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Craig Jones (piloto de motos)

Craig Jones (Crewe, 16 de Janeiro de 1985 – Londres, 4 de Agosto de 2008) foi um piloto de

5 min01/01/2024
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Craig Jones nasceu em Crewe, Cheshire, em 16 de janeiro de 1985, e desde muito cedo encontrou nas motos sua vocação. Piloto britânico de extraordinário talento, ele trilhou os degraus do motociclismo competitivo com rapidez e determinação, construindo uma carreira que prometia alcançar o nível mais alto do esporte mundial antes de ser interrompida tragicamente em agosto de 2008, quando Jones tinha apenas 23 anos.

Os primeiros passos de Jones no motociclismo competitivo aconteceram ainda na adolescência, quando ele começou a se destacar nas categorias menores do cenário britânico. Em 1996, com apenas onze anos, venceu o Campeonato Britânico de Júnior Mini-Moto, e no ano seguinte conquistou o Campeonato Britânico de Sênior Mini-Moto. Esses títulos em categorias de base revelaram um talento natural para as duas rodas, com reflexos rápidos, controle de máquina e instinto competitivo acima da média.

A progressão na carreira continuou com o Campeonato Britânico de Superstock Júnior de 2002, outro título que consolidou Jones como uma das maiores promessas do motociclismo britânico de sua geração. Com esse histórico, a passagem para o Campeonato Britânico de Supersport foi o caminho natural para um piloto de suas qualidades.

Em 2002, Jones também teve sua primeira experiência no Isle of Man TT Races, uma das provas mais míticas e perigosas do motociclismo mundial, realizada nas estradas da ilha de Man. Ele pilotou pela equipe Triumph Motorcycles/Valmoto na prova Daytona 600, uma experiência que ampliou sua bagagem em circuitos exigentes. Permaneceu na equipe por mais duas temporadas, em 2003 e 2004, no Campeonato Britânico de SuperSport, encerrando 2004 na oitava posição geral.

O ano de 2005 marcou o melhor desempenho de Jones no campeonato britânico. Correndo pela equipe Northpoint Honda, ele somou sete pódios ao longo da temporada, ficando próximo do título nacional. Jones também disputou duas rodadas britânicas do Mundial de SuperSport como wildcard, impressionando a todos. Em Silverstone, qualificou-se na linha de frente e disputou a liderança sem problemas de perda de tração. Também foi chamado pela renomada equipe Ten Kate Honda para a etapa de Brno, terminando na sexta posição, um resultado que chamou a atenção das equipes do Mundial.

Em 2006, Jones subiu para o Campeonato do Mundo de Superbike, competindo pela equipe Foggy Petronas FP1. A moto, no entanto, não era competitiva, e Jones conseguiu pontuar em apenas uma prova, terminando na décima terceira posição em Imola. Mesmo assim, a experiência no campeonato mundial foi importante para seu desenvolvimento.

Em 2007, retornou ao Mundial de SuperSport em sua primeira temporada completa na categoria, correndo pela equipe Reve Ekerold Honda. O resultado surpreendeu a todos: Jones terminou em quinto lugar no campeonato, com três pódios nas etapas de Brno, Vallelunga e Magny-Cours. Era um desempenho notável para um piloto em sua estreia como titular no Mundial.

Em 2008, Jones continuou nas Supersport, desta vez pela equipe da Parkalgar, ligada ao Autódromo Internacional do Algarve, em Portugal. A temporada seguiu evoluindo, com mais três pódios e a sexta posição no campeonato antes da etapa de Brands Hatch, corrida que seria a última de sua vida.

O acidente aconteceu durante a corrida em Brands Hatch, no Reino Unido. Ao sair da curva chamada Clark Curve, uma curva rápida à direita antes da reta de chegada, a roda traseira de sua Honda CBR-600RR perdeu tração quando Jones era segundo colocado e disputava a liderança com Jonathan Rea. Ao cair, o piloto ficou atravessado na trajetória dos demais. O australiano Andrew Pitt tentou desviar, mas a roda dianteira de sua moto e sua proteção de joelho colidiram violentamente com a cabeça de Jones.

A corrida foi imediatamente interrompida. Os socorristas da Clinica Mobile o reanimaram quatro vezes no centro médico do circuito antes de ser transportado de helicóptero para o Royal London Hospital. Apesar dos esforços médicos, Jones foi induzido a coma para tentar estabilizar sua condição. Pouco depois da meia-noite de 4 de agosto de 2008, ele foi declarado morto.

Carl Fogarty, tetracampeão mundial e ex-chefe de equipe de Jones, resumiu o sentimento do mundo do motociclismo ao afirmar que Craig era um dos jovens pilotos considerados o futuro do esporte britânico. Sua morte deixou um vazio que transcendeu fronteiras nacionais.

As homenagens ao piloto foram numerosas e tocantes. O Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, batizou uma das curvas do circuito com seu nome. O piloto Cal Crutchlow correu em Knockhill usando um dos capacetes de Jones. Eugene Laverty dedicou sua vitória em Losail, em 2009, ao colega de equipe que havia contribuído para tornar a Parkalgar competitiva. Em 2009, foi inaugurada no autódromo português uma estátua representando Jones em sua moto após cruzar a linha de chegada, obra da escultora Paula Hespanha, em uma homenagem permanente que o imortalizou no asfalto do circuito onde também correu em vida.

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