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Monica Benicio

Arquiteta brasileira

2 min•04/10/2026
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Monica Tereza Azeredo Benicio é uma arquiteta e urbanista brasileira nascida no Conjunto Esperança, uma das 16 favelas do Complexo da Maré, na cidade do Rio de Janeiro, em 31 de janeiro de 1986. Formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), sua trajetória profissional se destaca pelo compromisso com a requalificação urbana e os direitos humanos.

Monica ingressou no ensino médio em 2004, matriculando-se no pré-vestibular comunitário do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM). Em 2007, ela decidiu se dedicar ao curso de psicologia, mas dois anos depois, mudou sua carreira para Arquitetura e Urbanismo. Sua tese de graduação, "comUNIDADE - Requalificação de Área de Conflito na Favela da Maré", e sua dissertação de mestrado, "Todos os mundos. Um só mundo. Uma Maré de cidade": violência, espaços públicos e intervenção urbana, refletem suas preocupações com a urbanização justa e inclusiva.

Monica Benicio se conheceu com Marielle Franco em 2004, quando ambas estavam no pré-vestibular. As duas eram casadas em termos de sexualidade, embora não o fossem legalmente. Elas passaram por vários períodos de separação e reunião, enfrentando a lesbofobia familiar e social que as impedia de viver abertamente sua relação. O relacionamento se fortaleceu no final de 2015, quando Monica se declarou mulher lésbica, e as duas planejaram um casamento para o ano seguinte. Três anos depois da morte brutal de Marielle Franco, Monica assumiu a luta por justiça, viajando ao exterior para falar sobre a memória e legado de sua companheira. Em março de 2024, foi finalmente revelada a identidade dos mandantes do assassinato: Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa.

Monica Benicio ingressou na política em 2020 quando foi eleita vereadora pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) com 22.919 votos. Sua campanha se baseava em princípios feministas e antifascistas. Durante seu mandato, ela apresentou leis importantes como a de apoio às pessoas LGBTQIA+ em situação de violência social, o Programa Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio, e o Dia Municipal da Visibilidade Lésbica.

Em novembro de 2023, Monica propôs uma lei que determinava a remoção de monumentos e homenagens públicas a figuras que violaram direitos humanos, mas esta foi revogada em janeiro de 2025. Em 2026, ela foi reeleita vereadora com 25.382 votos e lançou sua candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro. Sua escolha para o segundo voto foi a ex-vereadora Benedita da Silva.

O livro "Marielle e Monica: Uma história de amor e luta" lançado por Monica em abril de 2024, narra detalhadamente sua vida com Marielle, destacando seu amor e trabalho conjunto pela justiça social. Esse texto oferece uma visão íntima da vida dessa arquiteta brasileira que se tornou uma voz poderosa na luta pelos direitos humanos e igualdade no Rio de Janeiro.

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