atualidades

Julia Zanatta

Advogada, política e jornalista brasileira

2 min•07/10/2026
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Júlia Pedroso Zanatta, nascida no dia 20 de março de 1985 na cidade catarinense de Criciúma, é uma figura polêmica e multifacetada na política brasileira. Formada simultaneamente em Jornalismo e Direito, Zanatta desempenha um papel proeminente nas esferas da legislação e comunicação. Eleita Deputada Federal por Santa Catarina em 2022, ela foi reeleita com uma expressiva vitória em 2026, conquistando mais de 570 mil votos.

Na atuação política, Zanatta se posiciona fortemente contra a "doutrinação ideológica" nas escolas e se opõe ao direito à interrupção da gravidez. Seus principais projetos de lei visam restringir o uso da vacinação compulsória em crianças, com base na argumentação de que não há obrigatoriedade global para tal medida. Durante a eleição municipal de 2020 em Criciúma, Zanatta foi um dos nomes mais votados, ficando em terceiro lugar.

No cenário legislativo, Zanatta apoiou normas que proíbem a indução da parada cardíaca durante procedimentos preparatórios ao aborto. Em 2025, ela se viu envolvida em uma controvérsia com a Advocacia-Geral da União, que solicitou providências após reações negativas à sua iniciativa de projetos desobrigando a vacinação compulsória.

A vida pessoal de Zanatta é marcada por um relacionamento aberto com Guilherme Colombo. Os dois vivem juntos e têm uma filha em comum, embora não estejam casados civilmente. A relação foi alvo de críticas públicas e judicializadas, levando a uma decisão do TRE-SC que permitiu o uso da frase "meu voto é casado" durante suas campanhas.

A figura pública de Zanatta também enfrentou acusações de assédio judicial. De acordo com o "Monitor de Assédio Judicial contra jornalistas no Brasil 2024", ela foi classificada como uma das pessoas que mais ajuizaram processos contra profissionais da mídia, incluindo denúncias sobre o uso não ético de recursos públicos para publicação de artigos favoráveis.

Outro aspecto controverso do trabalho de Zanatta envolve sua tiara de flores. Usada como marca registrada durante campanhas e discursos, ela se autodefiniu como símbolo da feminilidade e traje típico germânico, mas enfrentou críticas associando a peça ao nazismo. Embora Zanatta negasse tais acusações, ela entrou com processos contra jornalistas e influenciadores digitais que fizeram referências à tiara como símbolo de apoio ao nazismo.

Em 2026, Zanatta teve uma vitória judicial quando a Justiça do Rio de Janeiro extinguiu a ação penal contra o influenciador Felipe Neto, que publicou em suas redes socais afirmações associando a tiara à ideologia nazi. Essa decisão encerrou um processo que durou mais de um ano.

Em resumo, Júlia Zanatta é uma figura complexa na política catarinense, conhecida por seus posicionamentos fortes e polêmicos. Suas atitudes e projetos legislativos continuam a desafiar as normas e expectativas estabelecidas no sistema político brasileiro.

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