Valdemar Costa Neto, nascido em São Paulo no dia 11 de agosto de 1949, é um administrador de empresas e político brasileiro que desempenha um papel significativo na cena política nacional. Atualmente, ele ocupa o cargo de Presidente Nacional do Partido Liberal (PL), tendo sido empossado em 28 de novembro de 2020. Conhecido por sua trajetória conturbada e alianças políticas variadas, Costa Neto seguiu os passos do seu pai, Waldemar Costa Filho, que foi quatro vezes prefeito de Mogi das Cruzes.
Costa Neto ingressou na política de forma gradual. Ele começou a trabalhar para o pai no início da carreira e posteriormente se destacou como líder do PL ainda em seu primeiro mandato. Durante suas seis eleições consecutivas ao cargo de deputy federal, que ocorreram entre 1991-1995, 1995-1999, 1999-2003, 2003-2005, 2007-2011 e 2011-2015, ele se tornou uma figura conhecida por sua atuação tanto na base aliada quanto como oposicionista. Sua ascendência no PL foi um ponto crucial em sua carreira política.
Aos 46 anos, Costa Neto veio a alcançar a liderança do PL durante seu primeiro mandato eletivo. Durante uma campanha eleitoral de 1990, o então prefeito Paulo Maluf, em busca de apoio para seus candidatos, chegou a chamar Valdemar, que estava na ocasião ausente das paradas políticas.
Durante sua atuação no Congresso Nacional, Costa Neto se posicionou como um aliado do presidente Itamar Franco. No entanto, ele também demonstrou uma capacidade inata de oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). Na gestão FHC, o PL se manteve na base governista, mas nunca abandonou totalmente a ideia de oposição.
O mais notável episódio da carreira política de Valdemar Costa Neto foi provavelmente seu envolvimento no escândalo do "Mensalão". Em 2013, ele foi condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A sentença veio em meio a uma série de acusações e processos relacionados ao caso, que afetou muitas figuras políticas do cenário nacional.
Mesmo após sua condenação, Costa Neto manteve-se firme na liderança do PL, aproximando o partido de movimentos "bolsonaristas" e do próprio Jair Bolsonaro. Após as eleições de 2022, seu partido entrou com uma ação contestando as urnas eletrônicas, demonstrando sua persistência em desafiar as estruturas políticas existentes.
Em 2024, Valdemar Costa Neto enfrentou mais um revés quando foi novamente preso após uma busca da Polícia Federal localizar uma arma de herança familiar sem registro na sua residência. Este incidente adiciona outro capítulo à longa história conturbada da política brasileira que marcou a carreira deste político influente.