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Nidal Hasan

Oficial do Exército dos EUA e assassino em massa (1970-)

3 min•11/10/2026
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Nidal Malik Hasan nasceu em 8 de setembro de 1970 no Virginia Hospital Center, no Condado de Arlington, Virgínia. Filho naturalizado dos Estados Unidos, com origem palestina, Hasan cresceu na fé muçulmana e teve dois irmãos mais novos. Sua trajetória inicial foi marcada pela mudança para Vinton, próximo a Roanoke, em 1986, onde seu pai estabeleceu uma série de empresas familiares.

Depois de concluir o ensino médio na Wakefield High School, Hasan se alistou no Exército dos Estados Unidos em 1988. Ele começou sua formação acadêmica em 1992, quando obteve um associate degree em ciências pelo Virginia Western Community College. Três anos depois, Hasan concluiu o bacharelado em bioquímica na Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia.

Em 1997, Hasan recebeu comissão como oficial no Exército médico, ingressando na Uniformed Services University of the Health Sciences (USUHS) em Bethesda, Maryland. Durante o seu percurso acadêmico, Hasan enfrentou desafios, passando por um período de probação e demorando seis anos para concluir a formação médica.

Ao se formar em medicina, Hasan ingressou no Walter Reed Army Medical Center (WRAMC) onde concluiu seu internato e residência em psiquiatria. No decorrer desses anos, ele frequentemente fez observações controversas sobre soldados americanos, sugerindo que o Departamento de Defesa deveria permitir a opção de serem liberados como "objetores de consciência" para aumentar o moral das tropas e reduzir conflitos internos.

Os relatos indicam que Hasan discutia frequentemente sobre retirada das tropas dos Iraque e do Afeganistão, expressando esperança na saída do presidente Barack Obama. Esses debates com outros militares incluíram declarações agitadas e críticas à presença militar americana no Oriente Médio.

Em 5 de novembro de 2009, Hasan assassinou 13 pessoas e feriu 32 em um tiroteio em Fort Hood. Após admitir a autoria dos disparos durante sua corte marcial em agosto do mesmo ano, ele foi julgado por 13 acusações de assassinato premeditado e 32 acusações de tentativa de assassinato premeditado.

O caso de Hasan permaneceu sob investigação após o tiroteio. O FBI concluiu que a correspondência por e-mail com Anwar al-Awlaki, um imame falecido, não indicava uma ameaça real. No entanto, as investigações do Departamento de Defesa e do Senado dos Estados Unidos levantaram preocupações sobre Hasan.

No julgamento, Hasan representou-se e admitiu a responsabilidade pelo tiroteio. Ele argumentou ter mudado de lado em uma "guerra contra o Islã" travada pelos Estados Unidos. O painel de 13 oficiais condenou Hasan à morte por pelotão de fuzilamento, e no início de outubro de 2026, sua execução foi aprovada pelo presidente Donald Trump.

Em seu último dia de vida, Hasan será executado em Fort Hood às 13h CST (19h UTC) em 3 de dezembro. Esta é a primeira execução pública nos Estados Unidos desde 1937 e a primeira para um oficial das Forças Armadas desde 1961.

O caso de Nidal Hasan reflete complexidades na questão do Islã no Exército americano, bem como nas relações entre os militares e as políticas de guerra. A execução de Hasan ocorrerá após uma longa batalha judicial que testou a constitucionalidade da pena capital nos Estados Unidos.

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