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Partido Missão

Partido político brasileiro

2 min•30/09/2026
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O Partido Missão (Missão) é um partido político brasileiro de direita que surgiu a partir do Movimento Brasil Livre (MBL), uma organização política fundada em 2014. O MBL ganhou projeção nacional ao organizar manifestações em defesa da Operação Lava Jato e contra o governo Dilma Rousseff, culminando com o apoio ao impeachment de Dilma entre 2015 e 2016. Após o impeachment, o movimento mobilizou-se em favor da reforma trabalhista e previdenciária do governo Temer.

Com as eleições de 2018, o MBL se consolidou como uma força política de direita, lançando e apoiando candidatos nas disputas. Em 2019, a legenda distanciou-se do bolsonarismo, com um conflito dramático durante as manifestações de maio, quando grupos bolsonaristas começaram a defender o fechamento do Congresso Nacional e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Após as derrotas significativas nas eleições de 2018, o MBL passou a buscar uma identidade própria. Em 2020, o movimento comandou uma chapa pelo Patriota em São Paulo, alcançando bons resultados, inclusive superando o candidato do PT na disputa pela prefeitura. Porém, em janeiro de 2022, firmou um acordo com o Podemos para participar das eleições de 2022 sob uma legenda única.

Contudo, após o vazamento dos áudios de Arthur do Val em março de 2022, a relação entre MBL e Podemos se rompeu. A maioria dos membros migraram para o União Brasil, mas grandes lideranças do movimento como Kim Kataguiri permaneceram ligadas ao MBL.

Em 4 de novembro de 2023, durante o 8º Congresso Nacional do MBL em São Paulo, foi anunciado o nome "Missão", seu número eleitoral e símbolos. A onça-pintada foi escolhida como mascote, com as cores preto, branco e amarelo baseadas nela. O termo "Missão" foi adotado em referência aos conceitos de planejamento estratégico empresarial — missão, visão e valores.

O processo de registro do partido enfrentou desafios. A coleta de assinaturas foi realizada presencialmente, uma escolha motivada pela acessibilidade do sistema digital disponibilizado pelo TSE desde 2021. Em novembro de 2024, o portal Intercept Brasil divulgou denúncias sobre abordagens de coletores sem clareza no objetivo. Representantes do partido justificaram a necessidade da distinção entre MBL e Missão para atender à legislação eleitoral.

Em 4 de novembro de 2025, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deferiu o pedido de registro do Partido Missão por unanimidade. O partido obteve 577.999 apoios válidos, superando a exigência mínima de 0,5% dos votos da última eleição geral para a Câmara dos Deputados. Com esta decisão, tornou-se a 30ª legenda com estatuto registrado no TSE.

Kim Kataguiri e Guto Zacarias anunciaram sua filiação ao partido em 10 de novembro de 2025, reforçando seu perfil político. Em dezembro do mesmo ano, o partido contava com 127 filiados, mas registrou um crescimento expressivo durante a janela partidária encerrada em março de 2026, chegando a 17.382 filiados. Este foi o primeiro pleito nacional no qual o Partido Missão esteve apto a participar como legenda própria, anunciando candidaturas para todos os cargos majoritários e legislativos.

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