O Partido Social Democrático (PSD), fundado em 2011, é uma agremiação política brasileira que rapidamente se destacou no cenário partidário nacional. Com mais de 465 mil filiados em janeiro de 2026, o PSD é o décimo sexto maior partido com a maior representação parlamentar entre os centristas e centro-direitistas do Brasil.
Sua criação foi impulsionada pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que rompeu com seu partido original, o Democratas (DEM), para formar um novo movimento político. Esse desfecho se deu após a eleição de Kassab como prefeito em 2008, quando ele optou por uma coligação com o PMDB, ao invés de apoiar candidatos do PSDB.
O PSD nasceu com o objetivo de ser um partido de centro com maior flexibilidade ideológica. Ele se aliou a partidos de esquerda e direita, permitindo que seus membros ocupassem cargos em governos diversos. Membros do PSD desempenharam papéis importantes nos ministérios e secretarias de vários presidentes, incluindo Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.
Além disso, o PSD se tornou conhecido por sua aliança com partidos do Centrão. Nos anos seguintes, a bancada parlamentar do partido se consolidou como uma força política significativa. Em 2015, Kassab foi eleito deputado federal pelo PSD, reforçando seu papel no congresso nacional.
No Congresso Nacional, em 2025, o PSD demonstrou alinhamento com pautas de centro-direita a extrema-direita. Isso se refletiu na aprovação de projetos como a PEC da Anistia (52,3%) e a PEC da Blindagem (54%). Essa postura política contribuiu para o partido ser rotulado como um "partido pega-tudo", aliando-se a diferentes forças políticas conforme os interesses de cada momento.
A fundação do PSD foi marcada por controvérsias. O DEM, na época liderado por Rodrigo Maia, tentou impedir sua criação através do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas sem sucesso. Outros partidos também se opuseram à utilização do nome "Partido Social Democrático", já que um partido do mesmo nome havia sido incorporado pelo PTB em 2003.
O Partido Social Democrático tornou-se aliado estratégico de vários governos brasileiros, principalmente durante os primeiros anos da gestão Dilma Rousseff. Sua bancada nasceram associadas ao governo e votaram coesivamente a favor das diretrizes governistas. No entanto, como resultado do seu alinhamento inicial com o governo petista, o PSD foi intensamente cortejado tanto pelo lado do poder quanto pela oposição.
Este histórico de alianças variáveis e posturas ideológicas flexíveis fez do PSD uma presença significativa no cenário político brasileiro.