milhões de pessoas e organizar a economia para sustentar seus soldados.

Após 1945, poucos partidos se declararam abertamente fascistas, mas o termo é usado frequentemente para descrever movimentos políticos de extrema-direita. Os neofascistas contemporâneos têm ideologias semelhantes ou são inspirados nos movimentos do século XX.

O termo "fascismo" deriva da palavra latina "fasces", um símbolo que representava o poder dos magistrados na República Romana para castigar cidadãos desobedientes. Mussolini adotou esse símbolo, e os seguidores de seu partido passaram a ser chamados de fascistas.

Historiadores definem o fascismo tendo em mente três aspectos principais: negações anti-liberais, nacionalistas e autoritárias que visam a criação de uma estrutura econômica regulada para transformar relações sociais; um mito do renascimento, ultra-nacionalista populista e do declínio. O fascismo é descrito por Griffin como uma forma revolucionária anti-liberal, multiclasse e nacionalista anti-conservadora.

Robert Paxton vê o fascismo como um comportamento político marcado pela preocupação obsessiva com o declínio da comunidade, humilhação ou vitimização, e pelo culto compensatório à unidade, energia e pureza. Ele descreve uma dinâmica de partidos políticos armados liderados por elites populistas se opondo ao socialismo e ao liberalismo, prometendo uma política radical para salvar o país da decadência.

Umberto Eco definiu o fascismo como um culto à tradição, com uma forte ênfase em símbolos de identidade nacional. Através dessas características, o fascismo se tornou um fenômeno político significativo na história europeia e continua a influenciar discussões contemporâneas sobre extrema-direita e totalitarismo.

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