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Emmy Rossum

Atriz americana

4 min01/01/2024
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Emmy Rossum é uma das artistas mais versáteis de sua geração, tendo construído uma carreira que transita com naturalidade entre o teatro lírico, o cinema hollywoodiano e a televisão americana. Nascida como Emmanuelle Grey Rossum em Nova Iorque, em 12 de setembro de 1986, ela demonstrou talentos excepcionais desde a infância, iniciando sua trajetória artística em um dos palcos mais prestigiosos do mundo antes mesmo de completar uma década de vida.

Filha única, Emmy cresceu no bairro de Manhattan e aos seis anos de idade começou a cantar no Metropolitan Opera, no Lincoln Center. Aquele espaço, palco de algumas das maiores vozes da história da música clássica, acolheu a jovem Emmy em mais de vinte óperas diferentes ao longo de cinco anos, durante os quais ela cantou em cinco idiomas distintos. Entre os títulos que integrou estão La Bohème, Turandot, The Damnation of Faust e A Midsummer Night's Dream. Uma das experiências mais marcantes desse período foi trabalhar sob a direção do maestro e diretor Franco Zeffirelli na produção de Carmen, vivência que moldou profundamente sua sensibilidade artística.

Naquele ambiente singular, Emmy dividiu o palco com dois dos maiores tenores da história da ópera: Plácido Domingo e Luciano Pavarotti. Cantar ao lado de gigantes da lírica mundial enquanto ainda era uma criança foi uma formação artística sem paralelo, que lhe deu não apenas técnica vocal refinada, mas também uma maturidade expressiva rara. Sua saída do Met veio de forma natural: ela simplesmente ficou grande demais para as roupas de criança usadas nos espetáculos. Ao deixar o mundo das óperas, decidiu direcionar seu talento para a atuação.

Após assinar com um empresário artístico, Emmy começou a fazer audições e em 1997 fez sua estreia na televisão na novela As The World Turns. Ainda naquele ano, apareceu na série policial Law & Order, e no ano seguinte acumulou créditos em dois filmes e uma minissérie. Em 1999 recebeu uma indicação ao Young Artist Award na categoria de melhor performance em filme de televisão pelo trabalho em Genius. Em seguida, viveu a jovem Audrey Hepburn no filme biográfico The Audrey Hepburn Story, exibido pela rede ABC em 2000.

A estreia de Emmy no cinema ocorreu pelo Sundance Film Festival, onde interpretou a órfã Deladis no filme Songcatcher. A performance lhe rendeu uma indicação ao Independent Spirit Award na categoria de melhor performance de estreia, e a produção ganhou o prêmio de Melhor Conjunto de Atores do festival. Naquele mesmo projeto, ela gravou um dueto com a lendária Dolly Parton para a trilha sonora, experiência que reuniu mundos musicais completamente distintos em um encontro improvável mas memorável.

O grande salto de visibilidade veio com dois filmes de grande bilheteria lançados em 2004. Em O Dia Depois de Amanhã, o filme catástrofe de Roland Emmerich, ela contracenou com Dennis Quaid e Jake Gyllenhaal. No mesmo ano chegou o papel que definiria sua carreira no cinema: Christine Daaé na adaptação cinematográfica do musical O Fantasma da Ópera, baseado na obra de Andrew Lloyd Webber. O papel exigiu dela o retorno pleno ao universo da ópera que havia marcado sua infância, e Emmy interpretou as músicas do próprio puño, mostrando ao mundo que sua formação lírica não era mero detalhe biográfico, mas uma habilidade artística concreta e poderosa.

Nos anos seguintes, participou de outros filmes de grande repercussão, como Poseidon em 2006, a adaptação do clássico de ficção científica, e Dragonball Evolution em 2009, onde interpretou Bulma Briefs, personagem de uma das franquias de mangá e anime mais populares de todos os tempos, com mais de cinquenta milhões de cópias vendidas. Para o papel, Emmy aprendeu a andar de motocicleta e treinou para interpretar uma personagem muito diferente de tudo que havia feito anteriormente, descrevendo o desafio como um dos mais intensos de sua trajetória. Em 2013, integrou o elenco de Dezesseis Luas.

Paralelamente à carreira no cinema, Emmy investiu na música. Em 2007 assinou contrato com a gravadora Geffen Records e lançou o álbum Inside Out, cujas composições eram integralmente de sua autoria. A última faixa do disco, intitulada Anymore, possuía uma ligação direta com sua vida pessoal: inspirada no momento em que sua mãe estava grávida e seus pais se separaram, o que fez com que Emmy visse o pai apenas duas vezes ao longo de toda a sua vida. No mesmo ano, lançou um EP natalino chamado Carol of the Bells. Em 2013, trouxe o álbum Sentimental Journey.

Na televisão, a maior conquista de Emmy viria com o papel de Fiona Gallagher na série americana Shameless, adaptação da homônima produção britânica exibida no canal Showtime entre 2011 e 2019. O papel de Fiona, uma jovem que assume a responsabilidade de criar os irmãos mais novos diante de um pai irresponsável e ausente, deu a Emmy a oportunidade de explorar uma amplitude dramática considerável ao longo de oito anos, consagrando-a como uma das atrizes mais talentosas de sua geração na televisão americana.

Em 2022, Emmy assumiu simultaneamente os papéis de atriz, diretora e produtora na série Angelyne, exibida pelo canal Peacock. A produção, baseada na história real da icônica modelo e símbolo pop de Los Angeles conhecida simplesmente como Angelyne, representou um novo passo na evolução de Emmy como profissional completa do entretenimento, que não se limita mais apenas à performance, mas busca também controlar a narrativa e a visão artística das obras em que se envolve. Sua trajetória, iniciada em um palco de ópera aos seis anos, segue em expansão contínua.

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