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Escócia

País no noroeste da Europa, parte do Reino Unido

7 min de leitura01/01/2024
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Escócia (em anglo-escocês/ânglico escocês: Scotland; em gaélico escocês: Alba) é um dos países do Reino Unido e cobre o terço norte da ilha da Grã-Bretanha. Ele compartilha uma fronteira com a Inglaterra ao sul e outra, formada pelo oceano Atlântico, com o mar do Norte a leste e com o canal do Norte e o mar da Irlanda a sudeste. Além do continente, o país é composto por mais de 790 ilhas, incluindo as Ilhas do Norte (Órcades e Shetland) e as Hébridas.

Edimburgo, a capital e segunda maior cidade do país, foi o centro do Iluminismo escocês do século XVIII, que transformou a Escócia em uma das potências comerciais, intelectuais e industriais da Europa. Glasgow, maior cidade, já foi um dos polos industriais mais importantes do mundo. As águas territoriais escocesas consistem em um grande setor do Atlântico Norte e do mar do Norte, região que contém as maiores reservas de petróleo da União Europeia. Isso tem dado a Aberdeen, terceira maior cidade do país, o título de capital do petróleo da Europa.

O Reino da Escócia emergiu como um Estado soberano independente na Alta Idade Média e continuou a existir até 1707. Por herança, em 1603, o rei James VI da Escócia se tornou rei da Inglaterra e o rei da Irlanda, formando assim uma união pessoal entre os três reinos. A Escócia entrou posteriormente numa união política com a Inglaterra em 1 de maio de 1707 para criar o novo Reino Unido da Grã-Bretanha. A união também criou o novo Parlamento da Grã-Bretanha, que sucedeu ao Parlamento da Escócia e o Parlamento de Inglaterra. O Tratado de União foi acordado em 1706, promulgado pelo Tratado de União de 1707, tendo sido aprovados pelos parlamentos de ambos os países, apesar de algumas revoltas populares e da oposição antiunionistas em Edimburgo, Glasgow e em outros lugares. A Grã-Bretanha posteriormente entrou em uma união política com a Irlanda em 1 de janeiro de 1801, para criar o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda.

O sistema jurídico escocês manteve-se separado da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte, sendo que a Escócia constitui uma jurisdição distinta no direito público e no privado dentro do reino. A existência de instituições jurídicas, educacionais e religiosas distintas das do resto do Reino Unido têm contribuído para a sobrevivência da cultura e da identidade nacional escocesa desde a união em 1707. Após um referendo em 1997, um Parlamento Escocês foi restabelecido, desta vez como uma legislatura devolvida com autoridade para muitos temas internos. O Partido Nacional Escocês, que apoia a independência do país, ganhou uma maioria absoluta nas eleições gerais de 2011. Um referendo realizado em 18 de setembro de 2014 rejeitou a separação do país do Reino Unido por uma maioria de 55% dos votos, com um comparecimento às urnas de 85%.

Scotland vem de Scoti, o nome latino para os gaels. A palavra latina Scotia ("terra dos gaels") era inicialmente utilizada para se referir à Irlanda. Até o século XI, o termo Scotia foi usado para se referir a Escócia ao norte do rio Forth, juntamente com os termos Albania ou Albany, ambas derivadas do gaélico Alba. O uso das palavras Escócia para se referir a tudo o que é agora o território escocês tornou-se comum durante a Idade Média.

A história escrita da Escócia começa, em linhas gerais, com a ocupação do sul e do centro da Grã-Bretanha pelo Império Romano, território transformado na província romana da Britânia e que equivale atualmente à Inglaterra e ao País de Gales. O norte da ilha, conhecido como Caledônia e habitado pela tribo celta dos pictos, não foi conquistado pelos romanos. Segundo a tradição, o Reino da Escócia foi fundado em 843, quando Kenneth I se tornou rei das tribos dos pictos e das tribos dos escotos.

A conquista normanda da Inglaterra em 1066 e a ascensão ao trono de Davi I permitiram a introdução do feudalismo na Escócia e um maior relacionamento comercial com a Europa. No final do século XIII, diversas famílias normandas e anglo-saxãs haviam recebido terras escocesas. A primeira sessão do Parlamento escocês foi realizada naquele período.

Uma disputa pelo trono permitiu que Eduardo I da Inglaterra tentasse coroar um fantoche seu como rei da Escócia. A resistência escocesa, liderada por William Wallace e Andrew Moray e, mais tarde, por Robert Bruce, fez com que este fosse coroado rei da Escócia em março de 1306 e saísse vitorioso na batalha de Bannockburn, contra os ingleses, em 1314. Uma Segunda Guerra de Independência Escocesa eclodiu no período 1332-1357, quando Eduardo Balliol tentou tomar o poder com o apoio do monarca inglês. O quadro político escocês voltou a estabilizar-se com a emergência da Casa de Stuart nos anos 1370.

Em 1603, o Rei Jaime VI da Escócia herdou o trono inglês e tornou-se Jaime I da Inglaterra. A Escócia continuou a ser um Estado separado, exceto durante o Protetorado dos Cromwell. Em 1707, após ameaças inglesas de interromper o comércio e a livre circulação na fronteira comum, os Parlamentos da Escócia e da Inglaterra promulgaram os Atos de União que criaram o Reino Unido da Grã-Bretanha.

Em 1776 fora lançado um dos livros mais influentes; "Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações", Escrito pelo escocês Adam Smith, um dos maiores defensores do Capitalismo.

Em seguida ao Iluminismo escocês e à Revolução Industrial, a Escócia tornou-se uma das potências comerciais, intelectuais e industriais da Europa. A sua decadência industrial após a Segunda Guerra Mundial foi grave, mas mais recentemente o país tem vivido um renascimento cultural e econômico, em especial nas áreas de serviços financeiros, de eletrônica e de petróleo. Por meio do Scotland Act britânico de 1998, o Parlamento escocês foi reaberto.

A Escócia ocupa o terço setentrional da ilha da Grã-Bretanha. Com uma área de aproximadamente 78 772 km², sua única fronteira terrestre é com a Inglaterra, ao sul. A Escócia encontra-se entre o Oceano Atlântico, a oeste, e o Mar do Norte, a leste.

O país inclui o território na Grã-Bretanha e diversos arquipélagos, como as Shetland, as Órcades e as Hébridas. O território britânico da Escócia pode ser dividido em três áreas, a saber, as Highlands ao norte, o Cinturão Central (Central Belt) e as Terras Altas Meridionais (Southern Uplands) ao sul. As Highlands são montanhosas e apresentam as maiores elevações das Ilhas Britânicas (Ben Nevis, com 1 344 metros, o ponto culminante). O Cinturão Central é plano, concentra a maior parte da população e inclui grandes cidades como Glasgow e Edimburgo.

Segundo o censo de 2022, a população oficial da Escócia era de aproximadamente 5,5 milhões de habitantes, a maior já registada na história da nação. Cerca de 62% da população se identifica como "apenas escocês", com 18% se considerando "escocês e britânico", 8% "apenas britânico" e 4% nenhuma dessas. Edimburgo e Glasgow são as maiores cidades, com quase um-quinto da população geral. Em 2011, dos 5,3 milhões de habitantes do país, cerca de 4,4 milhões eram nativos escoceses (com seus quatro avós nascidos na Escócia). Desde a segunda guerra mundial, a imigração tem sido um grande fator no crescimento populacional, com pessoas vindo principalmente da Ásia e de outras partes da Europa. Cerca de 4% nasceram fora da Europa, segundo censo de 2011.

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