atualidades

Rosa Weber

Magistrada brasileira

2 min16/09/2026
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Rosa Maria Pires Weber é uma magistrada brasileira que teve uma carreira proeminente no sistema judiciário. Nascida em Porto Alegre em 2 de outubro de 1948, ela ingressou na carreira jurídica através do concurso público para juíza do trabalho substituta em 1976. Após atuar como desembargadora e ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Rosa Weber foi indicada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2011, onde ocupou a vaga deixada pela ministra Ellen Gracie Northfleet.

No STF, ela desempenhou um papel significativo, presidindo a corte de 2022 a 2023. Durante seu mandato, Rosa Weber caracterizava-se por sua reserva e distância da política, o que se refletiu na falta de exposição pública; ela evitava conceder entrevistas à imprensa e não participava de eventos patrocinados por empresas ou comentários sobre os julgamentos fora dos autos. Essa postura contribuiu para seu reconhecimento como uma magistrada alinhada com princípios jurídicos, distante das dinâmicas políticas.

Outros desafios marcaram sua carreira. Em 2018, ela presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por dois anos, exercendo a função de membro do STF nessa época. Sua indicação ao STF gerou polêmica durante a sabatina, com críticas sobre seu "notável saber jurídico", mas foi finalmente aprovada pelo Senado Federal.

Rosa Weber é lembrada por sua contribuição significativa para o sistema judicial brasileiro. Ela foi a terceira mulher a integrar a Suprema Corte, sucedendo Ellen Gracie e sendo a primeira magistrada de carreira em tal posição. Sua atuação no STF incluiu a reconstrução do prédio do tribunal após os ataques de 2023.

Aos 75 anos, Rosa Weber deixou o STF em 2023 e foi substituída por Luís Roberto Barroso na presidência. Seu papel como presidente levou a sua promocão à Grã-Cruz suplementar da Ordem de Rio Branco em outubro do mesmo ano.

Em março de 2024, ela aceitou uma nova nomeação para ocupar a vaga no Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul deixada por Ricardo Lewandowski. Sua carreira é marcada pela dedicação ao serviço público e pelo respeito aos princípios jurídicos.

No âmbito pessoal, Rosa Weber é casada com Telmo Candiota da Rosa Filho, um procurador aposentado do Rio Grande do Sul, com quem teve dois filhos. Ela expressou admiração ao Talmud, o livro sagrado do judaísmo rabínico, demonstrando seu apreço por culturas e crenças distintas.

A trajetória de Rosa Weber reflete tanto a evolução da magistratura brasileira quanto as complexidades do sistema político e judicial no país.

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