Fernando Collor de Mello nasceu no Rio de Janeiro em 1949, mas cresceu entre as cidades de Maceió, Rio de Janeiro e Brasília. Filho do alagoano Arnon de Mello, que foi governador do estado, senatorial e deputado federal, Collor se destacou desde cedo na política graças a seu ambicioso pai. Seu avô materno, Lindolfo Collor, também atuou como líder político, sendo nomeado pelo Getúlio Vargas para o Ministério do Trabalho.
Collor estudou ciências econômicas na Universidade Federal de Alagoas e iniciou sua carreira profissional no jornalismo. Em 1972, ele retornou a Maceió para comandar o Gazeta de Alagoas e em seguida assumiu a presidência do CSA, levando o clube ao título estadual em 1974.
Na política, Collor ingressou gradualmente nas esferas municipal e estadual. Eleito prefeito de Maceió de 1979 a 1982, foi deputado federal de 1982 a 1986 e governador de Alagoas de 1987 a 1989. Com apenas 40 anos, Collor se tornou o mais jovem presidente do Brasil em 1990, eleito pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN) no período pós-regime militar.
O governo de Collor foi marcado pela implementação do Plano Collor, que visava o ajuste fiscal e a desestatização. No entanto, esse plano acabou por aprofundar uma recessão econômica e gerar grande controvérsia. Em 1990, mais de 920 mil postos de trabalho foram extintos, impactando diretamente o mercado de trabalho.
A corrupção política também se fez presente durante seu governo. Seu irmão Pedro Collor de Mello denunciou irregularidades envolvendo o tesoureiro do partido, Paulo César Farias, levando a um processo de impeachment que resultou na renúncia de Collor em 1992.
Após sua saída da presidência, Collor permaneceu ativo na política alagoana. Ele foi senador por Alagoas de 2007 até 2023 e presidiu a Comissão de Relações Exteriores do Senado entre 2017 e 2019.
Em 2022, Collor se candidatou ao cargo de governador de Alagoas, obtendo 14,71% dos votos válidos. Em maio de 2023, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, recebendo uma pena de 8 anos e 10 meses de prisão.
A vida pessoal de Collor também é notável. Ele se casou três vezes: com Celi Elizabeth Monteiro em 1975, Rosane Brandão Malta em 1984 e Caroline Medeiros em 2006. Seus irmãos Pedro e Leopoldo Collor de Mello também são figuras relevantes na política alagoana.
Ao longo de sua carreira, Fernando Collor de Mello deixou uma marca indelével no cenário político brasileiro, tanto com seus avanços econômicos quanto com os desafios políticos que enfrentou.