Otoni de Paula é um político brasileiro nascido em 22 de novembro de 1976, em Niterói, Rio de Janeiro. Filho do funcionário público e político Otoni de Paula Pai, que faleceu em 2024, e sobrinho dos cantores evangélicos Otoniel & Oziel, mortos em um acidente automobilístico em 1976, Otoni cresceu para se tornar uma figura política influente no estado do Rio de Janeiro e no Brasil. Seu tio, Ozeias de Paula, também cantor evangélico, reside atualmente na cidade maravilha.
A carreira política de Otoni teve início em 2012 quando ele foi eleito vereador pela primeira vez com 7.801 votos na cidade do Rio de Janeiro. Em julho de 2018, três meses antes das eleições, Otoni de Paula publicou um vídeo convidando fiéis para o lançamento de sua pré-candidatura ao cargo de deputado federal. No entanto, este vídeo levantou suspeitas e o político passou a ser investigado pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado.
Durante esta época, Otoni se envolveu em uma série de escândalos. Em um dos vídeos, ele criticou a atuação do juiz que havia mandado Crivella "parar de usar a prefeitura para favorecer seu grupo religioso", referindo-se ao então prefeito do Rio de Janeiro, também evangélico. Ele também foi acusado de homofobia pelo vereador David Miranda no mesmo mês. Mesmo sob essas pressões, Otoni foi eleito deputado federal com 120.498 votos (1,56% dos válidos), em uma das primeiras eleições após a reforma política que aumentou o número de cadeiras na Câmara Federal.
Nos anos seguintes, Otoni enfrentou mais uma investigação, dessa vez no âmbito do Inquérito das Fake News. Em 2020, ele foi citado como tendo pago R$ 238.500 da sua cota parlamentar a acusados de disparar mensagens de texto e de WhatsApp em eleições e para financiar atos antidemocráticos. Apesar das críticas e investigações, Otoni manteve seu cargo até 2026.
Em 2024, Otoni de Paula se tornou uma figura mais crítica ao uso da religião como instrumento político, rompendo com o então presidente Jair Bolsonaro. No entanto, em outubro do mesmo ano, ele esteve presente na solenidade da sanção do projeto que cria o Dia Nacional da Música Gospel no Palácio do Planalto, demonstrando um certo alinhamento com o atual governo.
Durante seu mandato parlamentar de 2017 a 2026, Otoni apresentou várias proposições legislativas. Um dos projetos mais relevantes foi o PL 2272/2025, que visava reduzir a dependência assistencial e inserir beneficiários de programas sociais no mercado de trabalho formal. Além disso, ele apoiou medidas contra o racismo nas arenas esportivas através do PL 3164/2024 e propôs isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os motoristas de aplicativos com a Lei 3266/2023.
Embora tenha sido um apoiador inicial do então presidente Jair Bolsonaro, Otoni de Paula se afastou dessa aliança política em 2024, criticando o uso da religião como instrumento eleitoral e denunciando a polarização ideológica dentro do campo evangélico. Atualmente, ele mantém um perfil discreto na vida política, focado principalmente em questões que envolvem sua base de apoio.